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Inadimplência no aluguel cai no RS

Rio Grande do Sul registra terceira queda consecutiva nos atrasos de aluguel residencial. Em outubro de 2025, a taxa era de 6,7%.

A inadimplência nos contratos de aluguel residencial no Rio Grande do Sul caiu pelo terceiro mês consecutivo e chegou a 5,5% em outubro de 2026, alcançando o menor índice da série histórica iniciada em maio de 2024. O resultado representa uma redução em relação aos 5,7% registrados em setembro e aos 5,8% de agosto.

Os dados são da edição de outubro do Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA), divulgado pela Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros voltada ao mercado imobiliário. O levantamento considera aproximadamente 500 mil contratos de Fiança Aluguel sob gestão da companhia em todo o Brasil.

Na comparação com outubro de 2025, quando a taxa gaúcha estava em 6,7%, houve uma queda de 1,2 ponto percentual. Segundo a empresa, essa foi a maior redução anual entre os estados monitorados pela pesquisa.

O resultado indica melhora nos pagamentos dos contratos acompanhados pelo levantamento. Entretanto, os números não representam necessariamente a totalidade do mercado de locação residencial do Rio Grande do Sul, pois a pesquisa considera uma carteira específica de contratos.

Inadimplência registra três meses seguidos de queda

A trajetória do indicador gaúcho ao longo de 2026 foi marcada por oscilações. Em janeiro, a taxa estava em 6,5%. Em março, recuou para 5,8%, mas voltou a subir nos meses seguintes, oscilando entre 5,9% e 6,2% de abril a julho.

A partir de agosto, o índice voltou a cair, passando de 5,8% para 5,7% em setembro e chegando a 5,5% em outubro.

A sequência de três quedas consecutivas sinaliza uma melhora gradual no comportamento dos pagamentos dos aluguéis residenciais entre os contratos monitorados.

Em outubro do ano passado, a taxa era de 6,7%. A diferença de 1,2 ponto percentual em 12 meses coloca o Rio Grande do Sul entre os estados com maior redução anual no indicador.

Programa Desenrola pode ter contribuído para a redução

Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, afirmou que a queda da inadimplência no Rio Grande do Sul pode estar relacionada, entre outros fatores, ao alívio financeiro proporcionado às famílias pelo programa Desenrola, voltado à renegociação de dívidas.

Segundo o executivo, a redução do comprometimento da renda com débitos pode favorecer o pagamento de despesas recorrentes, incluindo o aluguel residencial.

A avaliação, porém, não significa que o programa tenha sido a única causa da queda. O levantamento acompanha a evolução dos atrasos, mas não estabelece uma relação causal definitiva entre a renegociação de dívidas e a melhora do indicador.

A situação financeira das famílias também pode ser influenciada por fatores como renda, emprego, endividamento, despesas domésticas e reajustes dos contratos de locação.

Inadimplência também recua no Brasil

O movimento de queda não ficou restrito ao Rio Grande do Sul. Em outubro, o índice nacional de inadimplência nos aluguéis residenciais recuou pelo terceiro mês consecutivo e chegou a 5,84%.

Em setembro, o indicador brasileiro estava em 5,88%, enquanto em agosto havia alcançado 6%.

Na Região Sul, a taxa passou de 5,6% em setembro para 5,5% em outubro, igualando o resultado gaúcho.

Apesar da melhora, os dados mostram diferenças entre os estados acompanhados pelo levantamento. Em outubro, Minas Gerais registrou inadimplência de 6,5%, São Paulo ficou em 5,9%, Santa Catarina chegou a 5,8%, o Rio Grande do Sul marcou 5,5%, o Espírito Santo registrou 5,3%, o Paraná ficou em 5,2% e o Rio de Janeiro apresentou 4,4%.

Os resultados indicam que a inadimplência varia conforme o mercado regional e as características da carteira de contratos analisada.

O que o indicador mede?

O Índice de Inadimplência de Aluguéis acompanha a proporção de contratos residenciais com atrasos superiores a 15 dias, segundo a metodologia do levantamento.

A pesquisa reúne aproximadamente 500 mil contratos ativos de Fiança Aluguel sob gestão da Loft, abrangendo imóveis de diferentes perfis e regiões do País.

A metodologia prevê uma janela de até três meses para que a imobiliária responsável pelo contrato comunique o atraso à empresa. Por esse motivo, os números devem ser interpretados considerando o método de coleta e consolidação dos dados.

É importante destacar que a taxa não mede o preço dos aluguéis, o valor médio dos imóveis ou a quantidade total de famílias endividadas. O indicador se concentra nos atrasos registrados nos contratos acompanhados.

O que a queda representa para proprietários e inquilinos?

A redução da inadimplência pode representar um cenário mais favorável para proprietários e imobiliárias em relação ao recebimento dos pagamentos nos contratos monitorados.

Para os proprietários, o indicador ajuda a acompanhar os riscos associados à locação residencial. Para as imobiliárias, os dados podem contribuir para avaliações de risco e decisões relacionadas às garantias locatícias.

Para os inquilinos, entretanto, a queda não significa necessariamente que os aluguéis ficaram mais baratos ou que o custo de vida diminuiu. A inadimplência mede atrasos nos pagamentos, enquanto os preços dos imóveis e os reajustes contratuais são acompanhados por outros indicadores.

A melhora também não elimina as dificuldades financeiras enfrentadas por famílias que comprometem uma parcela elevada da renda com moradia.

Mercado imobiliário deve acompanhar os próximos meses

O resultado de outubro representa um avanço no indicador de inadimplência do Rio Grande do Sul, mas ainda será necessário acompanhar os próximos levantamentos para verificar se a tendência de queda continuará.

As reduções mensais foram relativamente pequenas: o índice passou de 5,8% em agosto para 5,7% em setembro e 5,5% em outubro.

A continuidade desse movimento dependerá de diversos fatores econômicos e financeiros, incluindo a capacidade de pagamento das famílias e a evolução das despesas domésticas.

Para o mercado imobiliário gaúcho, o dado mais recente indica uma redução dos atrasos na carteira monitorada pela Loft e oferece uma referência para acompanhar o comportamento dos pagamentos nos contratos residenciais.

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