Defesa Civil contabiliza 174 ocorrências desde 18 de setembro; temporais provocaram danos em moradias, escolas, unidades de saúde e infraestrutura.
O Rio Grande do Sul enfrenta uma sequência de eventos climáticos severos que, desde 18 de setembro, já afetaram 168 municípios. Conforme o boletim mais recente divulgado pela Defesa Civil Estadual, foram registradas 174 ocorrências, envolvendo vendavais, chuvas intensas, enxurradas, granizo, inundações, alagamentos e deslizamentos.
Do total de municípios atingidos, 156 registraram danos humanos ou materiais. Os números ainda são preliminares e podem ser atualizados à medida que as equipes municipais encaminham novas informações e os dados passam pelo processo de validação da Defesa Civil.
Mais de 607 mil pessoas foram afetadas
O balanço aponta que 607.079 pessoas foram afetadas pelos eventos climáticos registrados no Estado. Entre elas, 790 pessoas estão desabrigadas, enquanto 4.559 estão desalojadas. Também há uma pessoa desaparecida.
Os impactos não ficaram restritos às áreas residenciais. O levantamento registra 30 casas destruídas, 871 danificadas, 3.186 destelhadas e 933 alagadas.
A estrutura pública também sofreu consequências. Foram contabilizados danos em 58 estabelecimentos de ensino, 30 estabelecimentos de saúde e 33 outros prédios públicos, além de 110 outros estabelecimentos atingidos.

Pelotas concentra maior número de pessoas afetadas
Entre os municípios atingidos, Pelotas aparece com o maior número de pessoas afetadas, com 336.151 registros. O município foi fortemente impactado pelo evento climático ocorrido nos últimos dias.
Na sequência aparecem Santa Vitória do Palmar, com aproximadamente 30 mil pessoas afetadas, e Capão do Leão, com 27.049. Os números representam os registros apresentados no boletim da Defesa Civil e podem sofrer alterações durante a atualização dos dados.
Capão do Leão teve centenas de danos materiais
O levantamento também detalha os municípios com maior quantidade de danos materiais registrados. Capão do Leão contabilizou 929 ocorrências de danos, incluindo seis casas destruídas, 20 danificadas, uma casa destelhada, danos em estabelecimento de saúde e uma escola, além de aproximadamente 200 quedas de árvores e 700 registros envolvendo postes ou trechos de fiação.
Em São José do Norte, foram contabilizados 775 danos materiais, entre eles 15 casas destruídas, 30 danificadas, 655 destelhadas, quedas de árvores, problemas na rede elétrica e vias locais obstruídas.
Já Guaporé registrou 658 danos, incluindo centenas de imóveis alagados, além de prejuízos em escolas, unidades de saúde, estabelecimentos públicos e obras de infraestrutura.

Quatro mortes foram confirmadas
Os temporais também provocaram mortes no Estado. Até a atualização do boletim, quatro óbitos haviam sido confirmados.
Três mortes ocorreram em Caxias do Sul, em episódios relacionados à forte correnteza do rio São Marcos e às condições provocadas pelas chuvas. Entre as vítimas estão uma adolescente de 14 anos, um menino de 4 anos e um homem de 46 anos.
As equipes de resgate também seguem procurando Elaine Nunes, mãe das duas crianças, que permanece desaparecida após o veículo em que estava ser arrastado pela correnteza.
A quarta morte ocorreu em Pelotas, onde um motociclista morreu após sofrer uma queda durante o temporal.
Defesa Civil mantém alerta e pede atenção da população
Com a continuidade dos impactos provocados pelas chuvas, a Defesa Civil orienta a população a acompanhar os comunicados oficiais e evitar áreas de risco.
Em situações envolvendo alagamentos, enxurradas, deslizamentos ou queda de árvores e estruturas, a recomendação é procurar um local seguro e não tentar atravessar áreas inundadas.
O cenário permanece em acompanhamento pelas equipes estaduais e municipais. Como os números são preliminares, novos danos, ocorrências e alterações nos registros podem ser incorporados aos próximos boletins.










