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RS terá estações móveis de tratamento de esgoto

A Corsan está ampliando o uso de estações móveis de tratamento de esgoto no Rio Grande do Sul, com seis municípios previstos para receber a tecnologia. O modelo é apresentado pela companhia como uma alternativa para acelerar a implantação de estruturas de saneamento e reduzir o tempo necessário para colocar as unidades em funcionamento.

A primeira experiência foi implantada em Barra do Quaraí, na Fronteira Oeste, e já está em operação. Agora, novas unidades estão sendo implantadas em Horizontina, São Luiz Gonzaga, Frederico Westphalen e Serafina Corrêa. Outras duas cidades, Arroio Grande e Gramado, estão previstas para receber as estações ainda em 2026.

As quatro unidades que estão em implantação terão capacidade para tratar 20 litros de esgoto por segundo. Horizontina e São Luiz Gonzaga estão na fase final dos trabalhos e a previsão é de que comecem a operar em setembro. Em Frederico Westphalen e Serafina Corrêa, as etapas de montagem avançam conforme o cronograma estabelecido.

Estrutura é produzida em módulos

Uma das principais características do projeto é o sistema de fabricação. As estruturas são produzidas de forma industrializada em Canoas e depois transportadas em módulos até os municípios onde serão instaladas.

Com esse formato, as obras realizadas diretamente nas cidades ficam concentradas principalmente na preparação do terreno, execução das estruturas civis, montagem dos módulos, interligações e testes.

Segundo a Corsan, o modelo pode reduzir de aproximadamente dois anos para quatro meses o período entre o início da implantação e a entrada da estação em operação. A redução do prazo é apontada como uma das principais vantagens da tecnologia para acelerar a expansão do tratamento de esgoto.

As unidades podem ser montadas com diferentes capacidades. Os módulos disponíveis têm vazões de 2,5, 5, 10 e 20 litros por segundo e podem ser combinados para atender sistemas de até 50 litros por segundo.

A flexibilidade permite que a tecnologia seja utilizada em municípios de diferentes tamanhos e necessidades. De acordo com a Corsan, o modelo poderia atender, de forma independente, 294 dos 317 municípios operados pela companhia no Estado.

Tecnologia busca acelerar saneamento

Além da redução do tempo de implantação, a companhia afirma que o modelo industrializado diminui a movimentação de materiais nos canteiros, reduz a geração de resíduos durante a construção e ocupa áreas menores.

As estações também são conectadas ao Centro de Operações Integradas (COI) da Corsan, permitindo o acompanhamento remoto do funcionamento dos sistemas em tempo real. A estrutura possibilita identificar alterações e necessidades de intervenção com maior rapidez, dando suporte às equipes responsáveis pela operação local.

A expansão das estações móveis faz parte da estratégia da Corsan para ampliar a infraestrutura de saneamento e avançar no cumprimento das metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento.

A legislação prevê que, até 2033, os municípios brasileiros tenham 90% de cobertura de coleta e tratamento de esgoto, além de metas relacionadas ao abastecimento de água.

Seis cidades estão no planejamento

Com a operação já iniciada em Barra do Quaraí, a Corsan trabalha atualmente na implantação das unidades de Horizontina, São Luiz Gonzaga, Frederico Westphalen e Serafina Corrêa.

O planejamento para 2026 inclui ainda Arroio Grande e Gramado, que devem receber novas estações móveis.

A companhia considera que a possibilidade de fabricar as estruturas em módulos permite reproduzir o modelo em diferentes localidades sem a necessidade de executar toda a construção de uma estação convencional diretamente no município.

A iniciativa também envolve empresas gaúchas parceiras no desenvolvimento e fabricação das estruturas, dentro de uma estratégia de aproximar a expansão do saneamento da indústria e da inovação tecnológica no Estado.

Para a Corsan, a ampliação das estações móveis pode antecipar a chegada do tratamento de esgoto a mais municípios, com reflexos na saúde pública, preservação dos recursos hídricos e qualidade de vida da população.

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