A Polícia Federal concluiu a investigação da Operação Contra Barbariem e indiciou dez pessoas por crimes envolvendo tortura contra crianças, tentativas de homicídio qualificadas, maus-tratos contra animais e corrupção de menor em Bagé, na Região da Campanha do Rio Grande do Sul.
O inquérito foi concluído na segunda-feira (24) e encaminhado à Justiça. Os nomes dos investigados não foram divulgados pela Polícia Federal. Cada pessoa foi indiciada conforme a participação atribuída individualmente nos fatos investigados.
Durante a investigação, os agentes analisaram mais de 80 vídeos, além de realizar perícias e outras diligências. A partir desse trabalho, a PF conseguiu identificar vítimas e individualizar 19 episódios criminosos ocorridos entre abril de 2025 e junho de 2026.
A investigação também apontou indícios de que algumas pessoas participavam da produção e circulação dos registros das agressões, inclusive com suspeita de compartilhamento mediante pagamento.

Prisões e medidas cautelares
A Operação Contra Barbariem foi deflagrada em 2 de julho, quando a Polícia Federal cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão temporária. As ações ocorreram em Bagé e também envolveram outros municípios.
Ao longo do processo, a Justiça determinou a conversão da prisão temporária de três investigados em prisão preventiva. Eles permanecem presos.
Outros seis investigados passaram a cumprir medidas cautelares diversas da prisão, entre elas a proibição de contato e aproximação das vítimas e de seus familiares.
As apurações começaram depois que provas obtidas em outro procedimento policial foram compartilhadas com autorização judicial. A partir da análise do material, os investigadores identificaram situações de violência e passaram a aprofundar a apuração sobre os envolvidos.

Investigação segue na Justiça
Ao final do inquérito, os dez investigados foram indiciados, conforme a participação atribuída a cada um, por tortura contra criança, tentativa de homicídio qualificado, maus-tratos qualificados contra cão e corrupção de menor.
Com a conclusão do trabalho policial, o caso passa para a próxima etapa judicial. O indiciamento representa a conclusão da investigação policial e não significa condenação. Caberá à Justiça analisar os elementos reunidos e dar continuidade ao processo.
A Polícia Federal informou que as medidas adotadas durante a investigação também tiveram como objetivo proteger as vítimas e impedir novos contatos entre os investigados e os familiares.










