Homem de 47 anos transportava cerca de 14 crianças por dia e já tinha condenação em primeira instância superior a 25 anos por estupro de vulnerável.
Um motorista de van escolar foi preso preventivamente nesta quarta-feira (26), em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, por suspeita de violência sexual contra uma criança de 10 anos.
A prisão foi solicitada pela Polícia Civil depois que a investigação identificou que o homem já possuía uma condenação, em primeira instância, superior a 25 anos de prisão por estupro de vulnerável. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.
O suspeito foi identificado como Airton Torres de Azevedo, de 47 anos. Segundo a Polícia Civil, ele não prestou depoimento e não havia constituído advogado até a publicação da reportagem. Informalmente, teria negado a prática do crime.
Ele deverá passar por audiência de custódia.
Denúncia foi feita pela mãe da criança
O caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil na noite de terça-feira (25), quando a mãe da criança procurou o Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca) para registrar a denúncia.
Segundo o relato apresentado à polícia, a criança teria contado que o motorista costumava pedir para que ela se sentasse no banco da frente da van durante o trajeto.
Conforme o depoimento relatado pela vítima, o homem teria começado a tocar sua perna durante as trocas de marcha. Segundo a investigação, os contatos teriam evoluído.
O caso passou a ser investigado pelo Departamento de Grupos Vulneráveis (DPGV) da Polícia Civil.

Motorista continuava transportando crianças
Durante o atendimento da ocorrência, os policiais constataram que o suspeito continuava trabalhando normalmente no transporte escolar.
Segundo a Polícia Civil, ele transportava aproximadamente 14 crianças diariamente.
A informação teve peso na decisão de solicitar a prisão preventiva, diante da possibilidade de que o investigado permanecesse em contato com outras crianças enquanto a investigação estivesse em andamento.
A Polícia Civil acionou o plantão judicial durante a madrugada e solicitou a prisão preventiva do motorista. O pedido foi aceito pela Justiça.
Investigação descobriu condenação anterior
Durante a consulta aos sistemas policiais, os investigadores identificaram que o motorista já havia sido condenado, em primeira instância, a uma pena superior a 25 anos de prisão por estupro de vulnerável.
O processo anterior teria sido iniciado a partir de uma investigação realizada em 2020.
A condenação, no entanto, ainda não é definitiva, pois existe possibilidade de recurso.
A Polícia Civil também busca informações sobre o processo anterior para verificar as circunstâncias do caso e avaliar possíveis conexões com a investigação atual.

Suspeito não prestou depoimento
Segundo a Polícia Civil, o motorista não prestou depoimento formal após a prisão.
Até a atualização divulgada pela reportagem, ele também não havia constituído advogado para acompanhá-lo no procedimento.
De maneira informal, o homem teria negado a acusação.
Como se trata de uma investigação em andamento, a suspeita ainda será apurada pelas autoridades, e a responsabilidade criminal dependerá da produção de provas e das decisões judiciais ao longo do processo.
Prisão preventiva foi determinada pela Justiça
A Polícia Civil considerou necessário solicitar a prisão preventiva principalmente diante da possibilidade de o investigado continuar tendo contato com crianças enquanto estivesse em liberdade.
O pedido foi encaminhado ao plantão da Justiça e aceito.
A medida é cautelar e não representa uma condenação pelo novo caso. O motorista deverá passar por audiência de custódia, procedimento no qual a Justiça avaliará as circunstâncias da prisão.
A investigação continua sob responsabilidade do Departamento de Grupos Vulneráveis da Polícia Civil.

Caso chama atenção para transporte escolar
O episódio também levanta preocupação sobre os mecanismos de segurança relacionados ao transporte escolar de crianças.
No caso investigado em Viamão, o suspeito tinha contato diário com aproximadamente 14 crianças em razão da atividade profissional.
A descoberta de uma condenação anterior durante a investigação deverá ser analisada pelas autoridades para esclarecer quais eram as condições em que o motorista continuava exercendo a atividade e se havia informações anteriores que poderiam ter impedido sua atuação no transporte de menores.
Essas circunstâncias ainda dependem de apuração.
Polícia continua investigando
A Polícia Civil deverá ouvir pessoas relacionadas ao caso, analisar informações fornecidas pela família e reunir outros elementos que possam esclarecer o que ocorreu durante os trajetos realizados pela van escolar.
A investigação também deverá verificar se existem outras possíveis vítimas ou relatos envolvendo o motorista, diante do contato diário que ele mantinha com crianças.
Até o momento, a Polícia Civil confirmou a investigação relacionada à criança de 10 anos e a existência da condenação anterior.
O caso permanece sob investigação, e o suspeito é considerado investigado, não condenado pelo novo episódio.
O que se sabe até agora
- Local: Viamão, Região Metropolitana de Porto Alegre;
- Data da prisão: quarta-feira (26);
- Suspeito: homem de 47 anos;
- Profissão: motorista de van escolar;
- Vítima: criança de 10 anos;
- Denúncia: registrada pela mãe da criança;
- Investigação: Departamento de Grupos Vulneráveis da Polícia Civil;
- Crianças transportadas: cerca de 14 por dia;
- Antecedente: condenação em primeira instância superior a 25 anos por estupro de vulnerável;
- Situação atual: prisão preventiva;
- Próximo passo: audiência de custódia;
- Investigação: segue em andamento.
A Polícia Civil continua apurando o caso para esclarecer as circunstâncias da denúncia e verificar se existem outros elementos relacionados à atuação do motorista no transporte escolar.










