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Peixaria é interditada no Mercado Público

Fiscalização encontrou peixes sem procedência, problemas de refrigeração, balanças sem aferição e condições inadequadas de higiene no estabelecimento

Uma peixaria localizada no Mercado Público de Porto Alegre foi interditada e autuada após uma fiscalização identificar uma série de irregularidades relacionadas às condições de higiene, armazenamento e procedência dos produtos comercializados.

A fiscalização foi realizada em uma ação conjunta do Procon Porto Alegre e da Vigilância em Saúde. Entre os problemas encontrados estavam pescados sem procedência comprovada, acondicionamento e refrigeração inadequados, balanças sem aferição e condições consideradas inadequadas de limpeza.

Também foram identificados esgoto aberto no chão do estabelecimento, além de sujeira em utensílios, piso e paredes.

Fiscalização encontrou diversas irregularidades

A inspeção apontou problemas em diferentes áreas do estabelecimento. Não se tratava, portanto, de uma única irregularidade isolada.

Entre as situações identificadas estavam:

  • peixes sem comprovação de procedência;
  • produtos armazenados de maneira inadequada;
  • problemas na refrigeração dos pescados;
  • balanças sem aferição do Inmetro;
  • esgoto aberto no piso;
  • utensílios em condições inadequadas de limpeza;
  • sujeira no chão e nas paredes.

A combinação das irregularidades levou à decisão pela interdição do estabelecimento.

Produtos sem procedência preocupam fiscalização

A ausência de comprovação da procedência dos pescados é uma das irregularidades consideradas relevantes em uma fiscalização de alimentos.

A identificação da origem permite acompanhar a cadeia de comercialização dos produtos e verificar se os alimentos atendem às exigências sanitárias.

No caso da peixaria fiscalizada, foram encontrados pescados cuja procedência não estava devidamente comprovada.

Além disso, a fiscalização identificou problemas no acondicionamento e na conservação dos produtos.

Refrigeração dos pescados também foi questionada

Outro problema encontrado foi relacionado à refrigeração dos alimentos.

Pescados são produtos perecíveis e precisam ser mantidos em condições adequadas de conservação durante armazenamento e comercialização.

Quando a temperatura de conservação não é adequada, aumenta o risco de deterioração dos alimentos e de problemas relacionados à segurança sanitária.

A fiscalização considerou as condições encontradas no estabelecimento incompatíveis com o funcionamento regular da peixaria.

Esgoto estava aberto no chão

Um dos pontos identificados durante a vistoria foi a existência de um ponto de esgoto aberto no piso da peixaria.

A situação foi registrada juntamente com as demais condições inadequadas de higiene.

Em um estabelecimento que manipula e comercializa alimentos, questões relacionadas a piso, paredes, utensílios, instalações hidráulicas e limpeza fazem parte das condições sanitárias avaliadas pelos órgãos de fiscalização.

Balanças estavam sem aferição

As equipes também encontraram balanças sem aferição do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

O equipamento é utilizado para determinar o peso dos produtos vendidos ao consumidor.

A fiscalização estabeleceu prazo de 10 dias para que a situação das balanças seja regularizada.

A medida está relacionada à proteção do consumidor, já que equipamentos de pesagem utilizados no comércio precisam apresentar medições confiáveis.

Estabelecimento continuará interditado

A interdição não é, neste momento, uma determinação definitiva de encerramento da atividade.

O estabelecimento deverá permanecer fechado até comprovar a regularização das condições de higiene apontadas durante a fiscalização.

Além da regularização sanitária, existe o prazo específico de 10 dias relacionado às balanças.

Depois das adequações, os órgãos responsáveis poderão realizar nova fiscalização para verificar se as determinações foram cumpridas.

Somente após a regularização e a liberação correspondente o estabelecimento poderá retomar suas atividades.

Qual peixaria foi interditada?

O estabelecimento foi identificado como Peixaria Collar, localizada no Mercado Público de Porto Alegre.

O nome, porém, não havia sido divulgado pelos órgãos municipais na informação inicial sobre a fiscalização. A identificação foi posteriormente confirmada por apuração jornalística e também consta em registros relacionados aos estabelecimentos do Mercado Público.

O MPV registra essa diferença para não atribuir ao poder público uma informação que não tenha sido oficialmente divulgada por ele.

Mercado Público continua funcionando

A interdição é específica para a peixaria fiscalizada.

Isso significa que a medida não representa o fechamento do Mercado Público de Porto Alegre.

Os demais estabelecimentos continuam com suas atividades conforme as condições e horários de funcionamento de cada operação.

O Mercado Público reúne diferentes permissionários e estabelecimentos comerciais, entre restaurantes, lojas, bancas, açougues, peixarias e outros negócios.

Portanto, quem pretende visitar o local não deve interpretar a ocorrência como uma interdição geral do prédio.

Procon afirma que objetivo é proteger consumidores

O diretor do Procon Porto Alegre, Wambert Di Lorenzo, afirmou que a fiscalização teve como objetivo proteger a saúde e a integridade dos consumidores.

A atuação conjunta reúne a fiscalização das relações de consumo e a avaliação das condições sanitárias dos alimentos e do estabelecimento.

Esse tipo de operação permite que irregularidades relacionadas tanto à venda dos produtos quanto às condições de armazenamento e higiene sejam verificadas no mesmo procedimento.

Estabelecimento poderá apresentar defesa

A autuação administrativa não representa, por si só, uma condenação definitiva do estabelecimento.

A empresa poderá cumprir as determinações, apresentar sua defesa dentro dos procedimentos administrativos aplicáveis e buscar a regularização das condições apontadas durante a fiscalização.

A situação do estabelecimento será definida conforme o andamento do procedimento administrativo e as próximas inspeções.

Até a regularização, entretanto, a atividade permanece interditada.

O que acontece agora

A prioridade é corrigir as irregularidades encontradas durante a fiscalização.

O estabelecimento deverá adequar as condições de higiene, solucionar os problemas identificados nas instalações e garantir que os produtos sejam armazenados e refrigerados de maneira adequada.

Também deverá regularizar as balanças dentro do prazo estabelecido.

Após as correções, uma nova fiscalização poderá verificar as condições do estabelecimento.

Se as exigências forem cumpridas, a atividade poderá ser liberada conforme os procedimentos administrativos dos órgãos responsáveis.

O que o consumidor deve observar ao comprar pescado

A ocorrência também reforça alguns cuidados que podem ser observados pelos consumidores ao comprar pescados.

É importante verificar as condições de conservação dos produtos, a higiene do estabelecimento e a identificação da origem dos alimentos.

Em caso de suspeita de alimento mal acondicionado, sem procedência ou em condições inadequadas, o consumidor pode registrar uma denúncia junto aos canais oficiais de fiscalização.

Em Porto Alegre, a Vigilância em Saúde recebe denúncias relacionadas a alimentos mal acondicionados, sem procedência ou comercializados em condições inadequadas.

Interdição não significa que todo o Mercado Público esteja irregular

A fiscalização atingiu um estabelecimento específico.

Não é correto concluir, a partir da interdição da peixaria, que todos os comerciantes ou todas as peixarias do Mercado Público apresentem as mesmas irregularidades.

Cada estabelecimento responde individualmente pelas condições de funcionamento, higiene, armazenamento e comercialização dos produtos.

A fiscalização poderá realizar novas ações sempre que houver denúncias, indícios de irregularidades ou operações programadas.

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