Estrutura abandonada há mais de dez anos, nos números 89 e 99, acumula lixo, água parada e preocupa moradores da região.
Moradores da Rua São Joaquim, em Porto Alegre, procuraram o Jornal MPV para denunciar a situação de abandono de um antigo empreendimento imobiliário localizado nos números 89 e 99 da via.
Segundo os moradores, o imóvel está abandonado há mais de dez anos e, ao longo desse período, a área teria acumulado lixo, materiais de construção, vegetação e recipientes com água parada.
A situação, de acordo com os relatos, preocupa quem vive no entorno devido à possibilidade de proliferação de mosquitos, aparecimento de ratos, entrada de pessoas no local e riscos relacionados às condições da estrutura.
Os denunciantes afirmam que já procuraram diferentes órgãos públicos na tentativa de encontrar uma solução, mas alegam que o problema continua sem uma resolução definitiva.
A principal reivindicação atualmente é que o imóvel seja limpo, fechado e devidamente fiscalizado, evitando que continue sendo utilizado como local para descarte de lixo ou acesso de pessoas.
Obra foi abandonada há mais de uma década
De acordo com um dos moradores, o empreendimento previa originalmente a construção de três torres residenciais. Atualmente, duas estruturas permanecem no local.
O morador relata que a obra acabou sendo abandonada e que, desde então, o espaço passou a representar um problema para quem vive na região.
Segundo ele, a comunidade já tentou buscar soluções por diferentes caminhos, inclusive por meio de protocolos junto à Prefeitura e encaminhamentos ao Ministério Público.
O denunciante também afirma que parte das questões envolvendo o empreendimento chegou à Justiça e que existem processos relacionados ao imóvel.
O Jornal MPV não teve acesso, até o momento, aos documentos judiciais mencionados pelo morador. Por isso, essas informações ainda dependem de documentação e confirmação oficial.

Lixo e água parada preocupam vizinhança
Um dos principais problemas relatados pelos moradores é o acúmulo de lixo dentro e nas áreas externas do imóvel.
Segundo o denunciante, materiais utilizados durante o período da construção teriam permanecido no local e outros resíduos também teriam sido acumulados ao longo dos anos.
A existência de recipientes que podem acumular água também preocupa a comunidade.
Os moradores afirmam que há diversos pontos que precisam ser verificados e eliminados, principalmente diante do risco de formação de criadouros de mosquitos.
A situação preocupa especialmente durante os períodos mais quentes, quando aumenta a circulação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.
Moradores relatam problemas com segurança
Além das questões ambientais e sanitárias, os moradores afirmam que o imóvel abandonado também representa um problema de segurança.
Segundo o relato encaminhado ao MPV, pessoas já teriam entrado no local ao longo dos anos.
Um dos episódios citados pelo denunciante envolve a localização de um homem que estaria foragido da Justiça dentro do imóvel.
O caso teria aumentado a preocupação dos moradores, que afirmam temer que a estrutura continue sendo utilizada por pessoas sem autorização.
Para a comunidade, o fechamento adequado do imóvel seria uma das medidas necessárias para reduzir esse tipo de situação.

Prefeitura já teria sido acionada
Segundo os moradores, o problema já foi comunicado à Prefeitura de Porto Alegre em diferentes oportunidades.
O denunciante afirma que foram abertos protocolos solicitando providências relacionadas à limpeza e ao fechamento do imóvel.
Ainda conforme o relato, equipes do município teriam comparecido ao local e identificado problemas.
Apesar disso, os moradores afirmam que a situação não foi resolvida.
Um dos protocolos, segundo o denunciante, teria recebido a orientação de que, caso o proprietário não realizasse a limpeza até o verão, a comunidade poderia abrir novamente a solicitação.
Para os moradores, entretanto, essa medida não representa uma solução definitiva.
A preocupação é que o problema continue se repetindo, com novos protocolos sendo registrados sem que a área seja efetivamente limpa e fechada.
Moradores dizem não conseguir resolver o problema sozinhos
Os moradores afirmam que chegaram a discutir a possibilidade de realizar um mutirão para retirar recipientes que acumulam água, mas ressaltam que a dimensão do imóvel e a quantidade de resíduos tornam inviável resolver a situação por conta própria.
Segundo o denunciante, o que pode ser observado da área externa seria apenas uma parte do problema.
Ele afirma que existe uma quantidade significativa de sujeira e materiais dentro do imóvel.
A comunidade também demonstra preocupação com os custos necessários para uma limpeza completa e para o fechamento adequado da área.

Possíveis danos em imóveis vizinhos
Outro problema apontado pelos moradores envolve as condições do terreno próximo aos imóveis vizinhos.
Segundo o denunciante, haveria movimentação de terra em uma área próxima a uma residência, com preocupação sobre possíveis novos danos.
Ele afirma que, durante a construção do empreendimento, não teria sido executada uma estrutura de contenção que, na avaliação dos moradores, seria necessária.
Como consequência, segundo o relato, haveria movimentação de terra nas proximidades de imóveis vizinhos.
O próprio denunciante relata que sua residência teria sofrido danos ao longo dos anos e que pretende buscar orientação para avaliar eventuais medidas relacionadas aos prejuízos.
As informações sobre possíveis problemas estruturais e danos aos imóveis vizinhos, no entanto, ainda precisam ser avaliadas tecnicamente pelos órgãos competentes.
Enchentes aumentaram preocupação
Os moradores também relatam preocupação com a situação do imóvel após os episódios de chuvas intensas e enchentes registrados em Porto Alegre.
Para a comunidade, uma área abandonada, com lixo, recipientes e possíveis pontos de acúmulo de água, aumenta os riscos durante períodos de chuva.
A preocupação também envolve a possibilidade de movimentação de terra e impactos sobre os imóveis localizados nas proximidades.
Os moradores defendem que o local seja vistoriado e que sejam tomadas medidas preventivas antes que um eventual problema se agrave.

Comunidade cobra uma solução definitiva
Depois de anos convivendo com o problema, os moradores afirmam que não querem apenas a abertura de novos protocolos.
A principal reivindicação é que seja encontrada uma solução efetiva para o imóvel localizado nos números 89 e 99 da Rua São Joaquim.
Entre as medidas cobradas estão:
- limpeza completa do terreno;
- retirada de lixo e materiais acumulados;
- eliminação de pontos de água parada;
- controle de possíveis focos de mosquitos;
- fiscalização das condições do imóvel;
- fechamento adequado da área;
- avaliação de possíveis riscos estruturais;
- verificação dos impactos sobre os imóveis vizinhos.
Segundo os moradores, a situação já se prolonga por mais de uma década e vem provocando desgaste entre as famílias que vivem na região.
Nova reunião com a Prefeitura está marcada
Em uma nova tentativa de buscar uma solução, um dos moradores informou ao Jornal MPV que terá uma reunião nesta sexta-feira (11) com o responsável da Prefeitura pelo projeto voltado à limpeza e ao fechamento de prédios abandonados.
A expectativa da comunidade é que o encontro possa avançar na solução do problema da Rua São Joaquim.
Segundo o morador, apesar das diversas tentativas realizadas ao longo dos anos, até o momento não teria sido executada uma medida definitiva, situação que ele atribui também à dificuldade de identificar um responsável pelo imóvel.
A reunião deverá tratar justamente da possibilidade de adoção de medidas para limpar e fechar a área, conforme reivindicado pelos moradores.
A comunidade espera que o encontro resulte em uma ação concreta e que o imóvel deixe de representar um problema para os moradores do entorno.

MPV busca resposta da Prefeitura
Diante dos relatos apresentados pelos moradores, o Jornal MPV vai buscar esclarecimentos junto à Prefeitura de Porto Alegre sobre a situação do imóvel localizado nos números 89 e 99 da Rua São Joaquim.
A reportagem irá questionar o município sobre os protocolos já registrados pela comunidade, as fiscalizações realizadas no local, eventuais notificações emitidas e quais providências podem ser adotadas para garantir a limpeza, o fechamento e a segurança da área.
Também será questionado o andamento do projeto municipal citado pelo morador e quais medidas poderão ser adotadas especificamente para o imóvel da Rua São Joaquim.
Os moradores afirmam que o problema se arrasta há mais de dez anos e cobram uma solução definitiva, principalmente diante dos relatos de acúmulo de lixo, água parada, presença de animais, insegurança e possíveis impactos sobre terrenos vizinhos.
O Jornal MPV pretende acompanhar o caso junto ao poder público e verificar quais medidas poderão ser adotadas para atender às reivindicações da comunidade.
As informações apresentadas nesta reportagem têm como base o relato dos moradores que procuraram o Jornal MPV. As questões relacionadas às condições estruturais do imóvel e eventuais responsabilidades ainda dependem de documentação, vistoria técnica e manifestação dos órgãos competentes.










