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Suspeito de incendiar homem é preso em Alvorada

Investigado teria comprado gasolina pouco antes do ataque e, segundo a Polícia Civil, admitiu ter desavenças com a vítima.

Um homem de 39 anos, identificado como David William Souza da Cunha, morreu após ser atacado e incendiado enquanto dormia próximo a uma parada de ônibus em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O crime aconteceu no dia 11 de agosto, na Avenida Presidente Getúlio Vargas. O suspeito foi preso preventivamente após investigação da Polícia Civil.

Segundo a investigação, o suspeito, de 40 anos, teria jogado gasolina sobre a vítima e ateado fogo. David foi socorrido e encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios de Alvorada como homicídio qualificado. As circunstâncias e as qualificadoras que poderão ser atribuídas ao crime ainda estão sendo apuradas.

Ataque ocorreu em parada de ônibus

David estava junto a uma parada de ônibus localizada na Avenida Presidente Getúlio Vargas, em frente a uma garagem de coletivos utilizada para o transporte municipal, quando foi atacado.

De acordo com a investigação, antes de incendiar a vítima, o suspeito teria utilizado pedras para agredi-la. A perícia deverá avaliar se os ferimentos provocados pelas agressões também contribuíram para a morte.

O crime provocou repercussão na cidade e mobilizou a Polícia Civil para identificar o responsável.

Suspeito teria comprado gasolina antes do crime

Um dos elementos reunidos pela investigação foi a informação de que o suspeito teria ido a um posto de combustíveis e comprado gasolina pouco antes do ataque.

Em depoimento, segundo o delegado Edimar Machado, da Delegacia de Homicídios de Alvorada, o homem afirmou não se lembrar da madrugada do crime porque estaria sob efeito de drogas.

Apesar disso, a investigação reuniu informações que levaram à identificação do suspeito e à representação pela prisão preventiva.

Desavença entre suspeito e vítima

A Polícia Civil aponta que havia uma desavença anterior entre os dois.

Segundo o delegado, o suspeito afirmou que um primo havia sido morto em 2018 e alegou que David estava com ele na ocasião e teria alguma responsabilidade pelo crime. Entretanto, conforme a investigação citada pela Polícia Civil, não houve comprovação dessa acusação na época.

O suspeito também teria relatado uma briga recente com a vítima.

A motivação apontada pelo investigado, portanto, ainda precisa ser analisada dentro do conjunto da investigação e não deve ser tratada como fato comprovado.

Suspeito possui antecedentes e estava monitorado

Segundo a Polícia Civil, o homem preso possui diversos antecedentes policiais, incluindo registros relacionados a roubo a pedestre, roubo de veículos e tráfico de drogas.

Ele também estaria sendo monitorado por meio de tornozeleira eletrônica, mas teria rompido o equipamento pouco antes do crime.

Após a polícia obter informações sobre o apelido utilizado pelo investigado, os agentes conseguiram identificá-lo. O mandado de prisão preventiva foi cumprido na segunda-feira (17), na residência de uma familiar do suspeito, em Alvorada.

Investigação continua

A Polícia Civil ainda deve aprofundar a apuração sobre a dinâmica do ataque, a motivação e a participação de eventuais outras pessoas.

A perícia também terá papel importante para determinar exatamente quais lesões contribuíram para a morte de David e para esclarecer a dinâmica da agressão.

Até o momento, o homem preso é tratado como investigado, e não como condenado. A prisão preventiva ocorre durante a investigação e não representa, por si só, uma condenação judicial.

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