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Tia relata agressão antes da morte de menina

Companheiro da tia teria admitido ter batido na criança de 4 anos; Polícia Civil aguarda laudos para saber se agressão teve relação com a morte.

A Polícia Civil investiga a morte de uma menina de 4 anos em Porto Alegre após o depoimento da tia materna apontar que o companheiro dela teria agredido a criança horas antes da morte. O caso aconteceu na Zona Norte da Capital e permanece sem causa da morte oficialmente definida.

A criança foi levada já sem vida à UPA Bom Jesus, na madrugada de segunda-feira (17). A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e aguarda os laudos periciais para determinar o que provocou a morte e se as lesões encontradas no corpo têm relação com o óbito.

O homem apontado no depoimento como autor da agressão deixou a UPA quando percebeu a chegada de uma viatura da Brigada Militar. Até o momento, porém, ele não é considerado foragido, pois não existe mandado de prisão contra ele. A delegada responsável pelo caso afirma que ainda não há elementos suficientes para solicitar a prisão.

Tia relata que homem admitiu agressão

Segundo o depoimento da tia, o companheiro dela, com quem mantinha relacionamento havia três anos, teria admitido que bateu na menina no domingo (16), dia anterior à morte.

De acordo com o relato, a mulher estava trabalhando enquanto o companheiro cuidava da criança. Ao chegar em casa, encontrou a menina tomando banho e percebeu um hematoma nas nádegas.

A tia teria questionado o companheiro sobre o ferimento. Conforme o depoimento, ele admitiu ter batido na criança depois que ela teria feito cocô nas calças.

A revelação teria provocado uma discussão entre o casal.

Criança passou mal durante discussão

Ainda segundo o depoimento apresentado à polícia, durante a discussão a tia passou pelo quarto e encontrou a menina espumando pela boca e convulsionando.

O casal teria pedido ajuda a vizinhos e levado a criança à UPA Bom Jesus. Ela chegou à unidade de saúde já sem vida.

A Polícia Civil ainda não estabeleceu uma relação direta entre a agressão relatada e a morte.

A delegada Alice Fernandes, responsável pela investigação, informou que a causa do óbito ainda não está confirmada e que os exames periciais serão fundamentais para esclarecer a sequência dos acontecimentos.

Polícia encontrou outros sinais de lesão

Além do hematoma nas nádegas, a menina apresentava um roxo no rosto.

Conforme o depoimento da tia, essa lesão teria surgido alguns dias antes. O companheiro teria afirmado que a criança havia se machucado ao cair enquanto brincava.

A mulher disse à polícia que não desconfiou inicialmente da explicação porque considerava a menina muito ativa e brincalhona.

A existência das lesões reforça a necessidade dos exames periciais para determinar a natureza dos ferimentos e estabelecer se houve relação entre eles e a morte.

Homem deixou a UPA e ainda não foi preso

A Brigada Militar informou que o companheiro da tia saiu da UPA quando percebeu a aproximação de uma viatura policial.

Desde então, ele não foi localizado.

Apesar disso, a Polícia Civil esclarece que não existe, até o momento, mandado de prisão contra o homem. Ele é considerado uma testemunha essencial para a investigação e foi chamado para prestar depoimento.

A decisão de não pedir a prisão está relacionada ao estágio atual da investigação. Segundo a delegada, ainda não há confirmação sobre a causa da morte nem elementos suficientes para afirmar que a agressão provocou o óbito.

Criança estava sob os cuidados da tia desde julho

A menina já havia passado por diferentes núcleos familiares antes de ficar sob os cuidados da tia.

Segundo informações da investigação, ela havia morado anteriormente com os avós, uma amiga da mãe e o pai.

Após o fim do relacionamento da mãe no início de julho, a situação familiar mudou. A mãe passou a morar com uma amiga que não poderia receber as duas filhas. A filha mais velha foi morar com o pai, enquanto a menina de 4 anos passou inicialmente por outra amiga da mãe e posteriormente foi para a casa da tia materna.

A Defensoria Pública confirmou que a tia chegou a procurar o órgão para regularizar a situação da guarda da criança, mas o procedimento não foi concluído.

Investigação ainda precisa esclarecer a causa da morte

Neste momento, a principal questão para a Polícia Civil é determinar como a menina morreu.

A existência de sinais de violência e o relato sobre uma agressão horas antes da morte são elementos investigados, mas ainda não permitem afirmar que a agressão provocou o óbito.

Os laudos periciais deverão indicar a causa da morte e ajudar a esclarecer a origem e a gravidade das lesões.

A investigação também deverá analisar os depoimentos da tia, da mãe e de outras testemunhas, além das informações médicas e dos exames realizados no corpo da criança.

O que já está confirmado

  • A vítima tinha 4 anos.
  • A criança morreu em Porto Alegre.
  • Ela foi levada à UPA Bom Jesus já sem vida.
  • A Polícia Civil investiga o caso.
  • A tia relatou que o companheiro teria admitido uma agressão.
  • A menina apresentava sinais de lesão.
  • O homem deixou a UPA e ainda não foi localizado.
  • Não há mandado de prisão contra ele até o momento.
  • A causa da morte ainda não foi oficialmente esclarecida.
  • A Polícia Civil aguarda os laudos periciais.
  • A investigação ainda não confirmou que a agressão provocou a morte.

Caso segue sob investigação

A Polícia Civil continua realizando diligências para reconstruir os últimos momentos da criança e esclarecer as circunstâncias da morte.

A investigação deverá determinar se as lesões foram provocadas por agressões, quando ocorreram e se possuem relação direta com o óbito.

Até que os laudos sejam concluídos, não é possível afirmar que o homem apontado no depoimento da tia tenha causado a morte da menina. Essa distinção é fundamental, já que a própria investigação ainda não estabeleceu a causa do óbito.

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