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Neto condenado a 52 anos segue foragido

Andrew Heger Ribas foi condenado a mais de 52 anos de prisão pelo duplo homicídio ocorrido em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ele fugiu do Instituto Psiquiátrico Forense em junho e continua sendo procurado.

Um homem condenado pela morte do próprio avô e da companheira dele em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, continua foragido após escapar do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), em Porto Alegre.

Andrew Heger Ribas, condenado em agosto de 2025 por dois homicídios qualificados e outros crimes relacionados ao caso, fugiu da instituição em 9 de junho de 2026, segundo informações da Polícia Penal. Desde então, um mandado de recaptura está em vigor e as forças de segurança realizam buscas para localizá-lo.

A fuga ocorreu depois de uma decisão judicial que havia determinado a transferência de Andrew do IPF para um presídio comum. A internação no instituto havia sido revogada após um pedido de habeas corpus.

Segundo a Polícia Penal, as circunstâncias da fuga passaram a ser investigadas pela Corregedoria-Geral. A Polícia Civil também confirmou a apuração do caso.

Condenação ultrapassa 52 anos

Andrew foi condenado pelo Tribunal do Júri de Cachoeirinha em 6 de agosto de 2025.

O Conselho de Sentença considerou o réu culpado pela morte do avô, Rubem Affonso Heger, de 85 anos, e da companheira dele, Marlene dos Passos Stafford Heger, de 53 anos.

Além dos dois homicídios qualificados, a condenação envolveu os crimes de ocultação de cadáver, fraude processual, maus-tratos aos animais e resistência à prisão.

De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), a pena aplicada foi de 52 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, além de 1 ano, 5 meses e 8 dias de detenção.

O mandado de recaptura expedido posteriormente aponta que ainda restavam 52 anos, quatro meses e 10 dias de pena a serem cumpridos.

Crime aconteceu em fevereiro de 2022

O caso começou em 27 de fevereiro de 2022, quando Rubem e Marlene foram vistos pela última vez.

Segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público, os dois estavam na residência onde moravam, na Vila Carlos Antônio, em Cachoeirinha.

A investigação apontou que Andrew e a mãe dele, Cláudia de Almeida Heger, foram até o imóvel.

Conforme a acusação, os assassinatos teriam ocorrido dentro da própria residência e estariam relacionados a questões financeiras.

Depois do crime, os envolvidos teriam adotado medidas para dificultar a visualização da residência por pessoas que passavam pela rua.

Entre essas ações estaria a colocação de colchões na frente da garagem, bloqueando parcialmente a visão do interior do imóvel.

Câmeras de segurança registraram movimentações relacionadas à residência durante o período em que o casal desapareceu.

Corpos das vítimas nunca foram encontrados

Um dos principais elementos que permanece sem solução física no caso é a localização dos corpos.

Rubem e Marlene nunca foram encontrados.

Durante as investigações, entretanto, surgiram informações sobre o que teria ocorrido com os cadáveres.

Em 2024, Andrew apresentou uma versão na qual afirmou que os corpos teriam sido queimados em uma churrasqueira.

Segundo informações apresentadas durante o processo, os restos teriam sido posteriormente descartados em uma área de mata nas proximidades do Rio Gravataí.

Essas informações fizeram parte das investigações e do processo judicial que terminou com a condenação de Andrew.

Cachorra do casal também foi morta

O caso também envolveu a morte do animal de estimação das vítimas.

Segundo o Ministério Público, a cachorra do casal foi morta e colocada em uma caixa de gordura.

O fato foi incluído na acusação e contribuiu para a condenação de Andrew pelo crime de maus-tratos aos animais.

Mãe de Andrew também era ré

Cláudia de Almeida Heger, mãe de Andrew, também respondia judicialmente pelo caso.

Segundo o MPRS, ela era acusada de participação nas mortes do próprio pai e da madrasta.

No entanto, Cláudia morreu em março de 2025, antes da realização do julgamento de Andrew.

Com a morte dela, o processo em relação à acusada não teve prosseguimento.

Andrew estava no IPF

Após ser preso e durante o andamento do processo, Andrew permaneceu vinculado ao Instituto Psiquiátrico Forense, em Porto Alegre.

Mesmo depois da condenação, ele continuou no IPF enquanto aguardava a transferência para uma unidade prisional comum.

A situação mudou após uma decisão judicial que revogou a internação e determinou que ele fosse encaminhado ao sistema prisional.

A transferência, entretanto, não chegou a ser concluída.

Andrew deixou o instituto em 9 de junho, passando à condição de foragido.

Polícia Penal investiga como ocorreu a fuga

A Polícia Penal informou que as circunstâncias da fuga estão sendo apuradas pela Corregedoria-Geral da Polícia Penal.

A instituição também afirmou que as forças de segurança iniciaram imediatamente as ações para localizar o condenado.

A Polícia Civil confirmou que investiga o episódio.

Até o momento, as informações públicas disponíveis não esclarecem todos os detalhes sobre como Andrew conseguiu deixar o instituto.

A própria defesa afirmou que tomou conhecimento da fuga por meio dos canais oficiais e da imprensa e que não tinha informações adicionais sobre as circunstâncias do episódio.

Defesa diz que não tem informações sobre o paradeiro

Em manifestação divulgada após a fuga, a defesa técnica de Andrew afirmou que foi informada sobre a evasão e que não mantinha contato com o condenado que permitisse esclarecer onde ele estaria ou como ocorreu a fuga.

Os advogados também afirmaram que a atuação da defesa permanece limitada ao exercício das garantias constitucionais e legais previstas para o processo.

A defesa não apresentou, segundo as informações divulgadas, uma versão própria sobre as circunstâncias da fuga.

Família voltou a viver situação de insegurança

A fuga também provocou preocupação entre familiares das vítimas.

Em setembro, familiares relataram que a permanência de Andrew em liberdade aumentou a sensação de insegurança, principalmente porque os corpos de Rubem e Marlene nunca foram localizados.

O caso permanece marcado por duas questões diferentes: a condenação judicial de Andrew pelos crimes e a ausência dos corpos das vítimas.

Para a família, a localização dos restos mortais continua sendo uma questão importante para o encerramento definitivo do episódio.

O que a Justiça decidiu

O julgamento realizado em 2025 afastou a tese de inimputabilidade apresentada no processo.

O Conselho de Sentença considerou Andrew responsável criminalmente pelos crimes pelos quais foi denunciado e determinou o cumprimento da pena.

A decisão estabeleceu regime inicial fechado.

Com isso, a determinação judicial era de que Andrew deixasse o IPF e fosse encaminhado ao sistema penitenciário convencional.

A fuga ocorreu antes que essa transferência fosse efetivada.

Polícia procura condenado

Desde a fuga, um mandado de recaptura está ativo.

As forças de segurança continuam responsáveis pelas buscas e pela tentativa de localizar Andrew Heger Ribas.

Como se trata de um condenado que possui uma pena superior a 52 anos ainda a cumprir, a recaptura é necessária para que ele seja encaminhado novamente ao sistema prisional e cumpra as determinações judiciais.

Até o momento, não há informação oficial confirmando a localização ou recaptura do condenado.

Entenda o caso em datas

27 de fevereiro de 2022: Rubem Affonso Heger e Marlene dos Passos Stafford Heger são vistos pela última vez em Cachoeirinha.

2022: Andrew e a mãe, Cláudia, são presos durante as investigações.

2024: Andrew apresenta informações sobre a suposta destinação dos corpos durante a investigação.

Março de 2025: Cláudia de Almeida Heger morre.

6 de agosto de 2025: Andrew é condenado pelo Tribunal do Júri de Cachoeirinha a mais de 52 anos de prisão.

9 de junho de 2026: Andrew foge do Instituto Psiquiátrico Forense, em Porto Alegre.

Junho de 2026: Polícia Penal e Polícia Civil iniciam apurações e buscas pelo condenado.

Setembro de 2026: Andrew permanece foragido e familiares das vítimas voltam a manifestar preocupação com a situação.

Situação atual

Até esta sexta-feira (25), Andrew Heger Ribas continua foragido.

A Polícia Penal investiga as circunstâncias da fuga, enquanto as forças de segurança trabalham para cumprir o mandado de recaptura.

O caso permanece acompanhado pelas autoridades também em razão de uma questão que ainda não foi solucionada: os corpos de Rubem Affonso Heger e Marlene dos Passos Stafford Heger nunca foram encontrados.

A condenação judicial de Andrew ocorreu em 2025, mas a localização das vítimas continua sendo uma das principais pendências relacionadas ao caso.

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