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Denúncia aponta suspeita de filmagem em banheiro de academia em Porto Alegre

Segundo relato encaminhado ao Jornal MPV, uma frequentadora percebeu um celular sobre uma divisória durante o banho. Caso teria sido registrado em boletim de ocorrência e imagens de segurança foram mencionadas na denúncia.

Uma denúncia encaminhada ao Jornal MPV aponta uma suspeita de filmagem não autorizada de frequentadoras durante o banho em uma academia localizada no bairro Glória, em Porto Alegre.

Segundo o relato recebido pela reportagem, o episódio teria ocorrido na quarta-feira (12), quando uma mulher estava no vestiário feminino acompanhada de duas amigas.

Conforme a denúncia, a frequentadora teria percebido um celular posicionado sobre uma abertura existente na estrutura que separa os espaços dos banheiros masculino e feminino. A suspeita é de que o aparelho pudesse estar sendo utilizado para registrar imagens do interior do local.

Ainda segundo o relato, a mulher teria percebido o aparelho enquanto se secava após o banho e notado um clarão semelhante ao de um flash. Ela teria interrompido a situação, se vestido e procurado funcionários do estabelecimento.

A família da frequentadora afirma que um Boletim de Ocorrência foi registrado após o episódio.

Imagens de segurança são mencionadas na denúncia

Segundo o relato encaminhado ao MPV, imagens do sistema de monitoramento do estabelecimento teriam sido verificadas após a comunicação do caso.

A denúncia afirma que as câmeras registraram a entrada e a saída de um homem do banheiro masculino durante o período em que o episódio teria ocorrido.

O material, segundo o denunciante, estaria disponível para apresentação às autoridades responsáveis pela apuração.

O Jornal MPV não identifica o homem mencionado no relato e não afirma que ele tenha realizado qualquer gravação. A eventual responsabilidade deverá ser apurada pelas autoridades competentes, a partir das imagens, depoimentos e demais elementos disponíveis.

Estrutura entre os banheiros também é questionada

Além da suspeita de filmagem, a denúncia questiona a existência de uma abertura na estrutura que separa os espaços destinados aos banheiros masculino e feminino.

Segundo o denunciante, essa abertura permitiria o posicionamento de um aparelho celular de forma que pudesse haver visão para a área utilizada pelas frequentadoras.

O familiar afirma ter questionado a administração sobre a estrutura e recebido a informação de que ela faria parte das características originais do imóvel.

O MPV não afirma que a existência da abertura seja, por si só, irregular. A avaliação depende das características do estabelecimento, das normas aplicáveis e de eventual análise técnica.

A questão levantada pela denúncia é se a estrutura poderia facilitar uma situação de exposição da intimidade e quais medidas podem ser adotadas para impedir que episódios semelhantes ocorram.

Denúncia também menciona outras unidades

O relato encaminhado ao Jornal MPV afirma ainda que familiares da frequentadora teriam procurado outra unidade da mesma rede para comunicar o ocorrido.

Segundo o denunciante, também teria sido relatada a presença do homem mencionado nas imagens em outro estabelecimento, após a denúncia ele foi bloqueado ao acesso da acadêmia informou o denunciante ao MPV.

Essa informação, entretanto, não foi confirmada de forma independente pelo MPV e não será apresentada como fato comprovado.

Da mesma forma, eventuais medidas administrativas adotadas pela empresa, incluindo restrições de acesso ou alterações na estrutura dos vestiários, precisam ser confirmadas oficialmente.

O que diz a legislação

O artigo 216-B do Código Penal estabelece como crime produzir, fotografar, filmar ou registrar, sem autorização dos participantes, conteúdo envolvendo cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado. A pena prevista é de seis meses a um ano de detenção e multa.

No caso relatado ao MPV, não cabe à reportagem determinar se houve crime ou definir eventual responsabilidade criminal. Essas questões dependem da apuração das autoridades competentes.

A Constituição Federal também protege a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando direito à indenização em caso de violação.

Vítima não será identificada

O Jornal MPV opta por não divulgar o nome da mulher envolvida e não publicará imagens que possam permitir sua identificação.

O denunciante informou possuir material relacionado ao episódio, mas declarou não ter autorização da mulher para sua divulgação.

Por esse motivo, o MPV não publicará o conteúdo.

A decisão também considera que imagens relacionadas a uma pessoa durante o banho poderiam ampliar a exposição da intimidade que justamente está sendo objeto da denúncia.

Empresa ainda não se manifestou

Até o fechamento desta reportagem, o Jornal MPV não havia recebido posicionamento oficial da empresa responsável pelo estabelecimento sobre os fatos relatados.

A reportagem encaminha à empresa a oportunidade de esclarecer a ocorrência, informar se as imagens de segurança foram preservadas e explicar quais medidas foram adotadas após a denúncia.

O espaço permanece aberto para manifestação.

Importante: esta reportagem trata os fatos como denúncia e suspeita, não como crime comprovado ou autoria definida.

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