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Feriadão tem 16 mortes no RS

Levantamento considera ocorrências registradas entre o meio-dia de sexta-feira (4) e a segunda-feira (7); sábado foi o dia mais violento, com oito vítimas.

O Rio Grande do Sul registrou ao menos 16 mortes em acidentes de trânsito durante o feriadão de 7 de Setembro. O levantamento considera ocorrências registradas a partir do meio-dia de sexta-feira (4) até a segunda-feira (7), reunindo acidentes em rodovias e vias urbanas de diferentes regiões do Estado.

O sábado (5) concentrou o maior número de vítimas fatais, com oito mortes. Na sexta-feira (4), foram registrados cinco óbitos, enquanto outros três ocorreram no domingo (6). O balanço divulgado nesta segunda-feira ainda contabiliza os casos registrados durante o feriado.

Os acidentes envolveram carros, motocicletas, caminhões, ciclistas e pedestres, em ocorrências espalhadas por municípios da Região Metropolitana, Interior, Serra, Litoral Norte, Campanha, Vale do Taquari e outras regiões gaúchas.

Sexta-feira teve cinco mortes

As primeiras ocorrências contabilizadas no feriadão aconteceram na sexta-feira.

Em Porto Alegre, um motociclista de 28 anos, identificado como Andrey Duarte, morreu após colidir contra um carro na Avenida Senador Tarso Dutra, na Terceira Perimetral.

Em Passa Sete, uma mulher de 26 anos morreu após a motocicleta que conduzia colidir contra a traseira de um trator no km 29 da RS-400. O motorista do trator, de 57 anos, não ficou ferido.

Na região de Tapejara, um casal de 75 anos, identificado como Atílio Fontana e Libera Maria Fontana, morreu depois que o veículo em que estavam colidiu com um caminhão na RS-463. O caminhoneiro não se feriu.

Já em Santa Maria, um ciclista de 58 anos, identificado como Celso Marques Pires, morreu após ser atropelado por uma motocicleta durante a noite, no Centro do município.

Sábado foi o dia mais violento

O sábado (5) concentrou oito mortes, tornando-se o dia mais violento do feriadão nas estradas e ruas gaúchas.

Em Porto Alegre, um homem de 63 anos morreu após o veículo em que estava, um Nivus que realizava uma corrida por aplicativo, bater contra uma árvore na Avenida Professor Oscar Pereira, no bairro Glória. O motorista não ficou ferido.

No Litoral Norte, em Xangri-Lá, um homem morreu depois de ser atropelado por um caminhão na Estrada do Mar. O motorista permaneceu no local após o acidente.

Em São Vicente do Sul, um homem de 61 anos morreu após o T-Cross que dirigia, com placas de Canoas, colidir frontalmente com um caminhão na BR-287.

Na BR-290, em Butiá, duas pessoas morreram em uma colisão envolvendo um GM Astra, com placas de Guaíba, e um caminhão Volvo FH 520, de Flores da Cunha.

Também houve mortes em acidentes registrados em Capela de Santana, Pouso Novo e Arroio dos Ratos.

Em Capela de Santana, um motociclista morreu após sofrer uma queda em uma curva da RS-240 e, posteriormente, ser atingido por um carro que trafegava no sentido contrário.

Em Pouso Novo, Cáti Adriana Bueno Eitelvein, de 48 anos, morreu após o caminhão em que estava como passageira tombar em uma curva na BR-386.

Em Arroio dos Ratos, um motociclista morreu depois de uma colisão com uma caminhonete no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas com a Rua Professor Walter Spalding.

Domingo teve três mortes

No domingo (6), foram contabilizadas outras três mortes, em acidentes registrados nas regiões Noroeste e Campanha.

Em Santa Bárbara do Sul, um homem de 26 anos morreu depois que o veículo em que estava saiu da pista e sofreu um acidente no km 387 da BR-285.

Em Bagé, Carlos Nei da Silva Nunes, de 54 anos, morreu após a motocicleta que conduzia ser atingida por uma caminhonete na Rua General Osório. Com a força da colisão, a motocicleta foi arrastada até atingir um prédio.

Já em Três Passos, uma mulher de 37 anos, identificada como Fabiana Cristina Assmann, morreu após uma colisão frontal entre um Ford Focus e uma caminhonete S10 na BR-468. O motorista da caminhonete não ficou ferido.

Porto Alegre aparece entre os locais com mortes

A Capital registrou pelo menos duas mortes durante o período contabilizado.

Na sexta-feira, o motociclista Andrey Duarte morreu após a colisão na Avenida Senador Tarso Dutra.

Na madrugada de sábado, um passageiro de 63 anos morreu depois que o Nivus em que estava bateu contra uma árvore na Avenida Professor Oscar Pereira, no bairro Glória.

Os casos chamam atenção porque ocorreram em vias urbanas de Porto Alegre, mostrando que a violência no trânsito durante feriados não está restrita às rodovias.

Motociclistas aparecem em diferentes ocorrências

As motocicletas estiveram envolvidas em vários dos acidentes fatais registrados durante o feriadão.

Entre os casos estão as mortes ocorridas em Porto Alegre, Passa Sete, Capela de Santana, Arroio dos Ratos e Bagé.

O cenário reforça a vulnerabilidade dos motociclistas no trânsito, especialmente em situações de colisão com veículos maiores ou de queda seguida de atropelamento.

No primeiro semestre de 2026, o Rio Grande do Sul registrou 734 acidentes fatais, que resultaram em 819 mortes, segundo dados do Detran-RS. O número de ocorrências havia apresentado queda de 2,5% em relação ao mesmo período de 2025.

Feriado teve fiscalização reforçada

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforçou a fiscalização nas rodovias federais do Rio Grande do Sul durante o feriado da Independência.

A operação começou na sexta-feira (4) e segue até terça-feira (8), com efetivo direcionado para trechos considerados estratégicos a partir de dados sobre acidentes.

Entre as principais infrações fiscalizadas estão excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas, embriaguez ao volante e uso inadequado dos dispositivos de retenção para crianças.

O reforço ocorre em um período de aumento do fluxo de veículos nas principais rodovias do Estado, devido às viagens do feriadão.

BRs concentram pontos de atenção

Dados do primeiro semestre de 2026 mostram que algumas das principais rodovias federais do Estado concentram números elevados de acidentes fatais.

A BR-116 registrou 30 ocorrências com morte, enquanto a BR-386 teve 24 e a BR-290 também registrou 24 no primeiro semestre.

Entre os fatores apontados pelas autoridades e especialistas estão excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas, uso do celular, consumo de álcool, falta do cinto de segurança e cansaço.

A combinação entre grande fluxo de veículos e comportamentos de risco aumenta a possibilidade de colisões graves, principalmente em períodos de feriado.

Balanço ainda pode ser atualizado

O número de 16 mortes é um balanço parcial divulgado na segunda-feira (7) e pode sofrer alterações conforme novos acidentes sejam registrados ou vítimas que estejam hospitalizadas eventualmente não resistam aos ferimentos.

O levantamento considera acidentes ocorridos desde o meio-dia de sexta-feira até o período do feriado de 7 de Setembro.

A quantidade de mortes evidencia novamente o impacto da violência no trânsito gaúcho, mesmo em um período no qual as autoridades reforçaram operações de fiscalização.

Balanço das mortes

DiaMortes registradas
Sexta-feira (4)5
Sábado (5)8
Domingo (6)3
Total16

O sábado concentrou 50% das mortes contabilizadas no levantamento.

Trânsito segue em alerta no retorno

Com o encerramento do feriado, o movimento nas principais rodovias do Estado permanece elevado durante o retorno dos viajantes.

A operação da PRF segue até terça-feira (8), justamente para acompanhar o fluxo de volta e fiscalizar as principais infrações relacionadas à segurança viária.

Para os motoristas, a recomendação é redobrar a atenção, respeitar os limites de velocidade, não realizar ultrapassagens proibidas, utilizar corretamente o cinto de segurança e jamais dirigir após consumir bebidas alcoólicas.

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