O governo do Rio Grande do Sul reajustou para R$ 445,19 mensais o vale-refeição dos servidores públicos ativos do Poder Executivo estadual. O novo valor passou a valer em outubro de 2026 e dá continuidade à política de atualização do benefício adotada desde 2023.
A medida foi anunciada pelo governo estadual e representa um aumento em relação aos R$ 426,92 pagos anteriormente. A atualização busca recompor o poder de compra do auxílio utilizado pelos trabalhadores para custear despesas com alimentação.
Segundo o Palácio Piratini, a política de valorização do benefício pretende reconhecer a importância dos servidores que atuam diariamente na prestação de serviços públicos à população gaúcha.
O reajuste abrange servidores ativos da administração direta e indireta do Executivo estadual, conforme as regras aplicáveis ao auxílio-refeição.
Veja como o vale-refeição evoluiu nos últimos anos
O benefício passou por uma sequência de reajustes desde a reformulação aprovada em 2023. Naquele ano, o valor foi unificado e elevado para R$ 366,60 mensais. Em 2024, passou para R$ 400 e, em 2025, chegou a R$ 426,92.
Com a atualização de outubro de 2026, o auxílio alcançou R$ 445,19 mensais.
Confira a evolução:
- 2023: R$ 366,60;
- 2024: R$ 400,00;
- 2025: R$ 426,92;
- 2026: R$ 445,19.
Entre 2025 e 2026, o aumento foi de R$ 18,27 por mês, equivalente a aproximadamente 4,28%.
Considerando o valor de R$ 366,60 estabelecido em 2023, o benefício acumula um aumento nominal de R$ 78,59, cerca de 21,4%, até outubro de 2026. Essa comparação considera os valores pagos, sem descontar a inflação acumulada no período.

Mudança de 2023 ampliou o acesso ao benefício
A política de atualização do vale-refeição começou com a aprovação, pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, do Projeto de Lei nº 467/2023, encaminhado pelo Poder Executivo.
Antes da reformulação, o auxílio apresentava valores diferentes entre categorias profissionais, exigia coparticipação dos servidores e não era pago a todos os trabalhadores estaduais.
Com a mudança, o benefício passou a ter valor unificado e deixou de exigir a participação financeira de 6% dos servidores.
O governo também ampliou a cobertura para alcançar todos os servidores ativos da administração direta e indireta do Executivo estadual que se enquadram nas regras do auxílio.
Antes da alteração, aproximadamente 8% dos servidores estaduais não recebiam o benefício. A ampliação incluiu categorias que historicamente estavam fora da política de pagamento, como procuradores, delegados, oficiais da Brigada Militar e profissionais de diferentes áreas técnicas do Estado.
Entre os grupos incorporados estavam analistas de planejamento e orçamento, analistas de políticas públicas e gestão governamental, além de servidores de nível superior da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e de secretarias estaduais.
Quem recebe o vale-refeição?
O benefício é destinado aos servidores ativos do Poder Executivo estadual que atendem aos critérios estabelecidos na legislação.
A política contempla trabalhadores da administração direta, das autarquias e militares estaduais ativos, incluindo temporários, conforme as disposições legais aplicáveis.
O reajuste anunciado não significa que o valor seja automaticamente pago a todos os agentes públicos do Rio Grande do Sul. Servidores de outros Poderes, como Legislativo e Judiciário, possuem regras próprias de remuneração e benefícios.
A aplicação também depende do enquadramento funcional e das normas específicas do auxílio-refeição.

Qual é o impacto para o orçamento estadual?
A atualização do benefício gera despesas adicionais para os cofres públicos, pois o Estado precisa financiar o pagamento mensal a todos os servidores abrangidos pela medida.
Em reajuste anterior, o governo estadual estimou impacto financeiro de R$ 55,9 milhões até o final de 2026 para a atualização prevista para outubro daquele ano. Esse valor corresponde à estimativa divulgada anteriormente e não deve ser interpretado como o custo total acumulado de todos os reajustes realizados desde 2023.
A avaliação do impacto orçamentário considera o número de beneficiários, o valor individual do auxílio e o período de pagamento.
O governo afirma que a atualização busca preservar o poder de compra do benefício e manter uma política de valorização dos trabalhadores estaduais.
O que muda para os servidores?
Com o novo valor, os servidores ativos abrangidos pela medida passam a contar com R$ 445,19 mensais para despesas com alimentação, conforme as regras do auxílio-refeição.
O reajuste representa um acréscimo de R$ 18,27 em relação ao valor anterior. Embora seja um aumento nominal, seu efeito sobre o poder de compra depende da evolução dos preços dos alimentos e das demais despesas das famílias.
A medida mantém a trajetória de atualização do benefício iniciada em 2023, quando o governo unificou os valores, eliminou a coparticipação e ampliou o número de servidores contemplados.
O vale-refeição é uma parcela complementar da política remuneratória e não substitui o salário-base nem representa, por si só, um reajuste geral dos vencimentos dos servidores estaduais.










