A expectativa de vida no Rio Grande do Sul chegou a 76 anos e cinco meses no triênio 2022-2024, um aumento de um mês em relação ao período anterior. O levantamento também aponta que os idosos com 60 anos ou mais já representam 20,6% da população gaúcha, evidenciando o avanço do envelhecimento demográfico no Estado. Os dados são do Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG).
Entre as mulheres, a expectativa de vida alcançou 79 anos e 7 meses. Entre os homens, o indicador ficou em 73 anos e 4 meses, uma diferença de aproximadamente 6 anos e 3 meses entre os sexos.
O que mostram os dados sobre a população gaúcha?
O estudo revela uma mudança importante na composição da população do Rio Grande do Sul:
- Expectativa de vida de 76 anos e 5 meses;
- Idosos representam 20,6% dos habitantes;
- População com até 15 anos caiu para 17,7%;
- O Estado possui cerca de 11,23 milhões de habitantes.
O levantamento também mostra que, entre 2000 e 2024, o Rio Grande do Sul ganhou aproximadamente 1,2 milhão de idosos, enquanto houve redução significativa na população mais jovem.
O que explica o envelhecimento da população?
Especialistas apontam que o cenário é resultado da combinação entre queda da natalidade, aumento da expectativa de vida e avanços nas condições de saúde ao longo das últimas décadas. O envelhecimento populacional amplia os desafios para áreas como saúde pública, previdência, assistência social e mercado de trabalho.
Quais são as principais causas de morte no Estado?
Segundo o estudo, em 2024 as doenças do aparelho circulatório permaneceram como a principal causa de óbitos no Rio Grande do Sul, seguidas pelas neoplasias (câncer) e pelas doenças do aparelho respiratório. Entre pessoas de 1 a 49 anos, as causas externas, como acidentes e violência, seguem liderando os registros de mortalidade.














