Casais que não têm condições de arcar com os custos podem participar da 28ª edição do Casamento Coletivo; cerimônia será realizada no Palácio da Justiça.
Casais de Porto Alegre que desejam oficializar a união no civil, mas não conseguem arcar com os custos do procedimento, têm uma oportunidade de realizar o casamento gratuitamente. Estão abertas até 2 de setembro as inscrições para a 28ª edição do Casamento Coletivo, iniciativa que será realizada no Palácio da Justiça, no Centro Histórico da Capital.
O prazo, porém, pode terminar antes. A organização disponibilizou apenas 30 vagas, preenchidas por ordem de inscrição. Assim, quem pretende participar precisa ficar atento: as inscrições serão encerradas no dia 2 de setembro ou assim que todas as vagas forem ocupadas.
A cerimônia está marcada para 30 de setembro de 2026 e representa uma alternativa para casais que desejam formalizar juridicamente a relação, mas enfrentam dificuldades financeiras para custear um casamento civil.
Iniciativa já oficializou mais de 500 uniões
O Casamento Coletivo não é uma ação recente em Porto Alegre.
A iniciativa teve sua primeira edição em novembro de 2010 e, desde então, chegou à 28ª edição. Ao longo de 27 cerimônias realizadas anteriormente, 522 casais já oficializaram a união por meio do projeto.
A proposta é realizada duas vezes por ano e busca facilitar o acesso ao casamento civil para pessoas que não possuem condições financeiras de assumir os custos do procedimento.
Para esta edição, a organização estabeleceu como critério que os participantes sejam residentes em Porto Alegre e declarem que não podem arcar com as despesas do casamento civil.
Quem pode participar
O casamento coletivo é destinado a casais que atendam aos critérios definidos pela organização.
Entre as exigências está a residência em Porto Alegre. Também é necessário que os interessados estejam dentro do público que não consegue custear o casamento civil, condição que pode ser declarada pelos próprios participantes.
A iniciativa não significa apenas uma cerimônia comemorativa. O objetivo é realizar a oficialização civil da união, produzindo os efeitos jurídicos correspondentes ao casamento.
Por isso, os casais precisam estar preparados para apresentar a documentação necessária e cumprir as etapas de habilitação exigidas pelo registro civil.
Onde fazer a inscrição
As inscrições são realizadas presencialmente no Memorial do Judiciário do Rio Grande do Sul, localizado no térreo do Palácio da Justiça.
O endereço é:
Palácio da Justiça — Praça Marechal Deodoro, nº 55, Centro Histórico, Porto Alegre.
O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h.
Para esclarecer dúvidas antes de comparecer ao local, os interessados podem entrar em contato com o Memorial do Judiciário pelo e-mail memorial@tjrs.jus.br ou pelos telefones (51) 3210-7176 e (51) 99921-1512.
Casamento terá cerimônia no Palácio da Justiça
A cerimônia está prevista para 30 de setembro, no próprio Palácio da Justiça.
Além da oficialização civil, a edição oferece uma estrutura que busca transformar o momento em uma celebração para os casais participantes. Segundo as informações divulgadas, haverá flores, álbum de fotografias digitais e música ao vivo, sem custo para os participantes.
A proposta é justamente permitir que a falta de recursos financeiros não impeça os casais de vivenciarem uma cerimônia de casamento.
Por que o casamento civil é importante?
A formalização da união vai além da realização de uma cerimônia.
O casamento civil estabelece uma relação reconhecida juridicamente e produz consequências em diferentes áreas da vida do casal, incluindo questões patrimoniais, sucessórias e relacionadas a direitos e deveres entre os cônjuges.
Para pessoas que vivem juntas há anos, mas nunca formalizaram a relação, o casamento coletivo pode representar uma forma de regularizar uma situação que já existe na prática.
O custo, entretanto, pode ser um obstáculo para famílias de menor renda. É justamente nesse ponto que iniciativas de casamento coletivo assumem importância social.
Ao reunir dezenas de casais em uma única edição e oferecer gratuitamente o procedimento dentro das regras estabelecidas, o projeto reduz uma barreira financeira que poderia impedir a formalização.
Vagas são limitadas
O principal ponto de atenção para quem pretende participar é o número reduzido de vagas.
Serão apenas 30 casais nesta edição, e a distribuição ocorrerá pela ordem de inscrição. Portanto, não é recomendável deixar o procedimento para os últimos dias.
O prazo oficial vai até 2 de setembro, mas pode terminar antecipadamente caso as 30 vagas sejam preenchidas.
A iniciativa também exige que os interessados atendam aos critérios definidos, portanto a inscrição não deve ser confundida com garantia automática de participação. É necessário cumprir as etapas previstas para a realização do casamento civil.
Uma iniciativa que já faz parte da história do Judiciário gaúcho
Ao alcançar a 28ª edição, o Casamento Coletivo demonstra que existe uma demanda contínua por mecanismos que facilitem o acesso à formalização civil.
Os 522 casais já atendidos ao longo das edições anteriores mostram que a iniciativa deixou de ser uma ação pontual e passou a fazer parte do calendário de atividades do Judiciário gaúcho.
A realização de duas edições por ano também cria uma oportunidade periódica para novos casais que desejam oficializar a união.
Para os interessados nesta edição, entretanto, o fator decisivo é o prazo: 30 vagas e inscrições até 2 de setembro, ou até o preenchimento total das vagas.
Serviço — Casamento Coletivo de Porto Alegre
O que: 28ª edição do Casamento Coletivo
Quem pode participar: casais residentes em Porto Alegre que não tenham condições de arcar com os custos do casamento civil
Número de vagas: 30 casais
Inscrições: até 2 de setembro de 2026 ou enquanto houver vagas
Cerimônia: 30 de setembro de 2026
Local: Palácio da Justiça, Praça Marechal Deodoro, nº 55, Centro, Porto Alegre
Horário para inscrição: segunda a sexta-feira, das 13h às 18h
E-mail: memorial@tjrs.jus.br
Telefones: (51) 3210-7176 e (51) 99921-1512
Custo: gratuito, conforme os critérios da iniciativa.










