Investigado, de 39 anos, estava foragido e foi localizado pela Polícia Civil no bairro Harmonia; casos envolvem adolescentes e são investigados separadamente.
Um homem de 39 anos foi preso preventivamente nesta terça-feira (18), em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, suspeito de cometer crimes sexuais contra a própria filha, de 15 anos, e contra uma ex-enteada, também adolescente.
A prisão foi realizada por policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas), no bairro Harmonia. Segundo a investigação, o homem estava foragido desde o início de agosto e foi localizado após os agentes identificarem o padrão de deslocamento de um veículo registrado em nome de outra pessoa, mas utilizado pelo investigado. A abordagem ocorreu em via pública.
O nome do preso não foi divulgado pelas autoridades para preservar a identidade das vítimas, que são adolescentes.
Investigação começou após carta entregue à mãe
Segundo a Polícia Civil, o caso envolvendo a filha do investigado veio à tona depois que a adolescente entregou uma carta à mãe relatando os supostos abusos.
A jovem vivia anteriormente com a mãe em uma cidade do Noroeste do Rio Grande do Sul. Depois, passou a morar com o pai em Canoas, após um convite dele.
Conforme a investigação, durante o período em que esteve na residência do pai, a adolescente teria sido vítima de abuso sexual por quase um ano.
Após receber a carta, mãe e filha mantiveram contato por mensagens e ligações. Segundo a polícia, nesses contatos a adolescente confirmou que apontava o pai como autor dos abusos.
A mãe procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência na DPCA de Canoas em julho de 2025. A partir da denúncia, os investigadores passaram a reunir elementos para esclarecer o caso.
Prisão preventiva foi determinada pela Justiça
Com o avanço da investigação, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito.
A medida foi deferida pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Canoas. O homem permaneceu foragido até ser localizado nesta terça-feira.
A investigação utilizou, entre outros elementos, informações relacionadas ao deslocamento do veículo utilizado pelo suspeito.
Os policiais identificaram um padrão de movimentação do automóvel, embora o veículo estivesse registrado em nome de uma terceira pessoa.
A partir desse monitoramento, a equipe conseguiu localizar o investigado e realizar a prisão em via pública.
Ex-enteada também é investigada como possível vítima
Além do caso envolvendo a filha de 15 anos, existe uma segunda investigação contra o mesmo homem.
Ele é suspeito de ter abusado sexualmente da então enteada durante a adolescência.
Segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil, os supostos abusos teriam ocorrido quando a jovem tinha 12 e 13 anos e, posteriormente, aos 17 anos.
Os dois casos são tratados como investigações de crimes sexuais envolvendo adolescentes.
A existência de duas apurações contra o mesmo investigado foi um dos elementos que levou a polícia a aprofundar as diligências.
Investigado estava foragido
A prisão desta terça-feira ocorreu depois de o homem permanecer fora do alcance dos investigadores.
Segundo a Polícia Civil, ele estava foragido desde o começo de agosto.
A equipe da DPCA identificou que o suspeito utilizava um veículo registrado em nome de outra pessoa e passou a acompanhar o padrão de deslocamento do automóvel.
A estratégia permitiu que os policiais localizassem o investigado e realizassem a abordagem em uma via pública do bairro Harmonia, em Canoas.
Após a prisão, ele foi encaminhado ao sistema prisional.
Polícia destaca trabalho de investigação
O delegado Maurício Barison, titular da DPCA de Canoas, afirmou que a prisão foi resultado do trabalho de investigação e da análise de elementos obtidos durante a apuração.
Segundo o delegado, a investigação contou com provas periciais e teve como objetivo garantir a proteção das vítimas e a responsabilização do investigado dentro dos procedimentos legais.
O caso segue sob investigação.
Vítimas são preservadas
Por envolver adolescentes, a identificação das vítimas é protegida pela legislação brasileira.
A Polícia Civil e os veículos de imprensa não divulgaram nomes, endereços ou outras informações que possam permitir a identificação das jovens.
Esse cuidado também se aplica a detalhes que possam revelar indiretamente a identidade das vítimas por meio da combinação de informações pessoais.
O Jornal MPV preserva essa regra e não reproduz elementos que possam expor as adolescentes.
O que acontece agora
Com a prisão preventiva, o investigado permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações continuam.
A prisão preventiva não equivale a uma condenação.
O homem é investigado e terá direito ao devido processo legal, à defesa e ao contraditório. A responsabilidade criminal somente poderá ser definida após o andamento do processo judicial e eventual julgamento.
A Polícia Civil deverá continuar reunindo elementos relacionados aos dois casos para encaminhamento ao Ministério Público e ao Judiciário.










