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Zucco anuncia novos nomes para o governo do RS

Governador eleito do Rio Grande do Sul confirmou nomes para Defesa Civil, Infraestrutura, Procuradoria-Geral e Projetos Estratégicos; deputado Guilherme Pasin fará a articulação política com os parlamentares.

O governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), anunciou nesta quinta-feira (29) novos integrantes da equipe que assumirá o comando do Estado em janeiro de 2027. A apresentação ocorreu durante uma entrevista coletiva no Instituto Caldeira, na Zona Norte de Porto Alegre, e incluiu quatro nomes para áreas estratégicas da administração estadual, além da definição do futuro líder do governo na Assembleia Legislativa.

Foram confirmados o deputado estadual Capitão Martim para a Secretaria de Proteção e Defesa Civil; o general Rogério Siqueira para Obras, Logística e Infraestrutura; o procurador Rafael Orozco para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE); e o senador Luis Carlos Heinze para a área de Gestão de Projetos Estratégicos. O deputado estadual Guilherme Pasin (Progressistas) será o responsável pela liderança do governo no Parlamento gaúcho.

Os anúncios integram o processo de organização da futura gestão, que deverá revisar a estrutura administrativa, reunir áreas com atribuições semelhantes e reduzir o número de secretarias estaduais.

Quem são os novos integrantes do governo Zucco

Capitão Martim comandará a Defesa Civil

O deputado estadual Martim Todesco Adreani, conhecido como Capitão Martim, foi escolhido para assumir a Secretaria de Proteção e Defesa Civil. Integrante do Republicanos, ele foi reeleito para a Assembleia Legislativa nas eleições de 2026 e tem atuação política relacionada à prevenção de desastres e à proteção da população em situações de emergência.

Oficial da reserva da Marinha, Martim possui experiência em operações de busca e salvamento, missões humanitárias e gestão de riscos. Também presidiu a Frente Parlamentar de Proteção e Defesa Civil da Assembleia Legislativa.

Entre as prioridades apontadas para a área está o fortalecimento do sistema estadual de proteção, com ampliação da capacidade de prevenção e resposta a eventos extremos.

A escolha ocorre em um contexto de atenção permanente à segurança de comunidades vulneráveis a enchentes, alagamentos, deslizamentos e outros fenômenos climáticos. O Rio Grande do Sul enfrentou graves consequências das enchentes de 2024, que reforçaram a necessidade de planejamento, sistemas de alerta e integração entre Estado e municípios.

O atual responsável pela Defesa Civil estadual, coronel Luciano Boeira, deverá permanecer na estrutura como secretário-adjunto.

General Rogério Siqueira ficará à frente da infraestrutura

Para a Secretaria de Obras, Logística e Infraestrutura, Zucco anunciou o general de divisão Rogério Siqueira, integrante da engenharia militar do Exército Brasileiro.

O futuro secretário tem experiência na coordenação de grandes projetos de infraestrutura. Entre os trabalhos de sua trajetória está a gestão de obras de duplicação da BR-116 no trecho entre Guaíba e Tapes, no Rio Grande do Sul.

Sua atuação também inclui projetos rodoviários, ferroviários e aeroportuários, além de participação em iniciativas de infraestrutura em outras regiões do país.

A pasta terá responsabilidade sobre uma área importante para o desenvolvimento econômico gaúcho. A conservação de estradas, a melhoria da logística e o planejamento de investimentos são fatores que influenciam o transporte de mercadorias, o deslocamento de pessoas e a competitividade das empresas.

A futura administração ainda deverá detalhar a estrutura da secretaria e a distribuição das atribuições que serão reunidas sob o novo modelo administrativo.

Rafael Orozco assumirá a Procuradoria-Geral do Estado

O procurador Rafael Orozco foi anunciado para comandar a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), órgão responsável pela representação judicial e pela consultoria jurídica do governo estadual.

Servidor da carreira desde 2000, Orozco acumula aproximadamente 26 anos de experiência na advocacia pública. É graduado e pós-graduado em Direito, com formação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Sua trajetória inclui atuação em negociações tributárias, recuperação de créditos públicos e iniciativas relacionadas à regularidade fiscal de empresas. Também exerceu funções de coordenação dentro da estrutura da Procuradoria.

A PGE tem papel relevante na avaliação jurídica de políticas públicas, na defesa dos interesses do Estado em processos judiciais e na orientação dos órgãos da administração.

A escolha de um profissional de carreira para o comando do órgão indica a intenção de aproveitar a experiência acumulada na estrutura jurídica estadual. Os resultados da futura gestão dependerão, entre outros fatores, da capacidade de prevenir litígios, recuperar créditos e garantir segurança jurídica às decisões administrativas.

Luis Carlos Heinze coordenará projetos estratégicos

O senador Luis Carlos Heinze (Progressistas) integrará o futuro governo como responsável pela Gestão de Projetos Estratégicos. A função terá ligação direta com o gabinete do governador e deverá atuar na articulação de iniciativas consideradas prioritárias para o desenvolvimento do Estado.

Engenheiro agrônomo, Heinze foi prefeito de São Borja, deputado federal por cinco mandatos e senador pelo Rio Grande do Sul. Ao longo da carreira, manteve atuação ligada ao agronegócio, à infraestrutura e às demandas do setor produtivo.

A nova função foi apresentada como uma estrutura de articulação transversal, voltada a acompanhar projetos que dependem da atuação conjunta de diferentes órgãos e da interlocução com instituições públicas e privadas.

A proposta é ajudar a acelerar iniciativas consideradas relevantes para o Estado, incluindo projetos de logística e desenvolvimento econômico. A efetividade dessa estrutura dependerá da definição de suas competências, das prioridades estabelecidas pelo governo e dos mecanismos de acompanhamento dos resultados.

A escolha de Heinze também acrescenta à equipe um político com experiência no Congresso Nacional e interlocução com setores econômicos e lideranças de diferentes regiões gaúchas.

Guilherme Pasin será o líder do governo na Assembleia Legislativa

O deputado estadual Guilherme Pasin, do Progressistas, foi escolhido para exercer a liderança do governo na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Reeleito em 2026, Pasin recebeu 99.470 votos e foi o mais votado da bancada de seu partido. Antes de chegar ao Parlamento estadual, foi prefeito de Bento Gonçalves por dois mandatos e atuou em entidades ligadas à representação dos municípios.

O parlamentar também exerceu funções na Assembleia, incluindo a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável por analisar a constitucionalidade e a juridicidade de propostas legislativas.

A liderança do governo tem papel central na relação entre o Executivo e os deputados estaduais. Entre as atribuições estão apresentar e defender projetos do governo, negociar apoio parlamentar, acompanhar a tramitação de propostas e manter diálogo com as bancadas.

A escolha de Pasin indica que a futura administração pretende contar com um representante experiente na política estadual para conduzir a interlocução com o Legislativo.

Projetos relacionados à reorganização administrativa, ao orçamento e às prioridades de governo poderão exigir negociações com diferentes partidos. Nesse cenário, a liderança será importante para construir maiorias e buscar a aprovação das medidas encaminhadas pelo Executivo.

Cinco nomes já estão confirmados desde o anúncio anterior

Os novos anúncios se somam aos cinco integrantes apresentados por Zucco na terça-feira (27). Com as duas etapas, o governador eleito já confirmou nomes para áreas como Casa Civil, Agricultura, Educação, Cultura e Segurança Pública.

Confira os nomes anunciados anteriormente:

  • Leandro Sonne — Casa Civil: advogado e servidor de carreira do Estado, atua na coordenação da bancada do Republicanos na Assembleia Legislativa.
  • Paulo Herrmann — Agricultura e Desenvolvimento Rural: ex-presidente da John Deere no Brasil, possui cerca de 40 anos de experiência no setor agropecuário.
  • Roni Vieira — Educação: comandou a área educacional no Paraná, Estado que alcançou o primeiro lugar no último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) citado no anúncio.
  • Liliana Cardoso — Cultura: atual secretária municipal de Cultura de Porto Alegre, tem ligação com o tradicionalismo gaúcho.
  • Mauro Sinott — Segurança Pública: general da reserva do Exército, atuou como secretário-executivo da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, em 2018.

A composição anunciada reúne servidores de carreira, gestores com experiência no setor privado, políticos com mandato e profissionais com trajetória em estruturas públicas.

Zucco quer reduzir o número de secretarias

Uma das principais propostas administrativas apresentadas pelo governador eleito é a redução do número de secretarias estaduais. A intenção anunciada é trabalhar com uma estrutura entre 15 e 20 pastas, em comparação com as aproximadamente 30 existentes atualmente, conforme o levantamento divulgado durante a transição.

A reorganização poderá envolver fusões de órgãos, redistribuição de competências e revisão da estrutura administrativa. A intenção declarada é reduzir a fragmentação da gestão e melhorar a coordenação das políticas públicas.

A mudança, porém, dependerá da definição do organograma final e, quando necessário, da aprovação de medidas legais pela Assembleia Legislativa. A redução do número de secretarias, por si só, não garante diminuição proporcional das despesas: o resultado dependerá da reorganização de cargos, contratos, estruturas e atividades.

Zucco afirmou que pretende combinar capacidade técnica e articulação política na formação da equipe. A escolha dos titulares será um dos primeiros indicadores de como o novo governo pretende conduzir suas prioridades.

Quando começa o novo governo?

A posse de Luciano Zucco está prevista para janeiro de 2027. Até lá, a equipe de transição deverá avançar na definição das demais secretarias, na organização das estruturas administrativas e no planejamento das primeiras ações de governo.

O desafio será transformar os anúncios em uma estrutura funcional, com atribuições claras, metas verificáveis e coordenação entre as diferentes áreas.

Entre os temas que exigirão atenção estão a prevenção de desastres, a recuperação e modernização da infraestrutura, a situação fiscal do Estado, a melhoria dos serviços públicos e a articulação com os municípios.

A formação do secretariado continuará sendo acompanhada nos próximos meses, à medida que novos nomes e detalhes sobre a organização administrativa forem divulgados.

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