O Rio Grande do Sul terá uma terça-feira (29) de atenção para temporais, chuva intensa, granizo e ventos fortes devido à formação de um ciclone extratropical entre a madrugada e a manhã. O sistema estará associado à passagem de uma frente fria e deve aumentar a instabilidade em diferentes regiões do Estado.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há dois alertas meteorológicos ativos para esta terça-feira. O aviso laranja, que representa perigo, prevê volumes de chuva entre 30 e 100 milímetros, rajadas de vento de até 100 km/h e possibilidade de granizo.
O aviso amarelo, de perigo potencial, abrange praticamente todo o território gaúcho, com previsão de chuva entre 20 e 50 milímetros, ventos de até 60 km/h e possibilidade de granizo.
Ciclone deve se formar entre a madrugada e a manhã
A previsão indica que uma área de baixa pressão dará origem ao ciclone extratropical durante a madrugada e a manhã de terça-feira.
O fenômeno estará associado a uma frente fria e deverá favorecer a ocorrência de chuva forte, trovoadas, granizo e rajadas intensas de vento.
A formação do sistema ocorre em um cenário que já apresenta elevado grau de instabilidade no Estado. Desde o fim da semana, diversas regiões gaúchas registram volumes expressivos de chuva e ocorrências provocadas por temporais.
A Defesa Civil estadual alerta que, durante a terça-feira, há possibilidade de tempestades severas, principalmente no Oeste, Missões, Centro e metade Norte do Rio Grande do Sul.

Ventos podem chegar a 100 km/h
O principal alerta para a terça-feira envolve as rajadas de vento.
Nas áreas abrangidas pelo aviso laranja do Inmet, os ventos podem alcançar 100 km/h.
A combinação de vento forte, chuva intensa e granizo aumenta o risco de queda de árvores, destelhamentos, danos em estruturas, interrupções no fornecimento de energia elétrica e transtornos no trânsito.
Nas demais áreas sob aviso amarelo, as rajadas podem chegar a 60 km/h.
A Defesa Civil estadual também prevê rajadas superiores a 90 km/h em áreas de maior risco durante a madrugada e a manhã de terça-feira.
Chuva pode aumentar risco de alagamentos e cheias
Além dos temporais, a quantidade de chuva acumulada preocupa as autoridades.
O Estado já registrou volumes superiores a 150 milímetros em alguns municípios desde sexta-feira. Entre os maiores acumulados estavam Santana do Livramento, Santa Maria e Rosário do Sul.
Com a previsão de novas chuvas, aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e elevação dos níveis dos rios.
A Defesa Civil estadual mantém atenção para diversos cursos d’água, incluindo os rios Caí, Quaraí, Ibicuí, Ibirapuitã, Jacuí, Santa Maria, São Sepé, Taquari e Vacacaí.
O cenário é especialmente preocupante porque algumas bacias já receberam volumes elevados de precipitação nos últimos dias.

Regiões que devem ter maior atenção
O alerta laranja do Inmet contempla municípios da Fronteira Oeste, Campanha, Missões, Noroeste e Norte, além de áreas da Região Central e da Serra.
O aviso amarelo é mais abrangente e cobre praticamente todo o Estado, deixando de fora apenas o extremo Sul gaúcho.
Entre as áreas que podem registrar volumes expressivos de chuva estão municípios como Caçapava do Sul, Rio Pardo, Eldorado do Sul, Charqueadas, Alvorada e Rosário do Sul.
Porto Alegre e Região Metropolitana
A Região Metropolitana de Porto Alegre também permanece em uma área de atenção devido à sequência de instabilidades.
Para Porto Alegre, a previsão aponta chuva forte durante a manhã de terça-feira, com possibilidade de períodos de abertura de sol à tarde e novas pancadas ao longo do dia. A previsão disponível indica temperaturas entre 19°C e 26°C na Capital.
A chuva prevista para a Região Metropolitana ocorre em um momento de atenção hidrológica no Estado, principalmente devido aos acumulados registrados nos últimos dias.
Por isso, moradores de áreas baixas ou próximas a arroios devem acompanhar os avisos oficiais e observar possíveis alterações nos níveis da água.

Rio dos Sinos continua sendo monitorado
Na região hidrográfica do Guaíba, o Rio dos Sinos aparece entre os pontos de atenção.
A Defesa Civil informou que o rio estava acima da cota de inundação em São Leopoldo, embora apresentasse tendência de declínio em uma das atualizações divulgadas.
A continuidade das chuvas pode alterar novamente o comportamento dos rios, especialmente nas bacias que receberão novos volumes elevados.
Como ficam as temperaturas
Apesar da atuação do ciclone, a passagem do sistema não significa necessariamente uma queda brusca de temperatura na terça-feira.
Na Região Metropolitana, Porto Alegre deve registrar mínima de aproximadamente 17°C e máxima de 24°C, segundo a previsão divulgada pela GZH.
Em outras regiões, as temperaturas previstas incluem:
- Caxias do Sul: 15°C a 18°C;
- Bagé: 16°C a 22°C;
- Uruguaiana: 19°C a 24°C;
- Pelotas: 17°C a 23°C;
- Capão da Canoa: 18°C a 21°C;
- Santa Maria: 19°C a 26°C;
- Passo Fundo: 18°C a 24°C;
- Santa Rosa: 22°C a 27°C.

Tempo começa a melhorar na quarta-feira
A tendência é de redução gradual da instabilidade a partir de quarta-feira (30).
Ainda pode chover no Norte, Litoral Norte e Região Metropolitana, mas a previsão aponta diminuição dos volumes em comparação com terça-feira.
Nas demais regiões, o tempo tende a ficar mais firme, embora ainda possa haver bastante nebulosidade.
Na quinta-feira (1º de outubro), a previsão indica tempo mais estável em grande parte do Rio Grande do Sul, com predomínio de sol entre poucas nuvens. Uma massa de ar polar deverá contribuir para a redução das temperaturas.
Orientação durante os temporais
A população deve evitar permanecer em áreas abertas durante tempestades e procurar abrigo seguro ao primeiro sinal de vento forte ou granizo.
Também é recomendado manter distância de árvores, postes, placas, estruturas metálicas e áreas sujeitas a deslizamentos.
Em caso de alagamento, a orientação é não atravessar a área, seja a pé ou de carro, devido ao risco de correnteza, buracos e outros obstáculos submersos.
Moradores próximos a rios e arroios devem acompanhar os alertas oficiais e, diante de uma situação de risco, seguir as orientações da Defesa Civil e dos órgãos municipais.










