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TSE define horário eleitoral de 2026

Propaganda gratuita no rádio e na televisão começa em 28 de agosto; divisão do tempo considera a representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados.

A campanha eleitoral de 2026 entra em uma nova etapa a partir da próxima semana, quando começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Nesta quinta-feira (20), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou a distribuição do tempo destinado às candidaturas à Presidência da República e realizou o sorteio da ordem de veiculação no primeiro dia.

A propaganda eleitoral gratuita do primeiro turno será exibida entre 28 de agosto e 1º de outubro, de segunda-feira a sábado. O período antecede o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.

A definição do tempo não ocorre de maneira igual entre todas as candidaturas. A legislação estabelece critérios relacionados à representação dos partidos e federações na Câmara dos Deputados, o que faz com que algumas candidaturas tenham mais espaço no rádio e na televisão do que outras.

Como ficou a distribuição

Para a propaganda em bloco na rede nacional, a divisão divulgada pelo TSE estabeleceu os seguintes tempos diários no primeiro turno:

  • Coligação Brasil Pronto para Mais: 5 minutos e 31 segundos;
  • PL: 4 minutos e 20 segundos;
  • PSD: 2 minutos e 2 segundos;
  • Avante: 35 segundos.

As demais candidaturas citadas na distribuição não terão tempo destinado à propaganda em bloco na televisão e no rádio. Entre elas estão Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), conforme os dados divulgados na audiência.

A diferença de tempo é consequência da regra eleitoral que leva em consideração a representação partidária na Câmara dos Deputados. Não se trata, portanto, de uma definição baseada em pesquisas eleitorais ou desempenho de campanha.

O critério busca distribuir o espaço disponível de acordo com a representação política estabelecida nas regras eleitorais.

Inserções também foram distribuídas

Além dos programas exibidos em bloco, os partidos e coligações terão direito a inserções de 30 e 60 segundos ao longo da programação das emissoras.

Para o primeiro turno, a distribuição divulgada pelo TSE ficou assim:

Coligação Brasil Pronto para Mais: 433 inserções.

PL: 339 inserções.

PSD: 159 inserções.

Avante: 47 inserções.

Também houve sorteio para definir duas agremiações que ficarão com as sobras de inserções de 30 segundos. Foram contemplados o PSD e a Coligação Brasil Pronto para Mais.

As inserções têm uma característica diferente dos programas em bloco. Em vez de aparecerem concentradas em um determinado horário, elas são distribuídas ao longo da programação das emissoras, ampliando os momentos em que o eleitor poderá ter contato com as mensagens das candidaturas.

Primeiro dia terá ordem definida por sorteio

O TSE também realizou o sorteio da ordem de apresentação para o primeiro dia do horário eleitoral gratuito.

A sequência ficou definida da seguinte maneira:

1º — Avante

2º — PSD

3º — PL

4º — Coligação Brasil Pronto para Mais

A ordem não permanecerá igual durante toda a campanha. Nos dias seguintes, haverá alteração da sequência conforme as regras estabelecidas para a propaganda eleitoral.

O sistema de alternância impede que uma mesma candidatura fique permanentemente na primeira ou na última posição da propaganda em bloco.

Horário eleitoral começa em 28 de agosto

O início da propaganda gratuita ocorre 28 de agosto, quando rádio e televisão passam a transmitir oficialmente os programas eleitorais do primeiro turno.

De acordo com o TSE, a propaganda em rede nacional será exibida durante 35 dias, até 1º de outubro. Além dos programas em bloco, haverá inserções distribuídas ao longo da programação das emissoras.

A televisão e o rádio continuam sendo ferramentas relevantes durante uma campanha presidencial porque permitem que candidaturas apresentem propostas diretamente ao eleitor sem depender exclusivamente da audiência obtida nas redes sociais.

Ao mesmo tempo, as regras eleitorais estabelecem limites para o conteúdo divulgado durante a campanha e determinam como a propaganda deve ser identificada e veiculada.

Eleições também mudaram a forma de fazer campanha

O horário eleitoral de 2026 acontece em um cenário diferente das campanhas de décadas anteriores.

As redes sociais, plataformas de vídeo e transmissões ao vivo passaram a ocupar uma parcela importante da comunicação política. O TSE estabeleceu regras específicas para propaganda eleitoral na internet, inclusive para utilização de inteligência artificial e conteúdos manipulados.

Isso significa que rádio e televisão deixaram de ser os únicos espaços relevantes para uma campanha, mas continuam submetidos a regras próprias de distribuição de tempo e de conteúdo.

A disputa pela atenção do eleitor ocorre, portanto, em diferentes ambientes: televisão, rádio, redes sociais, sites, plataformas de vídeo e eventos presenciais.

Emissoras terão estrutura compartilhada

Outra mudança operacional envolve a distribuição dos materiais às emissoras.

Para as Eleições 2026, as emissoras optaram pela formação de um pool de geração do horário eleitoral gratuito, em colaboração com o TSE.

A estrutura foi criada para centralizar o recebimento dos materiais das campanhas e facilitar a geração do sinal que será distribuído às emissoras de rádio e televisão.

Segundo informações apresentadas durante a audiência pública, o sistema busca evitar que partidos e coligações tenham de encaminhar individualmente os materiais para milhares de emissoras espalhadas pelo país.

A estrutura administrativa do pool começa a funcionar em 24 de agosto.

O que o eleitor deve observar

Com o início do horário eleitoral, o eleitor passa a ter acesso mais frequente às propostas apresentadas pelas candidaturas.

O tempo de televisão, porém, não determina sozinho o conteúdo ou a qualidade das propostas apresentadas. A distribuição é resultado das regras eleitorais e da representação partidária prevista em lei.

O período também exige atenção do eleitor para diferenciar propaganda eleitoral, informação jornalística, pesquisa eleitoral e conteúdo produzido para redes sociais.

A propaganda é produzida pelas próprias candidaturas e tem objetivo eleitoral. Já a cobertura jornalística deve seguir critérios próprios de apuração e tratamento das informações.

Para o Jornal MPV, essa distinção é especialmente importante durante a cobertura das eleições: informar sobre candidatos, propostas, decisões da Justiça Eleitoral e acontecimentos de campanha sem transformar a cobertura jornalística em propaganda.

O que muda a partir de 28 de agosto

Com o início do horário eleitoral gratuito, os eleitores terão acesso aos programas das candidaturas dentro dos tempos definidos pela Justiça Eleitoral.

A propaganda do primeiro turno seguirá até 1º de outubro. O primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro e, caso haja segundo turno, a votação está prevista para 25 de outubro.

A partir de agora, a campanha entra em uma fase de maior exposição pública. O desafio para o eleitor será acompanhar não apenas a propaganda, mas também as propostas, os programas registrados, as informações oficiais e os fatos verificados ao longo da disputa.

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