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Escorpião-amarelo preocupa Porto Alegre

Capital já registrou 575 capturas de escorpiões-amarelos em 2026, sendo 565 no Centro Histórico. Ação noturna na Praça da Alfândega busca reduzir a presença do animal antes de evento que deve atrair grande circulação de pessoas.

A Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre realiza nesta terça-feira, 20 de outubro, uma operação noturna para capturar escorpiões-amarelos no entorno da Praça da Alfândega, no Centro Histórico. A atividade está prevista para começar às 19h e tem como objetivo reduzir a presença do animal na região antes do início da Feira do Livro de Porto Alegre, marcada para 30 de outubro.

Durante a ação, as equipes vão vistoriar caixas de telefonia localizadas no entorno da praça, que podem servir de abrigo para os escorpiões. A iniciativa integra o monitoramento realizado pela Vigilância Ambiental na região central, que concentra a maior quantidade de registros da espécie na Capital.

A preocupação envolve a segurança de moradores, trabalhadores, comerciantes e visitantes que circulam pelo Centro Histórico. Com a proximidade da Feira do Livro, a expectativa é de aumento da movimentação de pessoas na área, tornando importante a adoção de medidas preventivas.

A operação faz parte das ações de controle e vigilância ambiental desenvolvidas pelo município para identificar e capturar os animais em locais onde sua presença foi registrada.

Porto Alegre já capturou 575 escorpiões em 2026

Os números divulgados pela Prefeitura demonstram a dimensão do problema na Capital. Até outubro de 2026, foram capturados 575 escorpiões-amarelos em Porto Alegre.

A distribuição dos registros mostra uma concentração expressiva no Centro Histórico:

  • Centro Histórico: 565 escorpiões capturados;
  • Bairro Cristal: nove capturas;
  • Bairro Passo da Areia: uma captura.

O Centro Histórico responde por mais de 98% do total de escorpiões-amarelos capturados neste ano. A presença do animal também foi identificada em outras áreas da cidade, o que mantém a necessidade de monitoramento e de medidas de prevenção.

Além desses registros, foi encontrado um escorpião-do-nordeste, da espécie Tityus stigmurus, no bairro Anchieta.

O total de 575 capturas em 2026 já supera as 539 registradas durante todo o ano de 2025, segundo os dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde. O cenário reforça a importância do acompanhamento contínuo e das ações de controle ambiental.

Feira do Livro aumenta a atenção com a segurança

A operação foi programada antes da realização da Feira do Livro de Porto Alegre, prevista para ocorrer de 30 de outubro a 15 de novembro. O evento tradicional movimenta a Praça da Alfândega e seu entorno, reunindo visitantes, expositores, trabalhadores e comerciantes.

A vistoria das caixas de telefonia busca identificar e capturar escorpiões que possam estar abrigados nesses locais. A escolha do período noturno está relacionada ao trabalho de monitoramento da espécie e à busca por animais em possíveis esconderijos.

Ações noturnas de captura são realizadas na região central pelo menos uma vez por mês, conforme as informações divulgadas pelo município. O trabalho busca reduzir a presença dos escorpiões em áreas com registros frequentes.

Escorpião-amarelo oferece risco à saúde

O escorpião-amarelo é considerado uma espécie de importância médica devido à toxicidade de seu veneno. A picada pode provocar dor intensa e, em situações graves, complicações que exigem atendimento médico imediato.

Crianças e pessoas idosas estão entre os grupos mais vulneráveis a complicações. Por isso, a identificação do animal em locais de circulação pública exige atenção das autoridades e da população.

Em 2026, Porto Alegre registrou três acidentes envolvendo escorpiões: dois no Centro Histórico e um no bairro Mário Quintana.

A orientação é não tocar nem tentar capturar o animal por conta própria. Em caso de picada, a vítima deve procurar atendimento médico imediatamente. Não se deve cortar, furar ou sugar o local atingido, nem aplicar substâncias caseiras.

Na Capital, o Hospital de Pronto Socorro (HPS) e o Hospital Cristo Redentor são referências para esse tipo de ocorrência e dispõem de soro antiescorpiônico.

Como prevenir o aparecimento de escorpiões

A população pode adotar medidas para diminuir as condições favoráveis à presença desses animais em residências, estabelecimentos comerciais e áreas externas.

Entre os principais cuidados recomendados estão:

  • Manter ambientes limpos e evitar o acúmulo de lixo e entulhos.
  • Controlar a presença de baratas, que servem de alimento para escorpiões.
  • Instalar telas ou dispositivos de proteção em ralos e outras aberturas.
  • Vedar frestas em paredes, rodapés e locais que possam servir de esconderijo.
  • Verificar calçados, roupas e toalhas antes de utilizá-los.
  • Manter camas e berços afastados das paredes e evitar que lençóis encostem no chão.

Ao encontrar um escorpião, a recomendação é manter distância e comunicar a ocorrência aos serviços municipais. Não tente manusear o animal. A localização exata ajuda as equipes responsáveis a avaliar a situação e organizar o monitoramento.

Em Porto Alegre, a população pode entrar em contato com a Vigilância em Saúde pelos telefones (51) 3289-2492 e (51) 3289-2428, ou registrar uma solicitação pelo serviço 156.

Monitoramento continua no Centro Histórico

A operação na Praça da Alfândega faz parte de um conjunto de ações voltadas à vigilância ambiental e à prevenção de acidentes. A concentração de capturas no Centro Histórico mantém a região como prioridade para o trabalho das equipes municipais.

Com a aproximação da Feira do Livro, a vistoria busca reduzir a presença dos animais em pontos específicos antes do aumento da circulação de público.

O resultado da operação dependerá do número de animais encontrados e das condições identificadas durante o trabalho. A Prefeitura mantém o monitoramento da região para acompanhar os registros e orientar novas ações de controle.

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