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Policial penal é preso por suspeita de lavagem

Servidor estava cedido ao Ministério Público do Rio Grande do Sul e atuava no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado; operação cumpriu nove mandados de busca em Porto Alegre, Cachoeirinha e Venâncio Aires.

Um policial penal cedido ao Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foi preso preventivamente na segunda-feira (14), durante uma investigação conduzida pelo próprio Ministério Público. O servidor atuava no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro.

Segundo informações divulgadas pelo g1 e também repercutidas por outros veículos, o preso é Cassiano Uflacker Lutz de Castro. Conforme dados do Portal da Transparência do MPRS citados na reportagem, ele estava cedido ao órgão desde 2023 e ocupava o cargo de assessor de segurança institucional.

Operação ocorreu em três cidades

A investigação foi conduzida pela Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, com apoio do Gaeco.

Durante a operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao investigado nos municípios de:

  • Porto Alegre;
  • Cachoeirinha;
  • Venâncio Aires.

Uma das ordens judiciais foi cumprida na própria sede do Gaeco, localizada na Rua Santana, em Porto Alegre. No endereço, os investigadores recolheram um computador que deverá passar por análise.

Suspeita envolve lavagem de dinheiro

De acordo com a apuração jornalística, a investigação trata de suspeita de lavagem de dinheiro. Fontes ligadas ao caso informaram que uma das linhas investigadas envolve a possível utilização da compra de carros de luxo e veículos aquáticos para a prática do crime.

O Ministério Público, entretanto, informou oficialmente apenas que a prisão ocorreu no âmbito de uma investigação que apura “diversos delitos” e que o procedimento permanece sob sigilo. Portanto, os detalhes sobre a dinâmica da suposta lavagem de dinheiro ainda não foram oficialmente apresentados pelo órgão.

Preso foi encaminhado para penitenciária

Após a prisão preventiva, o policial penal foi encaminhado para a Penitenciária Estadual de Canoas.

A Polícia Penal do Rio Grande do Sul informou que tomou conhecimento da prisão na manhã de segunda-feira e ressaltou que a investigação e a prisão foram conduzidas pelo Ministério Público, uma vez que o servidor estava cedido ao Gaeco.

Investigação segue sob sigilo

O MPRS informou que as investigações continuam sob sigilo. Com isso, ainda não foram divulgados oficialmente todos os elementos que fundamentaram a prisão preventiva, nem o eventual envolvimento de outras pessoas.

A reportagem também informou que o G1 tentou localizar a defesa de Cassiano Uflacker Lutz de Castro. Até a publicação das informações consultadas, não havia manifestação da defesa registrada na reportagem.

É importante destacar que a prisão preventiva e a investigação não representam, por si só, uma condenação. As suspeitas deverão ser analisadas no decorrer do procedimento judicial.

O que é o Gaeco?

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) é uma estrutura do Ministério Público voltada à atuação contra organizações criminosas e investigações relacionadas a crimes de maior complexidade, incluindo casos de corrupção e criminalidade organizada.

O caso chama atenção porque o servidor investigado estava justamente cedido para uma estrutura do Ministério Público especializada nesse tipo de investigação.

Jornal MPV

As informações desta reportagem foram elaboradas a partir de dados divulgados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, pela Polícia Penal e da apuração publicada pelo g1 RS. Como a investigação permanece sob sigilo, novos detalhes poderão ser divulgados pelas autoridades ao longo do processo.

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