Home / Últimas Notícias / Porto Alegre e regiao / Menina de 4 anos é sepultada em Porto Alegre

Menina de 4 anos é sepultada em Porto Alegre

Criança chegou sem vida à UPA Bom Jesus durante a madrugada de segunda-feira. Polícia Civil realiza diligências para esclarecer as circunstâncias da morte e identificar eventual responsável

A menina de 4 anos que morreu com sinais de violência em Porto Alegre foi sepultada na manhã desta terça-feira (18). A despedida ocorreu após um velório realizado durante a madrugada no Cemitério São Miguel e Almas, na Capital.

A criança havia sido levada por familiares à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Bom Jesus, na Zona Norte de Porto Alegre, por volta da meia-noite de segunda-feira (17), já sem sinais vitais. Conforme informações da equipe médica, foram identificadas diversas lesões pelo corpo e na cabeça, algumas delas que levantaram a suspeita de violência sexual.

A hipótese, porém, ainda não está confirmada. A causa da morte e a natureza das lesões dependem dos exames periciais que integram a investigação da Polícia Civil.

O caso está sendo investigado pela 3ª Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente (3ª DPCA), vinculada ao Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca). Até o momento, segundo as informações divulgadas nesta terça-feira, não há suspeitos oficialmente identificados nem pessoas consideradas foragidas.

Velório foi marcado por comoção

O velório começou por volta da meia-noite e se estendeu até aproximadamente as 9h desta terça-feira, no Cemitério São Miguel e Almas, em Porto Alegre.

Familiares e amigos estiveram no local para prestar as últimas homenagens. Segundo o Correio do Povo, cerca de 30 pessoas passaram pelo velório ao longo da despedida.

A morte da criança provocou comoção entre os familiares, principalmente diante das circunstâncias ainda não esclarecidas e dos sinais de violência identificados no corpo.

O sepultamento ocorreu ainda pela manhã, encerrando a cerimônia de despedida enquanto a investigação policial continua.

O Jornal MPV preserva a identidade da criança por se tratar de uma vítima menor de idade.

Como a criança chegou à UPA

A menina foi levada à UPA Bom Jesus durante a madrugada de segunda-feira. Segundo as informações divulgadas pelas autoridades e pela imprensa, ela chegou já sem vida.

A ocorrência chamou a atenção da equipe médica devido às lesões apresentadas no corpo da criança.

Foram observados sinais de violência em diferentes partes do corpo e na cabeça. Entre os ferimentos havia marcas que levantaram a possibilidade de violência sexual.

Esse ponto é tratado pela Polícia Civil como uma linha de investigação, e não como uma conclusão. Os exames médico-legais deverão indicar a causa da morte e esclarecer a natureza das lesões.

A investigação também precisa reconstruir os momentos anteriores à chegada da criança à unidade de saúde para determinar onde, quando e em quais circunstâncias os ferimentos foram provocados.

Tia levou a menina ao atendimento

Segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência, a criança foi levada à UPA por uma tia materna, acompanhada do companheiro dela.

A Brigada Militar foi acionada durante o atendimento. Conforme o relato inicial divulgado, o homem deixou a unidade ao perceber a aproximação de uma viatura.

A tia permaneceu no local e foi encaminhada para prestar depoimento.

A fuga do homem chamou atenção no primeiro momento, mas isso, isoladamente, não permite afirmar que ele seja autor ou suspeito formal do crime. A Polícia Civil ainda trabalha para esclarecer a participação de cada pessoa que teve contato com a criança antes da morte.

Informações divulgadas pelo UOL apontam que a tia foi ouvida e liberada, enquanto o companheiro dela ainda não havia sido localizado naquele momento. A investigação, contudo, não havia confirmado oficialmente a autoria das agressões.

Família já estava no radar da rede de proteção

Um dos pontos que ampliou a complexidade do caso é o histórico de acompanhamento da família por órgãos de proteção à infância.

Segundo informações divulgadas pelo Correio do Povo, o Conselho Tutelar já havia realizado intervenções na família após registros de suposta negligência atribuída à mãe da criança.

Em 2025, um acordo realizado no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) estabeleceu a guarda compartilhada da menina entre a mãe e uma tia materna.

A tia apontada nas reportagens como responsável por parte da guarda seria a mesma pessoa que levou a criança à UPA durante a madrugada em que ela morreu.

Esse histórico agora passa a integrar a apuração policial.

A Polícia Civil precisa estabelecer como estava organizada a guarda da criança, com quem ela vivia nos últimos meses, quais pessoas tinham contato frequente com ela e se havia registros anteriores que pudessem indicar situações de violência, negligência ou risco.

A existência de acompanhamento pelo Conselho Tutelar, por si só, não significa que qualquer pessoa da família tenha responsabilidade pela morte. O dado é relevante porque pode ajudar os investigadores a reconstruir a situação vivida pela criança antes do óbito.

O que a Polícia Civil investiga

A investigação está concentrada em diferentes pontos.

Entre eles estão:

  • a causa exata da morte;
  • a origem das lesões encontradas no corpo;
  • a possibilidade ou não de violência sexual;
  • a existência de agressões anteriores;
  • os últimos locais onde a criança esteve;
  • as pessoas que tiveram contato com ela antes da morte;
  • a situação da guarda;
  • eventual histórico de maus-tratos;
  • e a identificação de quem possa ter provocado as lesões.

A 3ª DPCA realiza diligências e ouve testemunhas para reconstruir a sequência dos acontecimentos.

A Polícia Civil não divulgou detalhes de determinadas medidas adotadas justamente para evitar prejuízo à investigação.

Perícia será fundamental para esclarecer a morte

Um dos principais elementos que devem orientar o inquérito é a perícia.

A equipe médica identificou sinais de violência, mas a constatação de lesões não é suficiente, sozinha, para determinar toda a dinâmica da morte.

Os exames médico-legais poderão ajudar a estabelecer quais ferimentos foram provocados antes da morte, quais lesões podem ter contribuído para o óbito e se existem elementos compatíveis com violência sexual.

Também será necessário confrontar os resultados da perícia com depoimentos, informações sobre a rotina da criança e demais elementos eventualmente obtidos durante as diligências.

É essa combinação de provas que deverá permitir à Polícia Civil determinar o que ocorreu antes da chegada da menina à UPA.

Por isso, neste momento, qualquer afirmação definitiva sobre autoria, motivação ou violência sexual seria precipitada.

Suspeita de violência sexual ainda depende de confirmação

A suspeita de violência sexual ganhou destaque desde o primeiro atendimento médico porque algumas lesões apresentadas pela criança foram consideradas compatíveis com essa possibilidade.

Entretanto, a investigação ainda precisa confirmar essa hipótese.

O procedimento adequado é aguardar os exames periciais e a análise dos investigadores. A suspeita registrada inicialmente pelos profissionais de saúde não equivale a um diagnóstico definitivo sobre a ocorrência de abuso.

Essa distinção é importante principalmente porque o caso envolve uma criança e existe forte repercussão nas redes sociais.

A divulgação de informações não confirmadas pode atingir familiares, testemunhas e pessoas que não tenham qualquer relação com o crime.

Família alerta para golpes envolvendo doações

Durante o velório, familiares também fizeram um alerta relacionado à circulação de pedidos de dinheiro feitos por desconhecidos em nome da família.

Segundo o relato publicado pelo Correio do Povo, os parentes haviam organizado uma vaquinha para custear as despesas do velório.

A família informou que o valor necessário para a cerimônia já havia sido arrecadado e pediu que novos depósitos não fossem realizados.

O alerta ganhou importância diante da repercussão do caso e da circulação de informações nas redes sociais.

Familiares também demonstraram preocupação com a publicação de informações falsas ou equivocadas sobre a investigação.

Desinformação pode atrapalhar investigação

Casos envolvendo morte de crianças costumam gerar forte reação pública. Neste episódio, familiares manifestaram temor de que pessoas sejam apontadas ou acusadas nas redes sociais sem que exista confirmação oficial.

Essa preocupação é relevante porque a investigação ainda está em andamento.

Até a manhã desta terça-feira, a Polícia Civil não havia divulgado oficialmente um autor ou suspeito formalmente identificado. Também não havia confirmação de pessoa foragida relacionada ao crime.

Acusações feitas exclusivamente em redes sociais não substituem investigação policial, perícia ou decisão judicial.

Além do risco de atingir pessoas inocentes, a divulgação de versões não verificadas pode dificultar a coleta de depoimentos e a preservação de informações importantes para os investigadores.

O que aconteceu antes da morte ainda precisa ser reconstruído

A principal pergunta da investigação é o que aconteceu com a criança antes de ela chegar à UPA.

A polícia precisa estabelecer uma linha do tempo dos acontecimentos.

Isso envolve identificar onde a menina estava, quem estava com ela, em que condições ela foi encontrada, quando os ferimentos teriam ocorrido e por que foi levada à unidade de saúde.

A informação de que a criança chegou sem vida à UPA estabelece apenas o ponto final dessa sequência.

O restante precisa ser reconstruído por meio de depoimentos, documentos, exames médicos, perícias e outras evidências que possam ser obtidas.

A situação anterior da guarda também pode ajudar a esclarecer quais adultos tinham responsabilidade direta ou contato frequente com a criança.

Histórico de guarda entra na apuração

A informação de que a família já havia sido acompanhada pelo Conselho Tutelar acrescenta uma camada importante ao caso.

Conforme publicado pelo Correio do Povo, registros de suposta negligência levaram a intervenções anteriores e, em 2025, houve um acordo judicial relacionado à guarda da menina.

A investigação deverá verificar se esse histórico possui relação com os acontecimentos que antecederam a morte ou se são situações independentes.

Também será necessário entender como a guarda estava sendo exercida na prática e onde a criança residia nos períodos anteriores ao óbito.

Essas respostas podem ajudar a Polícia Civil a definir quais pessoas precisam ser ouvidas e quais documentos devem ser analisados.

Nenhum responsável foi oficialmente apontado

Até a atualização divulgada nesta terça-feira (18), a Polícia Civil não havia anunciado um responsável pela morte.

Isso significa que, apesar da existência de elementos que levantaram suspeitas e da presença de pessoas no atendimento da UPA, a autoria ainda não foi estabelecida oficialmente.

O homem que acompanhou a tia e deixou a unidade de saúde após a chegada da Brigada Militar não deve ser apresentado como autor ou culpado sem confirmação das autoridades.

O mesmo princípio vale para qualquer outro familiar ou pessoa mencionada durante a investigação.

A responsabilidade criminal depende da produção de provas e do devido processo legal.

Investigação continua em Porto Alegre

Com o sepultamento realizado nesta terça-feira, a investigação entra em uma etapa ainda mais importante para a definição da causa e das circunstâncias da morte.

A Polícia Civil deve continuar ouvindo pessoas próximas à criança e analisando os elementos disponíveis.

Os exames periciais terão papel central para esclarecer as lesões identificadas pelos profissionais da UPA.

A partir da reunião dessas informações, os investigadores poderão estabelecer uma linha mais precisa sobre o que aconteceu e, eventualmente, identificar um ou mais responsáveis.

Até lá, o caso permanece oficialmente como uma investigação em andamento.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *