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Força-tarefa reconstrói torres derrubadas por ciclone

Mais de 90 profissionais atuam na recuperação da rede elétrica; 26 torres foram danificadas e trabalho deve permitir retomada do fornecimento em Santa Vitória do Palmar e Chuí

Uma força-tarefa formada pela CEEE Equatorial e pela AXIA Energia trabalha na reconstrução do sistema de transmissão de energia elétrica atingido pelo ciclone extratropical que passou pelo Rio Grande do Sul na última quinta-feira (6). A operação concentra esforços no extremo sul do Estado, onde estruturas da rede foram derrubadas pela força dos ventos.

Segundo as empresas, 26 torres de transmissão foram danificadas, sendo 24 pertencentes à AXIA Energia e duas à CEEE Equatorial. As estruturas fazem parte do sistema responsável por levar energia até a rede de distribuição que atende municípios como Santa Vitória do Palmar e Chuí.

A dimensão dos danos exigiu uma mobilização especial, com profissionais, equipamentos pesados e apoio aéreo. A expectativa informada pelas empresas é de que o fornecimento seja restabelecido até o final desta segunda-feira (10), embora o andamento dos trabalhos possa ser afetado pelas condições meteorológicas.

Mais de 90 profissionais participam da reconstrução

A operação envolve mais de 90 profissionais das duas empresas. As equipes atuam na reconstrução das torres de transmissão e na recuperação das estruturas afetadas pelo ciclone.

O trabalho ocorre em uma região que apresentou danos significativos durante a passagem do sistema meteorológico. Além da queda das torres, foram registrados problemas em diferentes pontos da infraestrutura elétrica.

Para o presidente da CEEE Equatorial no Rio Grande do Sul, Riberto José Barbanera, a dimensão dos estragos exigiu uma resposta coordenada para acelerar a recuperação do fornecimento.

A prioridade, segundo a companhia, é realizar os trabalhos com segurança enquanto as estruturas danificadas são substituídas e o sistema de transmissão é recomposto.

26 torres foram derrubadas pelo ciclone

O levantamento das empresas aponta que 24 torres pertencentes à AXIA Energia e duas da CEEE Equatorial foram derrubadas.

As estruturas atingidas são torres de transmissão de 138 kV, responsáveis por uma etapa fundamental do transporte de energia elétrica até a região mais ao sul do Estado.

A destruição de estruturas de transmissão possui impacto diferente de uma ocorrência localizada na rede de distribuição. Quando uma linha de transmissão é interrompida, a capacidade de levar energia para determinadas regiões pode ser comprometida, exigindo soluções emergenciais enquanto a infraestrutura principal é reconstruída.

No caso de Santa Vitória do Palmar e Chuí, a situação ganhou maior complexidade porque os municípios ficaram isolados do sistema de transmissão afetado pelo ciclone.

Geradores foram instalados para serviços essenciais

Enquanto a reconstrução das torres avança, a CEEE Equatorial mantém medidas emergenciais para reduzir os impactos à população.

Entre as ações está a disponibilização de geradores para serviços essenciais, conforme indicação das prefeituras. A estrutura emergencial atende locais como hospitais, unidades de saúde e sistemas de abastecimento de água.

A medida busca garantir a continuidade de serviços considerados prioritários durante o período de recuperação da rede.

Além disso, a distribuidora mantém um Plano de Contingência ampliado, com mais de 500 equipes mobilizadas em 34 dos 72 municípios de sua área de concessão que foram afetados pelo ciclone.

Helicóptero auxilia transporte de materiais

A logística utilizada para reconstruir as torres inclui equipamentos de grande porte e apoio aéreo.

Um helicóptero foi mobilizado para transportar materiais até pontos de difícil acesso, permitindo que as equipes avancem na reconstrução das estruturas de transmissão.

Também estão sendo utilizados caminhões e guindastes para movimentar e instalar os componentes necessários à reconstrução das torres.

A logística é especialmente importante em áreas onde o acesso terrestre é limitado ou onde os danos provocados pelo ciclone dificultaram a circulação de veículos e equipamentos.

Região foi atingida por vento forte e tornado

O ciclone extratropical provocou impactos em diversas regiões do Rio Grande do Sul na quinta-feira (6).

No Sul do Estado, o episódio meteorológico também esteve associado à ocorrência de um tornado entre Pedro Osório e Arroio Grande, conforme levantamentos divulgados após o evento.

A passagem do sistema provocou quedas de árvores, destelhamentos e danos à infraestrutura elétrica. O extremo sul gaúcho esteve entre as regiões que enfrentaram consequências mais significativas.

A derrubada das torres de transmissão tornou necessária uma operação de reconstrução que vai além dos reparos convencionais realizados na rede elétrica.

Trabalho deve avançar até segunda-feira

As equipes trabalham na reconstrução das estruturas com prioridade para a segurança dos profissionais e para a recuperação do fornecimento.

A expectativa divulgada pelas empresas é de que o serviço seja restabelecido até o final desta segunda-feira (10).

O prazo, entretanto, pode sofrer alterações caso as condições meteorológicas dificultem a execução dos trabalhos ou o acesso às áreas afetadas.

A recuperação do sistema depende da reconstrução das torres, da instalação dos equipamentos e da recomposição segura da transmissão de energia antes da retomada integral do fornecimento.

Recuperação acontece após um dos principais impactos do ciclone

A destruição das torres de transmissão representa um dos efeitos mais relevantes provocados pelo ciclone no extremo sul do Rio Grande do Sul.

Além de afetar diretamente o fornecimento de energia, os danos atingiram uma infraestrutura estratégica para o atendimento de municípios localizados na região.

A atuação conjunta da CEEE Equatorial e da AXIA Energia busca acelerar a reconstrução da rede e reduzir o período de dependência das medidas emergenciais.

Com dezenas de profissionais mobilizados, apoio aéreo, guindastes e estruturas provisórias para serviços essenciais, a operação deverá continuar até que o sistema de transmissão esteja novamente em condições de funcionamento.

A previsão é de conclusão dos trabalhos até segunda-feira, mas a evolução da recuperação dependerá das condições encontradas pelas equipes no local e do comportamento do tempo.

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