O Coletivo Plano celebrou nove anos de trajetória com uma festa de rua em Porto Alegre, reunindo música eletrônica, cultura urbana e ocupação do espaço público. O evento foi realizado no Viaduto da Praça dos Açorianos, na Avenida Borges de Medeiros, em uma programação gratuita que levou artistas e público para uma das áreas tradicionais do Centro da Capital.
Criado a partir da cena independente de Porto Alegre, o Plano chegou ao quinto ano mantendo uma proposta baseada na música, diversidade, experimentação artística e ocupação urbana. A comemoração marcou uma etapa importante para o coletivo, que, desde sua criação, buscou criar espaços para novos artistas e aproximar a música eletrônica do público.
O aniversário também representou a consolidação de uma trajetória construída por DJs, produtores e artistas ligados à cena musical porto-alegrense.
Festa ocupou espaço público de Porto Alegre
A escolha do espaço público esteve diretamente ligada à identidade do Coletivo Plano.
Ao longo de sua trajetória, o grupo passou a utilizar a rua como ambiente para apresentar artistas, promover encontros e criar experiências fora dos formatos tradicionais de festas e clubes.
A celebração dos cinco anos manteve essa característica. Em vez de concentrar a comemoração em uma casa noturna, o coletivo levou a programação para o espaço urbano, permitindo que o público acompanhasse as apresentações de forma gratuita.
A região do Viaduto dos Açorianos, localizada no encontro da Avenida Borges de Medeiros com a Avenida Loureiro da Silva, integra uma área histórica e simbólica de Porto Alegre.
A utilização do local para uma celebração ligada à música eletrônica também reforçou a proposta do coletivo de transformar espaços da cidade em pontos de encontro e manifestação cultural.
Coletivo surgiu em meio à cena eletrônica de Porto Alegre
O Plano foi criado em 2017, reunindo uma geração de DJs, produtores e artistas que atuavam na cena independente da Capital.
A formação mencionada na época da comemoração incluía Fernanda Rizzo (Fritzzo), Fernando Ribeiro, Sérgio Barsotti, Gabriel Scorza, Lau Baldo, Laputaines e Fayola.
O grupo passou a desenvolver eventos e iniciativas voltadas à música eletrônica, com atenção especial à abertura de espaço para artistas em desenvolvimento.
Uma das características destacadas pelo próprio coletivo foi justamente a criação de oportunidades para novos nomes da música, utilizando eventos gratuitos como uma forma de aproximar esses artistas do público.
Line-up reuniu diferentes nomes da música eletrônica
A programação da festa de aniversário contou com Luwp, Turva, Mari Hermel, Technovinho, Cccccassius, Fritzzo e Barsotti.
A diversidade do line-up refletiu a proposta do Plano de reunir diferentes vertentes e pesquisas dentro da música eletrônica.
Para os artistas participantes, eventos desse tipo também funcionam como espaços de experimentação, permitindo apresentações em ambientes diferentes dos clubes e casas especializadas.
A escolha de uma programação com artistas ligados à cena local reforçou ainda o caráter independente da comemoração.
Música e ocupação urbana marcaram a trajetória
Mais do que uma festa de aniversário, a comemoração representou a trajetória de um movimento que utilizou a música como instrumento de ocupação da cidade.
O Plano construiu sua identidade a partir da combinação entre música eletrônica, arte, diversidade e espaço público.
Essa relação com a cidade se tornou uma das características do coletivo, especialmente pela realização de eventos que aproximaram a cena eletrônica de pessoas que nem sempre frequentavam clubes ou festas tradicionais.
A festa de cinco anos, portanto, funcionou como uma síntese dessa proposta: artistas locais, público diverso e uma programação musical realizada em um espaço urbano de Porto Alegre.
After-party completou a programação
Depois da festa gratuita, a comemoração teve continuidade em uma programação de after na Maluc Eventos.
A atividade começou a partir da meia-noite e teve entrada paga, funcionando como uma extensão da celebração iniciada na rua.
Enquanto a primeira parte do evento tinha como característica principal a ocupação gratuita do espaço público, o after levou a programação para um ambiente fechado.
A combinação dos dois formatos permitiu que o público acompanhasse as apresentações durante a festa de rua e posteriormente continuasse a programação em uma casa de eventos.
Cinco anos de um movimento independente
Ao completar cinco anos, o Coletivo Plano chegou a uma marca importante para um projeto independente ligado à música eletrônica.
Desde 2017, o grupo passou por diferentes momentos da cena cultural de Porto Alegre e manteve como uma de suas principais características a busca por espaços de experimentação.
A proposta de promover eventos gratuitos também contribuiu para ampliar o acesso à música eletrônica e criar oportunidades para artistas que estavam construindo seus primeiros caminhos na cena.
A comemoração no Viaduto da Praça dos Açorianos representou, nesse contexto, não apenas uma festa de aniversário, mas também a ocupação de um espaço público por uma manifestação cultural contemporânea.
A iniciativa mostrou como a música eletrônica poderia dialogar com diferentes regiões e públicos da cidade sem ficar restrita aos espaços tradicionalmente associados à vida noturna.
Porto Alegre como cenário da música independente
A trajetória do Plano também se relacionou diretamente com a produção cultural de Porto Alegre.
A Capital possui uma cena independente formada por DJs, produtores, artistas visuais, coletivos e produtores de eventos que utilizam diferentes espaços para apresentar seus trabalhos.
Nesse ambiente, iniciativas como a do Plano ajudam a criar uma ponte entre artistas e público.
Ao completar cinco anos, o coletivo reafirmou justamente essa característica: utilizar a música como elemento de conexão e transformar a cidade em parte da experiência artística.
A celebração no Viaduto da Praça dos Açorianos, na Borges de Medeiros, sintetizou essa relação entre música, cidade e ocupação urbana.










