Patrícia Cristina Pereira, de 31 anos, e Karolayne Cristina Costa, de 13, foram encontradas mortas dentro da residência onde moravam, na localidade de Vila Passa Sete, no interior de Candelária, no Vale do Rio Pardo. O caso é investigado pela Polícia Civil, que trabalha com as hipóteses de feminicídio e duplo homicídio.
Um crime envolvendo a morte de uma mulher e da filha adolescente chocou moradores de Candelária, no Vale do Rio Pardo, nesta semana. Patrícia Cristina Pereira, de 31 anos, e Karolayne Cristina Costa, de 13 anos, foram encontradas mortas dentro da residência onde viviam, na comunidade de Vila Passa Sete, na área rural do município.
Os corpos foram localizados na tarde de terça-feira (29), depois que familiares e pessoas próximas perceberam que mãe e filha não estavam respondendo aos contatos desde o domingo (27).
Segundo a investigação, a cuidadora das crianças estranhou o desaparecimento e a falta de resposta aos telefonemas. A situação levou ao acionamento da Brigada Militar. Quando os policiais chegaram ao imóvel, encontraram a porta aberta e localizaram os corpos das duas vítimas no interior da residência.
Perícia descarta hipótese inicial de disparos
As primeiras informações sobre o caso apontavam para a possibilidade de que Patrícia e Karolayne tivessem sido atingidas por disparos de arma de fogo. Marcas inicialmente identificadas no local chegaram a levantar essa suspeita.
No entanto, o trabalho da perícia modificou a compreensão inicial sobre a dinâmica do crime. Conforme a Polícia Civil, as duas vítimas foram mortas com golpes provocados por arma branca, possivelmente uma faca ou um facão.
O estado em que os corpos foram encontrados também levou os investigadores a acreditar que as mortes podem ter ocorrido ainda durante o fim de semana, antes da localização na terça-feira. A data e o horário exatos dos assassinatos, porém, ainda dependem da investigação e dos exames periciais.

Delegado classifica cena como chocante
O delegado Paulo César Schirrmann, responsável pela investigação na Delegacia de Polícia de Candelária, classificou o caso como extremamente grave.
“Foi um crime brutal, uma cena bem chocante”, afirmou o delegado em entrevista à GZH.
A Polícia Civil trabalha atualmente com mais de uma possibilidade para explicar o crime. Entre as linhas investigativas está a hipótese de feminicídio, mas o caso também é tratado como um possível duplo homicídio enquanto os investigadores buscam esclarecer a relação entre as vítimas e o autor.
De acordo com o delegado, ainda é cedo para determinar a motivação. A violência empregada no crime é um dos elementos considerados pelos investigadores durante a apuração.
Polícia já trabalha com suspeito
A investigação possui um suspeito, mas a Polícia Civil não divulgou a identidade nem detalhes que possam comprometer o andamento da apuração.
Até a manhã desta quarta-feira (30), não havia registro de prisão relacionada ao caso.
Os investigadores também estão procurando imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a estabelecer a movimentação na região e identificar possíveis deslocamentos relacionados ao crime.
O celular de Patrícia também foi localizado dentro da residência. O aparelho estava quebrado e foi recolhido para análise pericial. A expectativa é de que os dados disponíveis no dispositivo possam contribuir para reconstruir os últimos momentos das vítimas e auxiliar na identificação da autoria.

Casa ficava em área afastada
A residência onde mãe e filha foram encontradas fica aproximadamente oito quilômetros da região central de Candelária.
Conforme o delegado responsável pelo caso, o imóvel está localizado em uma área afastada, sem casas próximas. A característica do local dificulta a obtenção de testemunhos que possam ter presenciado movimentações suspeitas no período em que o crime ocorreu.
A ausência de vizinhos próximos também é um dos fatores considerados pela Polícia Civil para tentar determinar quando e como os assassinatos aconteceram.
Outras três crianças não estavam na residência
Patrícia era mãe de outras três crianças. Nenhuma delas estava na residência no momento em que o crime aconteceu.
O Conselho Tutelar foi acionado após a localização dos corpos e acompanha a situação envolvendo os menores.
Uma mulher responsável pelos cuidados das crianças também foi ouvida pela Polícia Civil. Segundo a investigação, ela teve papel importante na descoberta do crime ao perceber que Patrícia e Karolayne estavam sem dar notícias desde o domingo.

Registro de ameaça também será analisado
Outro elemento que faz parte do levantamento realizado pelos investigadores é um registro de ameaça feito por Patrícia em dezembro do ano passado.
Até o momento, porém, a Polícia Civil não identificou uma ligação entre esse episódio e os assassinatos. Por isso, o registro não é tratado como explicação confirmada para o crime.
A investigação deverá cruzar essa informação com outros elementos obtidos durante a perícia, depoimentos, análise de celulares e imagens de segurança.
Sepultamento ocorre nesta quarta-feira
Patrícia e Karolayne serão sepultadas nesta quarta-feira (30), no Cemitério Municipal do bairro Marilene, em Candelária. Conforme informações divulgadas localmente, o sepultamento está previsto para as 14h e não haverá velório.
A Polícia Civil continua trabalhando para esclarecer quem matou mãe e filha, quando exatamente o crime aconteceu e qual teria sido a motivação.
Por se tratar de uma investigação em andamento, as hipóteses levantadas pelas autoridades ainda não representam uma conclusão definitiva sobre a autoria ou a motivação. Novas informações poderão ser divulgadas conforme os resultados das perícias e dos depoimentos.










