Operação contará com 8.461 policiais e 2.205 viaturas em todo o Estado neste domingo (4). Efetivo será distribuído pelos 37 comandos regionais, com atenção aos locais de votação, transporte público e possíveis ocorrências eleitorais.
A Brigada Militar do Rio Grande do Sul preparou uma operação especial para garantir a segurança durante o primeiro turno das Eleições 2026, marcado para este domingo (4). Ao todo, 8.461 policiais militares e 2.205 viaturas serão empregados em diferentes regiões do Estado.
O efetivo será distribuído pelos 37 comandos regionais da Brigada Militar e atuará paralelamente às equipes responsáveis pelo policiamento cotidiano, que continuarão atendendo ocorrências comuns durante o período eleitoral.
Segundo o subcomandante-geral da corporação, coronel Jorge Dirceu Abreu Filho, a mobilização envolve policiais de unidades operacionais, equipes especializadas e servidores administrativos.
A orientação interna é de que os policiais em condições de trabalhar sejam empregados na operação. O objetivo é garantir a segurança dos eleitores, mesários, servidores da Justiça Eleitoral e demais pessoas envolvidas no processo de votação.
Policiais estarão nos locais de votação
A Brigada Militar organizou a distribuição do efetivo a partir da relação oficial de locais de votação encaminhada pela Justiça Eleitoral.
A previsão é de que, às 8h, horário de início da votação, os policiais já estejam posicionados nos pontos determinados e tenham realizado contato com os responsáveis pelos locais.
Esse contato antecipado deverá facilitar o acionamento das equipes caso ocorra alguma situação que exija intervenção policial.
Segundo a corporação, todos os locais de votação terão uma guarnição responsável pelo atendimento.
Nos pontos em que não houver um policial permanentemente instalado, a cobertura será feita por viaturas que poderão atender mais de um local de votação próximo.

Efetivo será dividido em turnos
Para permitir que os próprios policiais também exerçam o direito ao voto, o efetivo destinado à operação eleitoral será organizado em dois turnos.
A divisão deverá possibilitar que os agentes tenham condições de votar sem comprometer a segurança dos locais de votação.
Além das equipes distribuídas durante o período de votação, a Brigada Militar manterá efetivos de reserva para situações que possam ocorrer depois do encerramento da votação.
Entre os cenários previstos estão eventuais comemorações após a divulgação dos resultados, especialmente em áreas tradicionalmente utilizadas para concentração de pessoas.
Porto Alegre terá reforço no transporte coletivo
Na Capital, a atuação da Brigada Militar também será direcionada ao transporte público.
Policiais deverão embarcar em ônibus de Porto Alegre para acompanhar o deslocamento de passageiros durante o domingo.
A ação integra a Operação Argos e tem como finalidade reforçar a segurança dos usuários que utilizarão o transporte coletivo para chegar aos locais de votação.
A medida ocorre no mesmo dia em que os ônibus municipais terão passe livre para os passageiros, conforme determinação da Prefeitura de Porto Alegre.
Com a gratuidade, a expectativa é de aumento na circulação de pessoas pelo sistema de transporte durante o período eleitoral.

Trensurb também terá policiamento
As imediações das estações da Trensurb também estarão entre os pontos monitorados pela Brigada Militar.
Conforme o planejamento divulgado pela corporação, os policiais poderão ser acionados pela segurança do sistema ferroviário para atender ocorrências dentro ou nas proximidades das estações.
A atenção ao transporte público busca acompanhar um dos principais meios utilizados pelos eleitores para deslocamento entre diferentes regiões da Região Metropolitana.
A atuação será integrada às demais equipes de segurança responsáveis pelo atendimento das ocorrências.
Batalhões ambientais também participarão
A operação não ficará restrita às unidades convencionais de policiamento ostensivo.
Policiais dos batalhões ambientais também serão deslocados para reforçar as equipes responsáveis pela segurança eleitoral nas regiões onde normalmente atuam.
Além deles, servidores do departamento de saúde, integrantes do quartel do Comando-Geral e integrantes da banda da corporação também participarão da mobilização.
A estratégia amplia o número de profissionais disponíveis durante o domingo e permite redistribuir policiais conforme as necessidades de cada região.

Grandes cidades terão atenção especial
O planejamento prevê reforço em municípios com grande concentração de eleitores e locais com possibilidade de maior movimentação depois da votação.
Entre as cidades citadas pela Brigada Militar estão:
- Porto Alegre
- Canoas
- Caxias do Sul
- Rio Grande
- Pelotas
- Santa Maria
- Passo Fundo
Nesses municípios, além da presença nos locais de votação, haverá equipes de reserva para acompanhar possíveis concentrações e comemorações após a apuração.
O planejamento, entretanto, abrange todo o Estado por meio dos 37 comandos regionais.
Eleitor pode acionar a Brigada pelo 190
A orientação da Brigada Militar é que qualquer pessoa que presencie uma situação que possa configurar irregularidade ou crime procure o policial mais próximo.
Também é possível acionar a corporação pelo telefone 190.
Fotos, vídeos e outras informações que possam ajudar na identificação dos envolvidos podem contribuir para o registro da ocorrência.
Quando houver indícios de crime eleitoral, as informações serão encaminhadas às autoridades competentes e tratadas em conjunto com a Justiça Eleitoral.

Restrição à prisão de eleitores está em vigor
Outro ponto importante para o domingo é a regra prevista no Código Eleitoral sobre a prisão de eleitores.
O período de restrição começou na terça-feira (29) e se estende até 48 horas depois do encerramento da votação, em 6 de outubro.
A regra está prevista no artigo 236 da Lei nº 4.737/1965, que institui o Código Eleitoral.
Durante esse período, existem exceções previstas na própria legislação.
Quando o eleitor pode ser preso
A restrição não impede toda e qualquer prisão.
De acordo com as regras eleitorais, existem três situações principais em que a prisão pode ocorrer durante o período:
- Flagrante delito;
- Cumprimento de sentença criminal condenatória por crime inafiançável;
- Desrespeito a salvo-conduto expedido pela Justiça Eleitoral.
A Brigada Militar esclareceu que continuará atendendo normalmente ocorrências de crimes comuns durante o período eleitoral.
Isso significa que situações como roubo, furto ou porte ilegal de arma de fogo, quando constatadas em flagrante, continuam sujeitas à prisão e condução à delegacia.
A restrição eleitoral, portanto, não cria uma espécie de imunidade para quem cometer crimes durante o período.

Crimes eleitorais também podem resultar em prisão
A regra também não impede a prisão em flagrante por crimes eleitorais.
Uma situação de boca de urna, por exemplo, pode resultar em abordagem policial e condução quando configurada a situação de flagrante.
A atuação dos policiais ocorrerá dentro das regras estabelecidas pela legislação eleitoral e em articulação com as autoridades responsáveis pela fiscalização do pleito.
Segurança começa antes da abertura das urnas
O planejamento da Brigada Militar prevê que as equipes estejam posicionadas antes do início da votação.
A movimentação deverá começar antes das 8h, permitindo que os policiais tenham contato com responsáveis pelos locais e estejam preparados para atender ocorrências desde a abertura das seções.
Durante todo o período de votação, as equipes permanecerão disponíveis para situações relacionadas à segurança dos eleitores e ao funcionamento dos locais.
Após o encerramento da votação, parte do efetivo permanecerá mobilizada para acompanhar a movimentação provocada pela divulgação dos resultados.

Operação ocorre em conjunto com outras instituições
A segurança das eleições não depende exclusivamente da Brigada Militar.
O planejamento envolve a atuação coordenada entre diferentes órgãos de segurança pública e a Justiça Eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral também informou que as Forças Armadas atuarão em ações de garantia da votação e da apuração em municípios de diferentes estados, mediante requisição da Justiça Eleitoral.
No Rio Grande do Sul, o planejamento local envolve ainda instituições responsáveis pela segurança pública e pela fiscalização eleitoral.
A integração tem como objetivo garantir que eventuais ocorrências sejam encaminhadas ao órgão competente.
Operação ocorre em meio ao calendário eleitoral
O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado no domingo, 4 de outubro.
Caso seja necessário segundo turno para os cargos que tiverem essa possibilidade, a nova votação ocorrerá em 25 de outubro.
O TRE-RS também estabeleceu plantões judiciais eleitorais para os dias 4 e 25 de outubro, das 7h às 19h, destinados ao tratamento imediato de ocorrências relacionadas a crimes eleitorais de maior potencial ofensivo.
A estrutura busca garantir que situações mais graves tenham encaminhamento judicial durante o próprio dia de votação.

Orientação para os eleitores
A recomendação aos eleitores é sair de casa com antecedência e conferir previamente o local de votação, principalmente quem utilizará transporte público.
Em caso de ocorrência dentro ou nas proximidades de uma seção eleitoral, o eleitor deve procurar um policial ou responsável pelo local.
Situações de emergência podem ser comunicadas pelo 190.
Também é importante evitar confrontos ou discussões e deixar que as autoridades façam a abordagem e o encaminhamento de eventuais irregularidades.
Mais de 8,4 mil policiais estarão mobilizados
Com 8.461 policiais e 2.205 viaturas, a Brigada Militar terá uma operação especial em todo o Rio Grande do Sul durante o primeiro turno.
O planejamento inclui presença nos locais de votação, patrulhamento de áreas próximas, reforço no transporte público, equipes de reserva e acompanhamento de possíveis concentrações após a apuração.
A corporação afirma que o objetivo é garantir que o eleitor possa exercer o direito ao voto em um ambiente seguro e que eventuais ocorrências sejam atendidas durante todo o período eleitoral.










