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Mais de 199 mil seguem sem luz no RS

Temporal que atingiu o Estado na segunda-feira deixou centenas de milhares de consumidores sem luz; concessionárias trabalham para recompor o fornecimento.

Mais de 199 mil clientes continuam sem energia elétrica no Rio Grande do Sul nesta terça-feira (22), após o forte temporal que atingiu diferentes regiões do Estado na segunda-feira (21). O levantamento considera as áreas de concessão da CEEE Equatorial e da CPFL RGE.

A interrupção do fornecimento ocorre em meio a um cenário de chuvas intensas, rajadas de vento e enchentes que afetam municípios gaúchos. Além dos problemas provocados diretamente pela chuva, a queda de árvores e danos à infraestrutura elétrica contribuíram para os desligamentos.

CEEE Equatorial concentra a maior parte dos desligamentos

De acordo com a atualização mais recente do painel de monitoramento da CEEE Equatorial, 181.975 consumidores permaneciam sem energia na área de concessão da empresa.

Entre os municípios mais afetados estão:

  • Pelotas: 37.395 consumidores
  • Rio Grande: 20.616
  • Capão da Canoa: 5.683
  • Viamão: 5.302
  • Camaquã: 3.993
  • Bagé: 3.785
  • Xangri-lá: 2.384
  • Eldorado do Sul: 1.671
  • Alvorada: 1.409
  • Guaíba: 393

Pelotas apresenta, até o momento, o maior número de consumidores afetados entre os municípios listados, seguida por Rio Grande.

Porto Alegre também tem consumidores sem luz

Na capital, 3.183 clientes permaneciam sem energia elétrica na atualização divulgada nesta terça-feira.

O número representa apenas uma parte dos impactos provocados pelo temporal na Região Metropolitana. Municípios como Viamão e Alvorada também aparecem entre as cidades com maior quantidade de consumidores afetados na área da CEEE Equatorial.

A situação ocorre paralelamente à elevação dos rios e ao monitoramento do Guaíba, aumentando a complexidade das operações de manutenção e atendimento em diferentes regiões do Estado.

RGE ainda tem 17,4 mil clientes sem energia

Na área de concessão da CPFL RGE, aproximadamente 17,4 mil clientes permaneciam sem energia elétrica.

Segundo a empresa, os consumidores afetados estão principalmente no Vale do Sinos, Região Metropolitana de Porto Alegre e Vale do Taquari, justamente algumas das áreas que também enfrentam os efeitos das fortes chuvas e da elevação dos rios.

A RGE informou que já havia conseguido restabelecer o fornecimento para 95% dos mais de 381,4 mil clientes afetados simultaneamente pelo temporal.

O pico de desligamentos na área da concessionária ocorreu por volta das 5h de segunda-feira, quando as tempestades atingiam diferentes pontos do Rio Grande do Sul.

Ventos chegaram a 115 km/h

Entre os principais fatores responsáveis pelos danos à rede elétrica estão as fortes rajadas de vento registradas durante o avanço do sistema meteorológico.

Na área de concessão da RGE, foram registradas rajadas de até 115 km/h durante o temporal. A intensidade dos ventos contribuiu para ocorrências envolvendo a rede de distribuição, além da queda de árvores e outros danos.

A combinação de vento forte, chuva intensa e solo encharcado aumenta o risco de queda de árvores e postes, podendo provocar novos desligamentos mesmo depois do restabelecimento de parte da rede.

Falta de energia ocorre em meio às enchentes

O problema no fornecimento de energia acontece enquanto o Rio Grande do Sul enfrenta uma situação hidrológica delicada.

Os rios Taquari e Caí atingiram o pico da cheia nos Vales, enquanto a água segue avançando em direção ao sistema do Guaíba. Em Porto Alegre, a previsão é de continuidade da elevação do nível do Guaíba nos próximos dias.

O cenário exige atenção redobrada das equipes responsáveis pelo fornecimento de energia, especialmente em áreas sujeitas a alagamentos e enchentes.

Em regiões inundadas, o acesso das equipes técnicas também pode ser dificultado, dependendo das condições das estradas e das áreas onde estão localizados postes, transformadores e demais equipamentos da rede.

Atendimento deve continuar nas próximas horas

As concessionárias seguem realizando trabalhos para localizar os pontos de interrupção e recompor o fornecimento de energia.

A normalização ocorre de forma gradual, conforme as equipes conseguem acessar os locais atingidos e executar os reparos necessários. Em situações de temporal severo, o restabelecimento pode depender também da segurança para atuação dos trabalhadores.

Moradores devem evitar contato com fios elétricos caídos ou estruturas danificadas, mesmo que aparentemente não estejam energizados.

Em caso de queda de cabos ou postes, a recomendação é manter distância e comunicar imediatamente a concessionária ou os serviços de emergência.

Situação permanece sob monitoramento

O número de consumidores sem energia pode sofrer alterações ao longo do dia, tanto pela conclusão dos reparos quanto pela ocorrência de novos desligamentos provocados pelas condições meteorológicas.

Com o Rio Grande do Sul ainda enfrentando chuvas, enchentes e elevação dos níveis dos rios, a situação permanece dinâmica em diversas regiões.

O Jornal MPV acompanha os impactos do temporal e da enchente no Estado, com atenção especial para Porto Alegre, Região Metropolitana, Vale do Sinos, Vale do Taquari e demais municípios afetados.

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