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RS libera R$ 10 milhões para municípios afetados

Recursos serão destinados a ações emergenciais, recuperação de estradas, desobstrução de vias e remoção de vegetação; governo também anunciou envio de telhas e maquinário.

O governo do Rio Grande do Sul anunciou nesta quinta-feira (24) a liberação de R$ 10 milhões do orçamento estadual para auxiliar municípios da Região Sul atingidos pelo forte temporal registrado na madrugada de segunda-feira (21).

O anúncio foi feito pelo governador Eduardo Leite durante uma reunião em Pelotas com prefeitos, representantes das Defesas Civis municipais e da estrutura estadual de resposta aos desastres.

A medida busca atender demandas emergenciais apresentadas pelos municípios após os temporais provocarem danos em residências, vias públicas, estradas, redes de energia elétrica e estruturas urbanas e rurais.

Segundo o governo, os primeiros recursos devem ser liberados na próxima semana, após a elaboração dos decretos necessários pelas secretarias estaduais de Planejamento e da Fazenda.

Como os R$ 10 milhões poderão ser utilizados

A verba será destinada inicialmente a ações emergenciais, e não a grandes obras de reconstrução.

Entre as possibilidades estão a contratação de maquinário, aquisição de equipamentos e materiais, recuperação de estradas, desobstrução de vias e retirada de árvores e vegetação derrubadas pelos temporais.

Os municípios deverão organizar e formalizar suas demandas para que os recursos sejam direcionados conforme as necessidades de cada localidade.

O repasse poderá ocorrer por meio do modelo Fundo a Fundo da Defesa Civil, com transferência direta aos municípios, ou pela disponibilização de máquinas contratadas pelo próprio Estado.

A estratégia permite que as cidades tenham acesso a equipamentos e recursos para executar serviços considerados prioritários na fase de resposta ao desastre.

Prefeitos apresentaram principais dificuldades

Durante a reunião realizada em Pelotas, os prefeitos relataram uma série de problemas provocados pelo temporal.

Entre as principais demandas estão a necessidade de telhas para reconstrução de coberturas danificadas, máquinas para recuperação de estradas e serviços de remoção de árvores e vegetação.

O fornecimento de energia elétrica também foi apontado como um dos principais problemas enfrentados pelas comunidades atingidas.

Em algumas localidades, a destruição de trechos da rede de distribuição dificultou o restabelecimento do serviço.

A situação é ainda mais complexa em áreas rurais, onde estradas danificadas pelas chuvas e quedas de árvores dificultam o acesso das equipes responsáveis pela manutenção da rede elétrica.

Governo promete envio de telhas

Além dos R$ 10 milhões, o governo estadual informou que trabalha para ampliar o envio de telhas aos municípios atingidos.

O estoque estadual vinha sendo formado nos últimos meses como parte da preparação para eventos climáticos associados ao período de maior instabilidade meteorológica.

Entretanto, a reserva foi reduzida após uma sequência de ocorrências envolvendo granizo e temporais registrados em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

O governo informou que está negociando com fornecedores para acelerar a disponibilização de novas unidades e atender as famílias que tiveram suas casas danificadas.

As telhas são consideradas uma das necessidades mais urgentes porque permitem realizar reparos emergenciais em imóveis que tiveram os telhados destruídos ou parcialmente danificados.

Energia elétrica ainda é um dos principais problemas

O restabelecimento do fornecimento de energia elétrica também foi tratado durante a reunião.

O governo estadual informou que acompanha o trabalho da CEEE Equatorial nas áreas atingidas.

A situação varia de acordo com cada município. Em alguns pontos, os danos atingiram bairros inteiros, enquanto em áreas rurais o principal problema está relacionado à dificuldade de acesso das equipes às localidades.

A existência de estradas danificadas, árvores sobre as vias e outros obstáculos pode aumentar o tempo necessário para que os técnicos consigam chegar até os pontos onde a rede precisa ser reparada.

Segundo o governo estadual, unidades consideradas prioritárias, como hospitais, estações de tratamento e sistemas de abastecimento de água, estão entre os locais que recebem atenção no processo de restabelecimento.

Terceiro evento climático em cerca de 45 dias

Durante a agenda em Pelotas, Eduardo Leite destacou que os municípios da região enfrentam uma sequência de eventos meteorológicos adversos.

Segundo o governador, o episódio de segunda-feira representa o terceiro evento climático de grande impacto registrado na região em aproximadamente 45 dias.

A repetição das ocorrências aumenta a pressão financeira e operacional sobre as prefeituras.

Em muitos municípios, equipes e recursos que haviam sido utilizados para atender danos anteriores ainda estavam mobilizados quando o novo temporal provocou outros prejuízos.

Esse cenário dificulta a recuperação das cidades e aumenta a necessidade de apoio estadual.

Temporal provocou danos em diferentes municípios

O temporal de segunda-feira atingiu diversas áreas do Rio Grande do Sul.

Na Região Sul, Pelotas esteve entre os municípios mais afetados. A cidade registrou quedas de árvores, danos em imóveis e estruturas públicas, problemas no fornecimento de energia e outras ocorrências provocadas pela combinação de chuva e ventos fortes.

Outros municípios da região também registraram danos em estradas, residências e redes de infraestrutura.

Os impactos não ficaram restritos à Zona Sul. A Defesa Civil estadual contabilizou centenas de ocorrências relacionadas aos eventos climáticos registrados desde 18 de setembro.

No boletim divulgado nesta quinta-feira, 168 municípios já haviam registrado impactos, com 174 ocorrências oficialmente contabilizadas.

Mais de 600 mil pessoas afetadas no Estado

O levantamento da Defesa Civil mostra a dimensão dos eventos climáticos registrados nos últimos dias.

Até a atualização divulgada nesta quinta-feira, 607.079 pessoas haviam sido afetadas pelos eventos.

O balanço contabilizava ainda 790 pessoas desabrigadas e 4.559 desalojadas.

Também foram registrados quatro óbitos, seis pessoas feridas e uma pessoa desaparecida naquele momento do levantamento.

Entre os danos materiais estavam 30 casas destruídas, 871 danificadas, 3.186 destelhadas e 933 alagadas.

O levantamento também apontava danos em 58 estabelecimentos de ensino, 30 estabelecimentos de saúde, 33 prédios públicos e 110 outros estabelecimentos.

Os números são preliminares e podem ser atualizados pela Defesa Civil conforme os municípios encaminham novas informações.

Pelotas concentra grande número de pessoas afetadas

Pelotas aparece entre os municípios mais atingidos pelo evento climático.

De acordo com o boletim estadual, o município concentrava 336.151 pessoas afetadas, o maior número entre as cidades atingidas naquele levantamento.

Capão do Leão aparecia na sequência, com 27.049 pessoas afetadas, enquanto outros municípios da Zona Sul também registraram impactos significativos.

A quantidade de pessoas afetadas não representa necessariamente o número de moradores que tiveram suas casas destruídas ou que precisaram deixar suas residências. O conceito inclui pessoas atingidas de diferentes formas pelos efeitos do desastre.

Leite visitou áreas atingidas em Pelotas

Além da reunião com prefeitos, o governador percorreu áreas afetadas pelo temporal em Pelotas.

A agenda incluiu visitas a locais atingidos e estruturas públicas, entre elas escolas estaduais que passaram por reformas.

O governador também esteve no bairro Simões Lopes, uma das regiões afetadas pelo temporal, e tinha previsão de visita ao Hospital Regional de Pronto Socorro.

Durante a passagem pelo município, Leite afirmou que o Estado pretende atuar junto às prefeituras para acelerar o retorno das cidades à normalidade.

A visita ocorreu três dias após o temporal que provocou uma série de danos na cidade e em municípios próximos.

Recursos não substituem futuras obras de reconstrução

Um ponto destacado pelo governo é que os R$ 10 milhões anunciados neste momento têm caráter emergencial.

O dinheiro deverá ser usado principalmente para responder aos problemas imediatos, como limpeza, desobstrução, recuperação de estradas e aquisição de materiais.

Obras estruturais de reconstrução poderão exigir recursos adicionais e processos específicos, dependendo da extensão dos danos identificados em cada município.

Dessa forma, o anúncio desta quinta-feira representa uma primeira etapa de apoio às cidades atingidas, enquanto os municípios ainda levantam os prejuízos provocados pelos temporais.

Municípios precisam formalizar demandas

Para acessar os recursos, as prefeituras deverão organizar as necessidades e formalizar os procedimentos exigidos pelo Estado.

O levantamento deverá indicar quais serviços precisam ser executados, quais equipamentos são necessários e quais áreas apresentam maior urgência.

A organização dessas informações será utilizada para definir a forma de atendimento de cada município.

A liberação dos recursos depende da conclusão dos atos administrativos necessários pelas secretarias estaduais responsáveis.

A expectativa do governo é que parte do apoio comece a chegar às cidades já na próxima semana.

Cenário continua sendo monitorado

Mesmo após a passagem do temporal, as autoridades continuam monitorando os municípios afetados.

A preocupação está relacionada não apenas aos danos já registrados, mas também à possibilidade de novas chuvas dificultarem os trabalhos de recuperação.

Estradas danificadas, redes elétricas comprometidas e áreas com risco de deslizamento exigem acompanhamento antes da execução dos serviços.

Com o anúncio dos recursos, o Estado busca apoiar as prefeituras durante a fase inicial de recuperação e atendimento à população.

A efetividade das medidas dependerá da velocidade dos repasses, da chegada dos materiais e equipamentos e da capacidade de cada município de executar os serviços prioritários.

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