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Rebeca conquista ouro e faz história

Ginasta brasileira venceu a final do salto em Roterdã, na Holanda, com média de 14,466 pontos e chegou à décima medalha em Campeonatos Mundiais.

A ginástica artística brasileira voltou ao topo do mundo neste sábado (24). Rebeca Andrade conquistou a medalha de ouro na final do salto sobre a mesa do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, disputado em Roterdã, na Holanda. Com média de 14,466 pontos, a atleta confirmou o favoritismo e alcançou um feito histórico: tornou-se a primeira brasileira a conquistar três títulos mundiais em uma mesma prova.

O resultado consolida a posição de Rebeca entre os grandes nomes da história da ginástica artística. A brasileira também se tornou a segunda ginasta a conquistar três títulos mundiais no salto, feito alcançado anteriormente pela chinesa Cheng Fei.

A conquista representa mais um capítulo importante na carreira de uma atleta que superou lesões, períodos de recuperação e desafios físicos para continuar competindo no mais alto nível internacional.

Rebeca Andrade domina a final do salto

A brasileira chegou à decisão como uma das principais favoritas ao ouro. Na fase classificatória, havia registrado 14.533 pontos, garantindo uma das melhores pontuações da disputa e demonstrando consistência na execução dos movimentos.

Na final, Rebeca realizou dois saltos de alto nível técnico. No primeiro, recebeu 14.400 pontos. No segundo, obteve 14,133. Com a bonificação de 0,2 ponto considerada na composição da nota final, terminou com média de 14,466 pontos.

O desempenho foi suficiente para garantir a liderança e deixar as adversárias na disputa pelas medalhas restantes.

A norte-americana Claire Pease conquistou a prata, com média de 14,233 pontos. Sua compatriota Skye Blakely ficou com o bronze, ao registrar 14,166 pontos.

Uma das principais concorrentes da brasileira, a sul-coreana Yeo Seojeong começou bem a apresentação, mas sofreu uma queda no segundo salto, comprometendo o resultado final.

A regularidade de Rebeca foi determinante. Em uma modalidade na qual pequenas falhas na aterrissagem podem alterar a classificação, a brasileira conseguiu apresentar dois saltos competitivos e assegurar a medalha de ouro.

Tricampeonato mundial marca novo recorde brasileiro

O ouro em Roterdã ampliou a coleção de títulos mundiais de Rebeca Andrade. A ginasta já havia conquistado o ouro no salto nas edições de 2021, em Kitakyushu, no Japão, e de 2023, em Antuérpia, na Bélgica.

Com a vitória de 2026, ela chegou ao terceiro título mundial no aparelho e estabeleceu uma marca inédita para o Brasil: nenhum outro ginasta brasileiro havia conquistado três títulos mundiais em uma mesma prova.

O resultado também ampliou o total de medalhas da atleta em Campeonatos Mundiais para dez, distribuídas em quatro ouros, quatro pratas e dois bronzes.

Nos Jogos Olímpicos, Rebeca soma outras seis medalhas, incluindo dois ouros. A combinação de resultados olímpicos e mundiais reforça sua importância para o esporte brasileiro e sua presença entre as principais referências internacionais da ginástica artística.

Retorno às grandes competições internacionais

A conquista em Roterdã também tem significado especial por marcar o retorno de Rebeca ao Campeonato Mundial após ficar fora da competição em 2025.

Depois de uma trajetória marcada por lesões e longos processos de recuperação, a ginasta retomou gradualmente sua participação nas principais disputas internacionais em 2026.

O planejamento da atleta envolve conciliar o desempenho competitivo com a preservação física, um fator fundamental para quem já passou por cirurgias e períodos de afastamento.

O título mundial demonstra que Rebeca continua capaz de competir no mais alto nível e disputar medalhas contra adversárias de diferentes países.

A preparação para os próximos anos também mantém no horizonte os Jogos Olímpicos de Los Angeles, previstos para 2028. A participação na Olimpíada, entretanto, dependerá do planejamento esportivo e das condições da atleta ao longo do ciclo.

Simone Biles acompanha a conquista brasileira

A decisão do salto contou com a presença da norte-americana Simone Biles, uma das maiores referências da história da ginástica artística.

Convidada para acompanhar o Campeonato Mundial, Biles assistiu à final nas arquibancadas, mas não participou da competição.

A presença da atleta acrescentou relevância à decisão, que reuniu algumas das principais ginastas da modalidade. Apesar de sua extensa coleção de medalhas, Biles não conquistou três títulos mundiais no salto, marca agora alcançada por Rebeca.

A brasileira, portanto, não apenas venceu uma final de alto nível: também ampliou sua posição em um cenário esportivo historicamente dominado por grandes potências da ginástica.

Brasil busca outras medalhas no Mundial

A medalha de ouro de Rebeca foi um dos principais resultados brasileiros no Campeonato Mundial de Roterdã. Antes da decisão do salto, a equipe feminina havia terminado em quinto lugar na final por equipes.

No individual geral, Flávia Saraiva ficou na 12ª colocação, enquanto Lorrane Oliveira terminou em 21º lugar.

A participação brasileira ainda prevê novas oportunidades de pódio. Flávia Saraiva está classificada para a final da trave, programada para domingo (25), após conseguir a terceira melhor nota na fase classificatória, com 14,400 pontos.

A expectativa é que o Brasil continue disputando posições de destaque em uma competição que reúne as principais atletas da ginástica artística mundial.

Rebeca Andrade reforça o protagonismo brasileiro no esporte

A vitória de Rebeca Andrade representa mais do que uma medalha individual. O resultado evidencia a capacidade do Brasil de formar atletas competitivos em uma modalidade que exige força, precisão, flexibilidade, equilíbrio e preparação psicológica.

O tricampeonato também amplia a visibilidade da ginástica artística brasileira e fortalece a referência deixada pela atleta para as próximas gerações.

Com dez medalhas mundiais e seis olímpicas, Rebeca construiu uma trajetória marcada por conquistas expressivas e pela superação de obstáculos físicos. O ouro em Roterdã acrescenta um novo capítulo a essa história e confirma sua permanência entre as grandes protagonistas da modalidade.

A conquista de Rebeca Andrade no Mundial de 2026 reafirma o protagonismo brasileiro na ginástica artística e coloca a atleta em um grupo restrito de campeãs capazes de vencer três vezes uma mesma prova em Campeonatos Mundiais.

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