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Feminicídio choca moradores da Restinga

Uma mulher de 24 anos foi morta a facadas dentro de uma residência no bairro Restinga, na Zona Sul de Porto Alegre, na manhã desta segunda-feira (5). O companheiro da vítima, de 29 anos, foi preso em flagrante pela Brigada Militar e é investigado por feminicídio.

A vítima foi identificada pela Polícia Civil como Thamires de Araújo Rodrigues. O crime aconteceu em um imóvel localizado na Rua Coronel Dastro Dutra, no condomínio Winter Park. O local foi isolado para o trabalho da perícia.

Vítima foi encontrada morta dentro de casa

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, Thamires foi encontrada já sem vida dentro da residência, apresentando ferimentos provocados por golpes de faca.

A Brigada Militar foi acionada e encontrou a mulher morta no imóvel. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) também compareceu ao endereço para realizar os levantamentos necessários e recolher elementos que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.

Informações divulgadas pela imprensa apontam que a própria mãe da vítima teria chegado à residência e encontrado a filha morta. A Polícia Civil passou a investigar o caso e deverá analisar depoimentos, perícias e demais elementos encontrados no local.

Companheiro foi preso em flagrante

O homem de 29 anos, companheiro de Thamires, foi preso em flagrante pela Brigada Militar.

Ele foi conduzido para os procedimentos policiais e permanece à disposição da Justiça. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o suspeito teria permanecido em silêncio durante o depoimento.

O nome do suspeito foi divulgado por algumas fontes como Douglas Vinícius dos Santos Bernardo, de 29 anos. A investigação ainda deverá esclarecer formalmente sua participação e todas as circunstâncias que antecederam o assassinato.

Polícia investiga possível discussão entre o casal

Relatos de moradores indicam que houve uma discussão entre o casal durante a madrugada.

Segundo uma testemunha ouvida após o crime, os vizinhos teriam escutado uma briga e pedido que o homem parasse. Depois de algum tempo, os barulhos teriam cessado.

A Polícia Civil ainda investiga exatamente em que momento ocorreu o assassinato e o que teria provocado a discussão.

Também está sendo apurado se uma discussão iniciada durante uma festa na noite anterior teve relação com o crime. Segundo informações repassadas pela investigação, o casal teria participado de uma festa antes de retornar para casa.

A dinâmica ainda não foi completamente esclarecida e novas informações poderão surgir a partir dos depoimentos de familiares, vizinhos e outras testemunhas.

Casal estava junto havia cerca de cinco anos

Thamires e o suspeito mantinham um relacionamento havia aproximadamente cinco anos e tinham dois filhos pequenos.

As crianças não estavam no imóvel no momento do crime e, segundo as informações divulgadas pela investigação, não presenciaram o assassinato. Fontes apontam que os filhos têm três e cinco anos.

Um dos pontos que chama atenção na investigação é que, até o momento, não havia registro conhecido de violência doméstica entre o casal. Conforme a Brigada Militar e a Polícia Civil, não foram identificados antecedentes de ocorrências desse tipo envolvendo os dois.

A ausência de registros anteriores, no entanto, não descarta a possibilidade de conflitos que não tenham sido comunicados às autoridades. Essa questão também deverá ser analisada pelos investigadores.

Thamires era empreendedora

Além da vida familiar, Thamires trabalhava como designer de sobrancelhas e extensionista de cílios.

Segundo informações divulgadas após o crime, ela havia realizado recentemente o projeto de abrir o próprio estúdio, iniciando uma nova etapa profissional.

A morte interrompeu a trajetória da jovem, que deixa dois filhos pequenos.

Investigação está em andamento

A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. A classificação considera a possibilidade de o assassinato estar relacionado à condição de mulher da vítima e ao contexto de violência doméstica e familiar.

A investigação deverá buscar respostas para uma série de questões: o que provocou a discussão, quando ocorreram os golpes, qual foi a sequência dos acontecimentos e se houve algum episódio anterior de violência que ainda não havia chegado ao conhecimento das autoridades.

A perícia realizada no imóvel será fundamental para a reconstrução da cena.

O celular dos envolvidos, mensagens, depoimentos de familiares e vizinhos e outros elementos também podem contribuir para esclarecer o que aconteceu antes da morte.

O suspeito permanece à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil reúne provas para concluir o inquérito.

Caso eleva número de feminicídios no Rio Grande do Sul

O assassinato de Thamires ocorre poucos dias depois de outros dois feminicídios registrados no Estado e eleva para 59 o número de feminicídios registrados no Rio Grande do Sul em 2026, conforme os dados citados pelas autoridades e pela imprensa.

Os casos recentes reforçam a preocupação com a violência contra as mulheres e mostram a importância da identificação de situações de risco antes que elas evoluam para agressões graves ou crimes contra a vida.

Denúncias podem ser feitas pelo 180

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados por meio do Ligue 180, canal nacional de atendimento à mulher.

O serviço recebe denúncias e oferece orientação sobre a rede de atendimento e proteção. Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a polícia pelo 190.

A existência de canais de denúncia é importante, principalmente quando familiares, vizinhos ou pessoas próximas percebem sinais de ameaça, agressão, perseguição ou violência dentro de uma relação.

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