Grupo esteve em terreno na Rua Egydio Pedro Flach; moradores cobram esclarecimentos e participantes afirmam buscar alternativas de moradia
Uma tentativa de ocupação de um terreno localizado na Rua Egydio Pedro Flach, no bairro Jardim Leopoldina, na Zona Norte de Porto Alegre, mobilizou moradores e agentes da Guarda Civil Metropolitana.
A situação foi averiguada pela Guarda Civil Metropolitana – Eixo Baltazar, após informações sobre uma possível invasão no terreno localizado em frente ao Condomínio Juscelino Kubitschek II.
Segundo relatório da Guarda obtido pelo Jornal MPV, agentes estiveram no local e identificaram um grupo de pessoas no terreno. Conforme o documento, integrantes do grupo afirmaram que buscavam moradia e alegaram descaso do poder público no período posterior às enchentes.
Grupo afirma que objetivo inicial era limpar o terreno
Ainda segundo o relatório da Guarda, uma representante do grupo informou que a intenção inicial não seria construir imediatamente, mas realizar a limpeza gradual do terreno, que possui vegetação e entulhos.
Os agentes relataram que o grupo foi orientado sobre possíveis consequências jurídicas de realizar construções em propriedade de terceiros sem autorização.
O documento também registra que integrantes do grupo afirmaram possuir informações sobre a situação da área e mencionaram ter recebido informações por meio de uma pessoa ligada à política. Essa informação não foi confirmada de forma independente pelo Jornal MPV.
Moradores também se mobilizaram
A movimentação provocou preocupação entre moradores das proximidades, que acionaram os canais públicos em busca de esclarecimentos sobre a situação.
O Jornal MPV também recebeu manifestações de moradores que afirmam estar buscando informações sobre a propriedade do terreno e sobre quem seriam os responsáveis legais pela área.
Até o momento, o Jornal MPV não confirma se o terreno é integralmente particular, público ou se existe divisão de titularidade. Essa informação ainda precisa ser oficialmente esclarecida.
Grupo organiza manifestação
Após a repercussão do caso, pessoas ligadas ao movimento passaram a se organizar para uma manifestação/reunião prevista para este domingo, 20 de setembro, conforme materiais encaminhados ao Jornal MPV.
O grupo também procurou o veículo para questionar informações divulgadas inicialmente e apresentar sua versão sobre o episódio.
O Jornal MPV esclarece que não toma partido de moradores, do grupo envolvido ou de qualquer outro lado. A reportagem inicial foi produzida a partir das informações disponíveis naquele momento, incluindo o relato da Guarda Civil Metropolitana.
O veículo permanece aberto para ouvir os participantes e está à disposição para enviar um repórter ao local durante a manifestação, a fim de registrar os posicionamentos e acompanhar os desdobramentos.
O que ainda precisa ser esclarecido
Entre os principais pontos que permanecem em apuração estão a situação jurídica e a titularidade do terreno, se existe área pública e/ou privada no local, qual é exatamente o objetivo do grupo, quais famílias participam da mobilização e quais medidas serão adotadas pela Prefeitura.
Também deverá ser esclarecido se haverá algum encaminhamento relacionado à questão habitacional das famílias envolvidas.
O Jornal MPV seguirá acompanhando o caso e dará espaço para as manifestações dos moradores, dos participantes do movimento, da Guarda Civil Metropolitana e da Prefeitura.










