Em cerimônia de abertura das urnas eletrônicas para as Eleições 2026, Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul reforça que não há registro de fraude comprovada capaz de alterar resultados desde a implantação do voto eletrônico no Brasil
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) afirmou que o sistema eletrônico de votação brasileiro tem demonstrado segurança ao longo de três décadas de utilização e que não há registro de fraude comprovada capaz de alterar resultados eleitorais. A manifestação ocorreu durante a Cerimônia de Abertura da Urna Eletrônica, realizada nesta segunda-feira (3), em Porto Alegre, como parte da preparação para as Eleições Gerais de 2026.
O evento reuniu magistrados, servidores da Justiça Eleitoral, representantes de partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e demais instituições fiscalizadoras. Durante a cerimônia, foram apresentados os principais mecanismos de segurança utilizados nas urnas eletrônicas e as etapas de auditoria que antecedem o processo de votação.
Cerimônia permite verificar funcionamento das urnas
A abertura da urna eletrônica é uma das fases previstas no calendário eleitoral e tem como objetivo demonstrar, de forma pública e transparente, o funcionamento dos equipamentos que serão utilizados nas eleições.
Durante a atividade, técnicos da Justiça Eleitoral exibem o sistema operacional, os programas utilizados na votação, os mecanismos de proteção dos dados e os procedimentos adotados para garantir a integridade dos equipamentos.
Segundo o TRE-RS, todas essas etapas podem ser acompanhadas pelas entidades fiscalizadoras credenciadas, que têm acesso às informações previstas na legislação eleitoral.
Sistema possui diversas camadas de segurança
De acordo com a Justiça Eleitoral, a urna eletrônica utiliza diferentes mecanismos de proteção para impedir alterações indevidas no sistema.
Entre eles estão:
- Assinaturas digitais dos programas;
- Criptografia dos arquivos;
- Lacração dos sistemas em cerimônia pública;
- Testes públicos de segurança;
- Auditorias antes, durante e após a eleição;
- Emissão do Boletim de Urna ao final da votação.
Essas medidas são adotadas para assegurar que apenas os programas oficiais desenvolvidos pela Justiça Eleitoral sejam executados nos equipamentos utilizados durante o pleito.
Justiça Eleitoral reforça ausência de fraude comprovada
Durante a cerimônia, representantes do TRE-RS destacaram que, desde a implantação do voto eletrônico em âmbito nacional, não foi comprovada fraude que tenha alterado o resultado de eleições brasileiras.
O Tribunal ressaltou que o sistema passa continuamente por aperfeiçoamentos tecnológicos e avaliações técnicas, além de ser submetido periodicamente ao Teste Público de Segurança (TPS), que permite a especialistas tentar identificar vulnerabilidades antes de cada ciclo eleitoral. Eventuais falhas encontradas servem para o aprimoramento do sistema.
Fiscalização envolve diversas instituições
A Justiça Eleitoral destaca que o processo eleitoral brasileiro conta com mecanismos de fiscalização realizados por diferentes órgãos e entidades.
Entre os participantes estão:
- Ministério Público Eleitoral;
- Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
- Partidos políticos e federações;
- Polícia Federal;
- Congresso Nacional;
- Universidades;
- Especialistas convidados para os testes públicos.
Essas instituições acompanham diferentes etapas do processo eleitoral, desde o desenvolvimento dos sistemas até a apuração dos votos.
Combate à desinformação é prioridade
Outro tema abordado pelo TRE-RS foi o enfrentamento à desinformação relacionada ao processo eleitoral.
O Tribunal informou que mantém ações permanentes para esclarecer dúvidas da população e combater conteúdos falsos que possam comprometer a confiança nas eleições. A Justiça Eleitoral também disponibiliza canais oficiais para consulta de informações e para a verificação de conteúdos que circulam nas redes sociais e aplicativos de mensagens.
Preparação para as Eleições 2026 segue em andamento
A cerimônia integra o cronograma de preparação para as Eleições Gerais de 2026 no Rio Grande do Sul.
Nos próximos meses, a Justiça Eleitoral continuará realizando treinamentos com servidores, mesários e equipes técnicas, além da preparação das urnas eletrônicas que serão distribuídas aos locais de votação em todo o Estado.
Segundo o TRE-RS, essas etapas são essenciais para garantir a organização do pleito, a transparência do processo eleitoral e a segurança da votação eletrônica.
Confiança no processo eleitoral
Especialistas em direito eleitoral destacam que a credibilidade das eleições depende da combinação entre tecnologia, fiscalização institucional e transparência dos procedimentos.
Nesse contexto, a abertura pública das urnas eletrônicas e os mecanismos de auditoria adotados pela Justiça Eleitoral buscam ampliar o conhecimento da sociedade sobre o funcionamento do sistema e fortalecer a confiança no processo democrático.
Com a aproximação das Eleições 2026, o TRE-RS afirma que seguirá promovendo ações de esclarecimento e fiscalização para garantir que o processo eleitoral ocorra dentro dos princípios de segurança, legalidade e transparência.








