Home / Últimas Notícias / Porto Alegre e regiao / 757 toneladas são retiradas do Guaíba

757 toneladas são retiradas do Guaíba

Operação do DMLU começou em 25 de julho e mobilizou cerca de 100 garis; Zona Sul concentrou a maior parte do material recolhido.

Uma operação especial do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) retirou 757 toneladas de resíduos das margens do Guaíba, em Porto Alegre, após a sequência de temporais registrada em julho. O trabalho começou em 25 de julho e foi concluído na segunda-feira (17).

O material acumulado às margens do lago era formado principalmente por troncos, galhos e outros entulhos transportados pelo fluxo da água. A força-tarefa percorreu toda a extensão da Orla, entre o Centro Histórico e o Lami, no Extremo-Sul da Capital.

A quantidade retirada dá uma dimensão do impacto provocado pelas chuvas sobre a região. Além dos transtornos provocados durante os temporais, a elevação e o deslocamento da água deixaram resíduos que precisaram ser removidos posteriormente pelas equipes de limpeza urbana.

Zona Sul concentrou maior volume

A Zona Sul de Porto Alegre foi a região que concentrou a maior quantidade de resíduos durante a operação.

Segundo o DMLU, foram retiradas 533 toneladas somente nessa área, principalmente nos trechos da Orla próximos a Ipanema e Guarujá.

Na região central da Capital, as equipes recolheram outras 158 toneladas.

Já no Extremo-Sul, foram retiradas 66 toneladas.

A distribuição mostra que aproximadamente sete em cada dez toneladas recolhidas durante a operação estavam concentradas na Zona Sul.

Distribuição dos resíduos

RegiãoVolume recolhido
Zona Sul533 toneladas
Região Central158 toneladas
Extremo-Sul66 toneladas
Total757 toneladas

Os números são referentes à operação especial realizada pelo DMLU após os temporais de julho.

Cerca de 100 garis participaram da força-tarefa

A operação mobilizou aproximadamente 100 garis para a retirada dos materiais acumulados.

O trabalho foi realizado ao longo de diferentes pontos da Orla, de acordo com a quantidade de resíduos encontrada e com as condições de segurança.

As equipes precisaram aguardar o recuo da água para acessar determinadas áreas. O serviço foi executado somente em locais considerados secos e seguros para a atuação dos trabalhadores.

A estratégia também permitiu retirar materiais que estavam presos ou acumulados nas margens após serem transportados pela água.

Operação custou R$ 350 mil

A limpeza extraordinária teve um custo de aproximadamente R$ 350 mil.

O valor inclui a estrutura necessária para a mobilização das equipes e a remoção dos resíduos acumulados ao longo da Orla.

O custo mostra que os impactos de um episódio de chuva intensa continuam mesmo depois que as águas recuam.

Além dos danos provocados diretamente pelos temporais, o poder público precisa mobilizar trabalhadores, máquinas, veículos e estrutura para recuperar áreas afetadas.

Parte dos resíduos será reaproveitada

Nem todo o material recolhido teve como destino o aterro sanitário.

Segundo o DMLU, os resíduos que apresentavam possibilidade de reaproveitamento foram encaminhados para a Unidade de Compostagem Francisco Engel Rodrigues, localizada na Lomba do Pinheiro.

Nesse grupo estão materiais que podem ser utilizados como lenha ou transformados em composto orgânico.

Os resíduos sem possibilidade de aproveitamento foram destinados ao aterro sanitário de Minas do Leão, na Região Carbonífera do Rio Grande do Sul.

A separação permite reduzir o volume de materiais encaminhados diretamente para disposição final.

Guaíba ainda pode trazer mais resíduos

Apesar da conclusão da força-tarefa principal, o DMLU informou que a operação não significa necessariamente o fim da chegada de materiais às margens.

O órgão avalia que o Guaíba ainda pode trazer novos resíduos, que deverão ser retirados pontualmente pelas equipes de limpeza urbana.

Isso ocorre porque troncos, galhos e outros materiais podem permanecer na água e chegar às margens posteriormente, dependendo das condições do lago e do fluxo da água.

Por isso, a limpeza da Orla pode continuar mesmo após o encerramento da operação especial iniciada em julho.

Trabalho começou após recuo das águas

A força-tarefa teve início em 25 de julho, depois que as condições permitiram o acesso das equipes às áreas afetadas.

No começo de agosto, o DMLU já havia informado que mais de 440 toneladas haviam sido retiradas da Orla.

Naquele momento, a Zona Sul também era a região mais atingida, com 294 toneladas recolhidas. A operação contava com cerca de 100 garis e abrangia o trecho entre o Centro Histórico e o Lami.

A quantidade final chegou a 757 toneladas após a continuidade dos trabalhos durante as semanas seguintes.

Temporais deixam efeitos depois da chuva

O caso demonstra que os efeitos de uma sequência de temporais não terminam necessariamente quando a chuva diminui.

No Guaíba, o fluxo da água transportou materiais que posteriormente ficaram concentrados nas margens.

A remoção exigiu uma operação específica porque os resíduos estavam distribuídos por uma área extensa da cidade.

A situação também exigiu atenção à segurança dos trabalhadores, já que determinadas áreas permaneceram inacessíveis enquanto o nível da água não recuava.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *