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Ex-vereador de Pelotas recebe nova condenação

Nova sentença impõe mais de 84 anos de prisão e indenização às vítimas; somadas, as duas condenações ultrapassam 100 anos.

O ex-vereador de Pelotas, Roger Ney, foi condenado pela segunda vez por crimes de natureza sexual envolvendo crianças. A nova sentença, proferida pela 4ª Vara Criminal de Pelotas, determina 84 anos, 10 meses e 10 dias de prisão, além do pagamento de R$ 20 mil de indenização para cada uma das três vítimas.

A decisão foi proferida na última quarta-feira (16) e tornou-se pública neste sábado (19). O processo tramita em segredo de Justiça. Segundo as informações divulgadas, os crimes reconhecidos nesta ação envolvem três vítimas que tinham menos de 10 anos de idade na época dos fatos.

Com a nova condenação, a soma das penas impostas ao ex-parlamentar chega a 100 anos, 10 meses e 10 dias de prisão. A primeira condenação ocorreu em junho deste ano, quando Roger Ney recebeu pena de 16 anos de prisão, também em regime fechado, por estupro de vulnerável continuado contra outra vítima que tinha sete anos na época dos crimes.

Nova condenação envolve três vítimas

De acordo com as informações divulgadas sobre a sentença, a Justiça reconheceu a prática de crimes de atentado violento ao pudor com violência presumida e estupro de vulnerável relacionados às três vítimas.

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público em dezembro de 2025. Conforme a acusação, os relatos das vítimas foram considerados consistentes e compatíveis com os demais elementos analisados durante o processo.

Além da pena de prisão, a decisão determinou indenizações de R$ 20 mil para cada vítima.

A sentença também estabeleceu o regime inicial fechado, manteve a prisão preventiva de Roger Ney e negou a possibilidade de que ele recorra da decisão em liberdade.

Primeira condenação ocorreu em junho

A primeira condenação contra o ex-vereador foi publicada em 19 de junho de 2026. Na ocasião, a Justiça determinou 16 anos de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável contra uma criança que tinha sete anos à época dos crimes.

Também foi estabelecida indenização de R$ 10 mil à vítima. A decisão ocorreu após investigação que levou à prisão preventiva de Roger Ney em outubro de 2025.

A segunda sentença trata de vítimas diferentes daquelas relacionadas ao primeiro processo.

Ex-vereador está preso desde 2025

Roger Ney está preso preventivamente desde 22 de outubro de 2025, quando a Polícia Civil concluiu as investigações relacionadas ao primeiro caso.

A nova decisão mantém a prisão e estabelece que a pena seja cumprida inicialmente em regime fechado.

O ex-parlamentar exerceu mandato de vereador em Pelotas entre 2010 e 2020. Durante sua trajetória política, também ocupou funções na administração municipal.

Entre os cargos exercidos estão posições na área de assistência social e a direção de empresas públicas municipais, incluindo a estrutura responsável pelo terminal rodoviário de Pelotas.

Defesa afirma que vai recorrer

A defesa de Roger Ney contestou a nova condenação e informou que pretende recorrer da decisão.

Em manifestação divulgada à imprensa, os advogados Filipe Trelles e Marcela Weiler afirmaram que consideram a sentença equivocada e sustentam que a condenação teria se baseado essencialmente nos relatos das vítimas.

A defesa também aponta que haveria contradições nas narrativas apresentadas durante o processo e afirma que pretende levar o caso às instâncias superiores.

O posicionamento da defesa faz parte do direito ao contraditório e à ampla defesa. Como ainda há possibilidade de recurso, a nova condenação não necessariamente representa o encerramento definitivo do processo.

Penas ultrapassam 100 anos

Com as duas sentenças conhecidas até o momento, a soma das penas chega a:

  • Primeira condenação: 16 anos de prisão;
  • Segunda condenação: 84 anos, 10 meses e 10 dias;
  • Total: 100 anos, 10 meses e 10 dias de prisão.

As condenações foram proferidas em processos relacionados a diferentes vítimas. Os casos envolvem crimes de estupro de vulnerável e, na segunda ação, também atentado violento ao pudor com violência presumida.

A Justiça também determinou o pagamento de indenizações às vítimas nas duas ações.

Caso segue na Justiça

Com a decisão mais recente, o processo ainda poderá avançar para novas etapas devido ao recurso anunciado pela defesa.

Roger Ney permanece preso preventivamente e, conforme a decisão divulgada, deverá cumprir inicialmente a pena em regime fechado, caso a condenação seja mantida após a análise dos recursos.

O caso permanece sob segredo de Justiça, razão pela qual detalhes específicos sobre as vítimas e sobre os fatos não são divulgados publicamente.

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