Mais de 90 mil óculos falsificados foram destruídos nesta quarta-feira (16), em Porto Alegre, durante uma ação de combate à comercialização de produtos irregulares. O material destruído, que também incluía equipamentos eletrônicos contrabandeados, pesava aproximadamente uma tonelada.
A destruição ocorreu no pátio da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb). Os produtos foram inutilizados com o uso de um rolo compressor, impedindo que voltassem ao mercado.
A ação reuniu a Secretaria Executiva de Fiscalização (Sefis) de Porto Alegre, a Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon) e o Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico, Fotográfico e Cinematográfico do Estado do Rio Grande do Sul (Sindióptica-RS).
Produtos foram apreendidos ao longo de 18 meses
Segundo as informações divulgadas, os produtos foram apreendidos durante os últimos 18 meses, em operações realizadas em Porto Alegre, no Litoral e em diferentes municípios do Interior do Rio Grande do Sul.
Na Capital, parte das fiscalizações ocorreu principalmente na região central, envolvendo pontos de comércio e armazenamento de mercadorias consideradas irregulares.
Os materiais permaneceram armazenados até a realização da operação de destruição.

Óculos falsificados podem representar riscos
Além dos prejuízos relacionados à pirataria e à comercialização irregular, os órgãos envolvidos alertam para os possíveis riscos à saúde dos consumidores.
Óculos de grau sem procedência podem apresentar lentes com características diferentes das necessárias para a correção visual do usuário. O uso de uma lente inadequada pode comprometer a qualidade da visão.
Outro ponto de atenção são os óculos de sol falsificados. Segundo representantes do setor óptico, lentes apenas escurecidas, sem proteção adequada contra a radiação ultravioleta (UV), podem aumentar a exposição dos olhos.
Isso ocorre porque a lente escura reduz a luminosidade percebida e provoca a dilatação da pupila. Se não houver proteção UV adequada, uma quantidade maior de radiação pode atingir os olhos.
Fiscalização também combate o comércio irregular
A operação tem como objetivo retirar produtos irregulares de circulação e combater a comercialização de mercadorias sem procedência comprovada.
Segundo dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) citados na divulgação da ação, o setor óptico está entre os segmentos mais afetados pela pirataria no país.
Para os órgãos de fiscalização, ações desse tipo também contribuem para proteger consumidores e comerciantes que atuam dentro das regras legais.

Mais de 90 mil unidades foram destruídas
A quantidade destruída nesta quarta-feira supera a registrada em uma operação semelhante realizada em 2019, quando aproximadamente 60 mil óculos foram inutilizados em Porto Alegre.
A nova ação representa, portanto, um volume maior de mercadorias retiradas de circulação.
Além dos óculos, equipamentos eletrônicos classificados como contrabandeados também estavam entre os materiais destinados à destruição.










