Ação da Polícia Civil ocorreu em seis cidades e investiga uma estrutura criminosa envolvida na fabricação e comercialização ilegal de armas e no tráfico de drogas.
Uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu 16 pessoas nesta quarta-feira (19) durante uma investigação sobre uma estrutura criminosa que utilizava impressoras 3D para fabricar armas de fogo. A ação ocorreu em seis municípios da Região Metropolitana e de outras áreas do Estado.
Batizada de Operação 3D, a ofensiva investiga não apenas a produção dos armamentos, mas também a circulação e comercialização ilegal das armas no meio criminoso. A investigação ainda aponta possível envolvimento do grupo com tráfico de entorpecentes.
Ao todo, a Justiça autorizou 20 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão. Até a atualização mais recente, 16 investigados haviam sido presos.
Operação ocorreu em seis cidades
As equipes da Polícia Civil cumpriram as medidas judiciais em Canoas, Portão, Eldorado do Sul, Montenegro, Triunfo e São Leopoldo.
Segundo a Polícia Civil, 62 policiais foram mobilizados para a operação.
Além das prisões, foram apreendidos materiais considerados de interesse para a investigação. Os investigadores continuam procurando pessoas que ainda não foram localizadas e analisando os objetos recolhidos durante as buscas.
A operação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Investigação do Narcotráfico, dentro da Operação Desarme, coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Investigação começou em 2025
A apuração teve início em novembro de 2025, após uma operação da 2ª DIN/DENARC resultar na prisão em flagrante de um investigado.
Na ocasião, os policiais apreenderam armas de fogo produzidas com auxílio de impressão 3D, além de equipamentos, peças, componentes, munições e aparelhos eletrônicos relacionados à atividade investigada.
A partir desse material, os investigadores conseguiram identificar uma estrutura organizada e uma cadeia clandestina de produção de armamentos.
Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava em diferentes etapas do processo, desde a aquisição de equipamentos e componentes até a fabricação, montagem, ajustes, testes, circulação e comercialização das armas.
Grupo teria criado cadeia de produção clandestina
A investigação aponta que a atividade não se limitava à utilização de uma impressora para produzir peças isoladas.
Os investigadores identificaram uma estrutura que envolvia aquisição de equipamentos e insumos, fabricação, montagem e circulação dos armamentos.
A apuração também busca individualizar a participação de cada um dos investigados e determinar a responsabilidade criminal de cada envolvido.
A Polícia Civil ainda analisa os materiais apreendidos para identificar novas conexões e possíveis integrantes da organização.
Operação também investiga tráfico de drogas
Além da fabricação e comercialização ilegal de armas, a Operação 3D também investiga tráfico de entorpecentes.
A Polícia Civil informou que a estrutura criminosa investigada teria atuação em diferentes frentes, o que levou à ampliação das diligências.
A relação entre a produção dos armamentos e o tráfico ainda será detalhada pelas autoridades conforme o avanço da investigação.
Polícia procura outros investigados
Embora 16 pessoas tenham sido presas, a operação ainda não foi encerrada.
Segundo a Polícia Civil, existem investigados que ainda precisam ser localizados. As equipes também continuam analisando os materiais apreendidos e aprofundando a investigação sobre a participação individual dos suspeitos.
A intenção é identificar toda a cadeia envolvida na produção e distribuição das armas e reunir elementos suficientes para responsabilizar criminalmente os envolvidos.
Tecnologia virou alvo das investigações policiais
O uso de impressoras 3D na fabricação clandestina de armamentos já vinha sendo acompanhado pelas forças de segurança brasileiras.
Em março, por exemplo, uma operação nacional investigou uma organização especializada na produção e comercialização de peças e acessórios de armas fabricados com impressão 3D. No Rio Grande do Sul, naquela ocasião, foram cumpridos mandados em Cachoeirinha, na Região Metropolitana.
O avanço desse tipo de fabricação representa um desafio adicional para as autoridades porque equipamentos de impressão 3D podem ser utilizados para produzir componentes que posteriormente são incorporados a armamentos.
As investigações atuais, porém, estão concentradas na estrutura criminosa identificada no Rio Grande do Sul, e não significam que a utilização de impressoras 3D seja, por si só, uma atividade criminosa.
Operação Desarme tem atuação nacional
A Operação 3D integra a Operação Desarme, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em âmbito nacional.
A iniciativa busca combater crimes relacionados à posse e ao porte ilegal de armas, ao comércio clandestino de armamentos e à atuação de organizações criminosas armadas.
No caso gaúcho, a investigação foi conduzida pela Polícia Civil e resultou na identificação de uma cadeia clandestina que utilizava tecnologia de impressão 3D.
O que já está confirmado
- 16 investigados foram presos nesta quarta-feira (19).
- A operação ocorreu no Rio Grande do Sul.
- Foram cumpridas medidas em seis cidades.
- A ação foi denominada Operação 3D.
- A investigação envolve fabricação e comercialização ilegal de armas.
- A Polícia Civil também apura possível envolvimento com tráfico de drogas.
- Foram expedidos 20 mandados de prisão preventiva.
- Foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão.
- 62 policiais civis participaram das diligências.
- A investigação começou em novembro de 2025.
- A operação integra a Operação Desarme, coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
- As investigações continuam para localizar outros suspeitos e definir a participação individual dos envolvidos.
Investigação continua
A prisão dos 16 investigados representa uma etapa da operação, mas não encerra o trabalho policial.
A Polícia Civil ainda deverá analisar os materiais apreendidos, localizar eventuais foragidos e aprofundar a identificação dos responsáveis por cada etapa da cadeia investigada.
O objetivo é esclarecer como funcionava a estrutura criminosa, qual era o destino dos armamentos e qual a participação individual de cada suspeito.
Até o momento, os investigados são tratados como suspeitos, e a responsabilidade criminal será definida no decorrer da investigação e do processo judicial.










