Defesa Civil Estadual atualizou o balanço dos temporais que atingiram o Rio Grande do Sul; mais de 642 mil pessoas foram afetadas e milhares de imóveis sofreram danos.
O Rio Grande do Sul enfrenta as consequências de uma sequência de temporais que atingiu diferentes regiões do Estado ao longo desta semana. Conforme a atualização mais recente da Defesa Civil Estadual, divulgada nesta sexta-feira (25), 170 municípios gaúchos registraram transtornos relacionados ao evento climático.
Os impactos foram provocados por uma combinação de chuvas intensas, vendavais, granizo, enxurradas, alagamentos, inundações e deslizamentos. O levantamento mostra que os efeitos ultrapassaram os danos pontuais e atingiram residências, estabelecimentos comerciais, equipamentos públicos, infraestrutura urbana e milhares de moradores.
Até a atualização mais recente, 642.512 pessoas haviam sido afetadas pelos eventos climáticos. O balanço também registra 838 pessoas desabrigadas e outras 4.616 desalojadas, ou seja, moradores que precisaram deixar suas casas, mas encontraram abrigo por conta própria, geralmente na residência de familiares ou amigos.
Seis mortes foram confirmadas
A sequência de temporais também provocou mortes no Estado.
Segundo a Defesa Civil, seis pessoas morreram em decorrência dos eventos climáticos. Quatro dos óbitos ocorreram em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. Entre as vítimas estão três integrantes de uma mesma família.
Também foram registrados óbitos em Charqueadas e Pelotas.
Além das mortes, o balanço contabiliza seis pessoas feridas. Os casos foram registrados em São José do Norte, Aceguá, Santa Maria, Serafina Corrêa e Caxias do Sul.
O número de vítimas demonstra a gravidade dos eventos registrados desde o início da semana, especialmente em áreas onde a combinação de chuva intensa, correnteza e ventos fortes provocou situações de risco.

Mais de 3 mil casas foram destelhadas
Os danos materiais também são expressivos.
Até o momento, a Defesa Civil contabilizou:
- 30 casas destruídas;
- 871 residências danificadas;
- 3.186 casas destelhadas;
- 1.049 casas alagadas;
- 308 outros imóveis atingidos, incluindo estabelecimentos comerciais e equipamentos públicos.
Os números ainda podem aumentar, já que os municípios continuam encaminhando informações às equipes responsáveis pelo levantamento dos prejuízos.
O número de imóveis atingidos ajuda a dimensionar o impacto dos vendavais. Em várias cidades, moradores tiveram casas parcialmente destruídas ou perderam a cobertura das residências, enquanto outros enfrentaram alagamentos provocados pelo grande volume de chuva em curto período.
Pelotas concentra o maior número de pessoas afetadas
Entre os municípios atingidos, Pelotas, na região Sul do Estado, aparece como o mais afetado em número de pessoas.
Segundo a Defesa Civil, o vendaval e os demais fenômenos associados ao temporal atingiram mais de 336 mil pessoas no município. Além dos danos em residências, foram registrados impactos em estabelecimentos, equipamentos públicos e infraestrutura.
O número expressivo de pessoas afetadas em Pelotas está relacionado à abrangência dos danos provocados pelo sistema de tempestades na região.

Outras cidades também registraram milhares de afetados
A região Sul do Estado aparece novamente entre as áreas mais impactadas.
Em Santa Vitória do Palmar, cerca de 30 mil pessoas foram afetadas pelo evento climático. Já em Capão do Leão, o número chegou a aproximadamente 27 mil pessoas.
No Vale do Taquari, Estrela registrou mais de 21 mil pessoas afetadas, além de 63 desabrigados e 53 desalojados.
Os números mostram que os efeitos do temporal não ficaram concentrados em uma única região. Municípios da Serra, Sul, Região Metropolitana, Vale do Taquari e outras áreas do Estado registraram ocorrências de diferentes intensidades.
Energia elétrica segue sendo um dos principais problemas
Outro efeito importante dos temporais é a interrupção do fornecimento de energia elétrica.
As rajadas de vento provocaram queda de árvores, postes e trechos de fiação, além de danos em diferentes pontos da rede elétrica.
Milhares de consumidores ainda enfrentavam falta de energia nesta sexta-feira (25), segundo o levantamento divulgado pela Defesa Civil.
A interrupção prolongada do serviço aumenta os impactos sobre a população, principalmente em locais onde também existem problemas de abastecimento de água, bloqueios de vias e danos em estruturas públicas.
Além do transtorno para moradores, a falta de energia pode prejudicar atividades comerciais, serviços públicos e sistemas de comunicação.

Rodovias e infraestrutura também foram atingidas
Os temporais provocaram diferentes tipos de danos na infraestrutura dos municípios.
A queda de árvores e estruturas, além dos alagamentos e deslizamentos, provocou obstruções e dificuldades de circulação em determinadas regiões.
Em ocorrências desse tipo, as equipes municipais e estaduais precisam atuar simultaneamente na retirada de árvores, limpeza das vias, recuperação de redes elétricas, atendimento às famílias atingidas e avaliação de estruturas que apresentam risco.
A Defesa Civil mantém o levantamento dos danos justamente para identificar a dimensão dos prejuízos e orientar as ações de resposta.
Situação ainda pode mudar
Os números divulgados nesta sexta-feira são uma fotografia da situação até o momento. O balanço pode sofrer alterações conforme novos municípios enviam informações e ocorrências anteriormente registradas são atualizadas ou confirmadas.
Esse procedimento é comum após eventos meteorológicos de grande abrangência. Em um primeiro momento, as equipes municipais registram as ocorrências mais urgentes. Posteriormente, novos danos podem ser identificados, principalmente em áreas rurais e comunidades que permanecem isoladas.
Por isso, o número de municípios atingidos e de pessoas afetadas pode aumentar nas próximas atualizações.

Sequência de temporais começou no início da semana
O episódio mais severo ocorreu na segunda-feira (21), quando fortes tempestades atingiram diversas regiões do Rio Grande do Sul.
Os primeiros levantamentos apontavam dezenas de municípios afetados. Conforme as equipes avançaram no trabalho de identificação dos danos, o número cresceu rapidamente.
Na quinta-feira (24), a Defesa Civil já contabilizava 168 municípios atingidos, com 174 ocorrências registradas desde o dia 18. Na atualização desta sexta-feira, o número chegou a 170 municípios.
A evolução dos números demonstra que os efeitos do sistema meteorológico se estenderam por vários dias e atingiram diferentes regiões.
Balanço do temporal
Os dados mais recentes divulgados pela Defesa Civil Estadual apontam:
170 municípios atingidos;
642.512 pessoas afetadas;
838 pessoas desabrigadas;
4.616 pessoas desalojadas;
6 mortes confirmadas;
6 pessoas feridas;
30 casas destruídas;
871 casas danificadas;
3.186 casas destelhadas;
1.049 casas alagadas;
308 outros imóveis atingidos.
Os números são referentes ao levantamento mais recente e podem ser atualizados pela Defesa Civil conforme novas informações sejam encaminhadas pelos municípios.

Alerta para a população
Mesmo após a passagem do sistema mais intenso, a recomendação das autoridades é que a população mantenha atenção às condições meteorológicas e evite áreas que apresentem risco.
Locais com árvores danificadas, postes inclinados, fios caídos, estruturas comprometidas, encostas instáveis e áreas alagadas devem ser evitados.
Em situações envolvendo fios elétricos caídos, a orientação é não se aproximar e acionar a concessionária responsável ou os serviços de emergência.
O mesmo vale para áreas com risco de deslizamentos ou estruturas que tenham sido danificadas pelas fortes rajadas de vento.
A sequência de ocorrências também reforça a necessidade de acompanhamento dos comunicados oficiais da Defesa Civil, principalmente diante da possibilidade de novos episódios de chuva forte e vento no Estado.










