Motoristas terão novo reajuste de 4,64% a partir de segunda-feira (24); tarifa para carros passa de R$ 6,60 para R$ 6,90.
Quem utiliza a Freeway, a BR-101 e a BR-386 no Rio Grande do Sul terá um novo aumento no custo das viagens a partir da próxima segunda-feira (24). As tarifas das sete praças de pedágio administradas pela Motiva ViaSul serão reajustadas em 4,64%, conforme autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Para veículos de passeio, a cobrança passará de R$ 6,60 para R$ 6,90. O reajuste ocorre apenas dois meses depois do aumento aplicado em junho, quando a tarifa havia subido de R$ 5,50 para R$ 6,60.
Na prática, o motorista que utiliza frequentemente essas rodovias passa a enfrentar uma nova pressão sobre o orçamento. Em apenas dois meses, o valor da tarifa para carros acumulou um aumento de R$ 1,40 por praça, saindo de R$ 5,50 em junho e chegando aos R$ 6,90 previstos para a próxima semana.
Quanto vai custar o pedágio
O reajuste atinge diferentes categorias de veículos.
Para carros, a tarifa passa para R$ 6,90. Caminhões com dois eixos terão cobrança de R$ 13,80, contra os atuais R$ 13,20. Para motocicletas, o valor sobe de R$ 3,30 para R$ 3,45.
O novo valor será aplicado nas sete praças integrantes do sistema concedido à Motiva ViaSul nas rodovias federais gaúchas.
Por que o pedágio aumentou novamente?
O segundo reajuste está relacionado ao processo de atualização tarifária previsto no contrato de concessão.
A tarifa havia permanecido sem alteração durante dois anos e passou por uma primeira atualização em junho de 2026. Na ocasião, o reajuste considerou a inflação acumulada e outros componentes previstos no contrato.
Agora, o novo aumento considera o período de atualização seguinte. Dos R$ 0,30 acrescentados à tarifa, R$ 0,11 correspondem à inflação e R$ 0,19 estão relacionados ao atraso na aplicação do reajuste.
A ANTT é responsável por analisar e autorizar os reajustes tarifários dentro das regras estabelecidas para as concessões federais. A regulamentação prevê atualizações periódicas das tarifas com base, entre outros fatores, na variação do IPCA.
Aumento pesa para quem utiliza a estrada diariamente
O impacto é maior para motoristas que utilizam as rodovias com frequência.
Um trabalhador que passa diariamente por uma praça de pedágio, por exemplo, terá um custo maior mesmo sem alteração na distância percorrida. Para empresas de transporte, o efeito pode ser ainda mais significativo, já que veículos comerciais pagam valores proporcionais ao número de eixos.
Esse custo também pode acabar incorporado às despesas de logística e transporte de mercadorias, afetando indiretamente outros setores da economia.
No caso do transporte de cargas, o aumento de cada passagem pode parecer pequeno isoladamente, mas a repetição ao longo de centenas ou milhares de viagens transforma a tarifa em uma despesa relevante para as empresas.
O reajuste acontece após aumento de 20%
O novo aumento chama atenção porque ocorre pouco tempo depois de uma elevação considerada expressiva.
Em junho, as tarifas das rodovias administradas pela ViaSul haviam subido 20%, passando de R$ 5,50 para R$ 6,60 para veículos de passeio. A alteração ocorreu depois de mais de dois anos sem reajuste.
A combinação dos dois aumentos faz com que o motorista tenha uma diferença de R$ 1,40 por passagem em relação ao valor que vigorava antes do reajuste de junho.
E quando haverá outro aumento?
Com a atualização prevista para agosto de 2026, a tarifa entra novamente no ciclo regular de reajustes.
Segundo as informações divulgadas pela GZH, a próxima alteração deverá ocorrer somente em agosto de 2027, caso não haja alguma revisão extraordinária ou outro mecanismo previsto no contrato de concessão.
Para quem utiliza a Freeway e as BRs 101 e 386 com frequência, portanto, o novo valor passa a fazer parte do custo regular de deslocamento a partir da madrugada de segunda-feira.
O impacto no bolso
A discussão sobre pedágios no Rio Grande do Sul vai além do preço cobrado na cabine.
O usuário paga pela utilização de uma rodovia concedida e, em contrapartida, espera serviços de manutenção, atendimento ao usuário, segurança, conservação e execução das obras previstas no contrato.
Por isso, cada reajuste também aumenta a cobrança sobre a qualidade do serviço entregue pelas concessionárias.
O debate sobre o modelo de concessão das rodovias federais no Estado permanece aberto, especialmente diante dos investimentos previstos, das obras de duplicação e das necessidades de infraestrutura reveladas pelos eventos climáticos que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos anos.
Para o motorista, entretanto, a mudança imediata é objetiva: a partir de segunda-feira, viajar pelas principais rodovias federais concedidas do Estado ficará novamente mais caro.










