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Prazo do Desenrola Fies termina segunda

Estudantes com contratos antigos do Fies podem obter descontos e parcelar débitos; adesão deve ser feita diretamente no Banco do Brasil ou na Caixa.

Estudantes que possuem dívidas com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) têm até a próxima segunda-feira (31) para aderir ao Desenrola Fies 2026, segundo o Ministério da Educação (MEC) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O programa permite renegociar contratos com condições diferenciadas, incluindo descontos e opções de parcelamento.

A medida é destinada a estudantes e ex-estudantes que possuem contratos do Fies firmados até 2017 e que estavam na fase de amortização em 4 de maio de 2026. A renegociação contempla tanto contratos em dia quanto aqueles com parcelas em atraso, desde que atendidos os critérios estabelecidos pelo programa.

A renegociação não é realizada diretamente pelo Ministério da Educação. O estudante precisa procurar a instituição financeira responsável pelo contrato, que pode ser o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal.

Quem pode participar

O Desenrola Fies 2026 atende contratos celebrados até o final de 2017 que, em 4 de maio deste ano, já estavam na chamada fase de amortização.

Essa é a etapa em que o estudante começa efetivamente a devolver o financiamento utilizado durante a graduação, depois do período de utilização e carência.

Também podem participar estudantes que estejam com o nome inscrito em cadastros de inadimplentes em razão de parcelas do Fies não pagas.

Por outro lado, contratos firmados a partir de 1º de janeiro de 2018 não entram nessa renegociação específica. Também ficam de fora contratos que ainda estejam nas fases de utilização do financiamento ou de carência.

Descontos variam conforme a dívida

As condições oferecidas não são iguais para todos os estudantes. O benefício depende da situação do contrato, do período de atraso e do perfil do financiamento.

Para determinados contratos com mais de 90 dias de atraso, por exemplo, há possibilidade de desconto de 100% sobre juros e multas. Em determinadas situações, o estudante também pode obter redução sobre o valor principal da dívida.

Nos contratos com atraso superior a 360 dias, os descontos podem ser maiores.

Estudantes inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) podem ter acesso a descontos de até 99% do valor consolidado da dívida, conforme as regras aplicáveis ao contrato.

Para estudantes que não estão no CadÚnico, o desconto pode chegar a 77% em determinadas condições.

As condições exatas devem ser consultadas pelo estudante diretamente no banco responsável pelo financiamento.

Dívida pode ser parcelada

Além da possibilidade de desconto, o programa permite o parcelamento do débito em determinadas modalidades.

Para contratos enquadrados nas condições previstas, a dívida pode ser dividida em até 150 parcelas, com regras específicas para cada situação.

A alternativa de pagamento à vista também pode proporcionar condições mais vantajosas, dependendo do perfil da dívida.

Por isso, antes de aceitar a proposta, o estudante deve verificar o valor total, o desconto concedido, o número de parcelas e o valor da entrada.

Renegociação precisa ser formalizada

A renegociação só é efetivada depois que o estudante formaliza o acordo e realiza o pagamento da parcela de entrada.

Caso a entrada não seja paga, a proposta é cancelada e a renegociação não é concluída.

Outro ponto importante é que cada contrato pode passar por uma única renegociação durante a vigência do Desenrola Fies, conforme orientação do Ministério da Educação.

Depois da formalização e do pagamento da entrada, o nome do estudante e dos fiadores poderá ser retirado dos cadastros de inadimplentes, quando a negativação estiver relacionada à dívida renegociada.

Como fazer a renegociação

O procedimento deve ser realizado diretamente com o agente financeiro responsável pelo contrato.

Na Caixa Econômica Federal, o estudante pode utilizar os canais digitais da instituição, incluindo o sistema relacionado ao Fies. Em situações específicas, como determinadas modalidades de parcelamento que exigem fiador, pode ser necessário comparecer a uma agência.

No Banco do Brasil, a adesão também pode ser feita pelos canais digitais ou presencialmente, dependendo da modalidade disponível para o contrato.

O governo orienta que o estudante não procure intermediários para realizar o procedimento. A renegociação deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais das instituições financeiras.

Rio Grande do Sul tem milhares de contratos

O programa possui impacto significativo no Rio Grande do Sul.

Dados divulgados anteriormente apontaram que mais de 39 mil contratos vinculados a instituições de ensino gaúchas poderiam ser alcançados pelo programa, com aproximadamente R$ 4,92 bilhões em saldo devedor passível de renegociação.

O objetivo da medida é reduzir a inadimplência entre estudantes e ex-estudantes que utilizaram o financiamento para cursar o ensino superior privado.

Para muitos beneficiários, a renegociação também representa a possibilidade de regularizar o CPF e voltar a ter acesso a crédito.

Prazo exige atenção

O MEC e o FNDE informam que o prazo de adesão termina em 31 de agosto de 2026.

Como a formalização depende do banco responsável pelo contrato e, em alguns casos, pode exigir atendimento presencial, a recomendação é que o estudante não deixe a negociação para o último momento.

O interessado deve consultar sua situação, verificar se o contrato atende aos critérios do programa e conferir as condições oferecidas antes de confirmar o acordo.

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