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Dmae atua após água mudar de cor

Moradores de diferentes bairros de Porto Alegre relataram alteração na cor da água que chega às torneiras desde a noite de segunda-feira (10). O problema foi percebido principalmente em pontos da Zona Sul e da área central da Capital, com registros de água amarelada, marrom ou mais escura.

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) informou que está atuando desde terça-feira (11) para normalizar a situação. Segundo a autarquia, o problema está relacionado a um fenômeno hidráulico provocado pelo conserto de uma adutora realizado na região das avenidas Ipiranga e Borges de Medeiros.

A ocorrência foi registrada especialmente nos bairros Cristal, Tristeza e Centro Histórico, mas também houve relatos em locais como Cavalhada e Menino Deus.

Moradores relatam água escura nas torneiras

Um dos pontos que chamaram atenção foi o bairro Cavalhada.

Um morador relatou que a água começou a apresentar alteração por volta das 22h de segunda-feira. Segundo ele, o líquido permaneceu amarelado mesmo após o problema ter sido registrado junto ao Dmae.

O condomínio abriu um protocolo junto à autarquia, que informou que a rede já aparecia como normalizada, mas que seria necessário aguardar a renovação da água armazenada no reservatório.

Diante da situação, moradores chegaram a recorrer à compra de água mineral para consumo.

No bairro Cristal, também houve relatos de água com coloração escura.

Uma moradora contou que percebeu a alteração enquanto lavava louça. Segundo o relato, a água apresentava uma coloração semelhante à de café.

A alteração também deixou resíduos em estruturas domésticas. No caso relatado pela moradora, foi necessário limpar o box do banheiro após a normalização da água.

Problema foi percebido em diferentes bairros

Embora os primeiros relatos tenham se concentrado na Zona Sul, a ocorrência não ficou restrita a uma única região.

Além de Cristal, Tristeza e Cavalhada, moradores de outros pontos da cidade também relataram alterações.

O Dmae informou oficialmente que a situação atingiu parte da Zona Sul e da área central.

Relatos também foram compartilhados por moradores do Menino Deus nas redes sociais.

A extensão dos registros levou a autarquia a manter equipes mobilizadas para identificar pontos onde a turbidez ainda estivesse acima do normal.

Dmae aponta transiente hidráulico como causa

Segundo o Dmae, a alteração da água está relacionada a um fenômeno chamado transiente hidráulico.

O fenômeno ocorre quando há uma alteração no fluxo da água dentro das tubulações.

Neste caso, a situação está relacionada ao conserto de uma adutora realizado na segunda-feira (10), na esquina das avenidas Ipiranga e Borges de Medeiros.

Após intervenções em uma rede de abastecimento, mudanças no fluxo podem provocar o deslocamento de partículas que estavam depositadas no interior das tubulações.

É esse processo que, segundo a explicação apresentada pelo Dmae, está relacionado à alteração temporária na aparência da água.

Autarquia realiza lavagem da rede

Para corrigir o problema, equipes do Dmae estão realizando a lavagem da rede de abastecimento nas áreas afetadas.

O procedimento envolve a abertura estratégica de hidrantes para permitir a passagem da água e ajudar na retirada das partículas presentes na tubulação.

A medida tem como objetivo acelerar a normalização da coloração da água distribuída aos imóveis.

A autarquia também continua monitorando outros pontos para identificar locais onde a turbidez permaneça elevada.

A atuação não está limitada aos primeiros locais que registraram reclamações.

Dmae afirma que alteração não oferece risco à saúde

Uma das principais preocupações dos moradores é saber se a água com coloração alterada pode ser consumida.

O Dmae informou que alterações temporárias na cor ou no gosto da água podem ocorrer devido ao arraste de micropartículas presentes nas tubulações e não oferecem risco à saúde, segundo a orientação divulgada pela autarquia.

A informação, porém, não elimina a necessidade de registrar ocorrências.

O próprio Dmae orienta que moradores comuniquem a situação quando perceberem qualquer alteração.

Os registros ajudam as equipes a localizar os pontos afetados e direcionar as ações de normalização.

Moradores devem registrar ocorrência pelo 156

A orientação oficial para quem identificar alteração na água é entrar em contato com o Sistema 156, utilizando a opção 2.

O protocolo permite que o Dmae registre a localização do problema e acompanhe a ocorrência.

Segundo a autarquia, quanto maior a precisão das informações recebidas, mais facilmente as equipes conseguem identificar áreas que ainda apresentam turbidez excessiva.

O registro também é importante nos casos em que a rede já aparece como normalizada, mas o imóvel continua recebendo água com coloração diferente.

Isso pode ocorrer porque a água presente em reservatórios ou trechos da rede ainda precisa ser substituída.

Por que a água pode mudar de cor após uma intervenção

A alteração observada pelos moradores está relacionada à movimentação da água dentro das tubulações.

Durante uma intervenção ou após a retomada do fluxo, mudanças de pressão e velocidade podem deslocar pequenas partículas acumuladas na rede.

Essas partículas podem deixar a água temporariamente mais escura, amarelada ou com outra alteração visual.

O fenômeno não significa, segundo o Dmae, que a água tenha recebido algum tipo de contaminação externa.

No caso atual, a autarquia relaciona diretamente a ocorrência ao conserto da adutora realizado na região das avenidas Ipiranga e Borges de Medeiros.

Situação é diferente de falta de água

Outro ponto importante é diferenciar alteração de cor da água de interrupção do abastecimento.

Os relatos registrados em Porto Alegre estão relacionados principalmente à aparência e, em alguns casos, ao gosto da água.

A rede pode continuar fornecendo água normalmente enquanto parte dos consumidores percebe alteração na coloração.

Por isso, um imóvel pode apresentar água amarelada ou escura mesmo sem estar enfrentando uma interrupção completa do abastecimento.

A normalização também pode ocorrer em momentos diferentes entre imóveis, dependendo da posição de cada residência ou condomínio dentro da rede de distribuição.

Problema pode persistir temporariamente em alguns imóveis

O Dmae informou que, em determinados pontos, mesmo após a normalização da rede, pode ser necessário aguardar a troca da água armazenada nos reservatórios.

Essa situação ajuda a explicar por que alguns moradores ainda podem perceber alteração enquanto outros imóveis próximos já apresentam água com aparência normal.

No caso do condomínio localizado na Cavalhada, por exemplo, o Dmae informou ao síndico que a rede estava registrada como normalizada, mas seria necessário esperar a substituição da água do reservatório.

Por isso, o tempo de normalização pode variar de acordo com as características do imóvel e da rede local.

Ocorrência começou após manutenção de adutora

A sequência dos acontecimentos ajuda a compreender o problema.

Na segunda-feira (10), foi realizado o conserto de uma adutora na esquina das avenidas Ipiranga e Borges de Medeiros.

Na noite do mesmo dia, moradores começaram a perceber alterações na água.

Na terça-feira (11), o Dmae iniciou ações para minimizar a ocorrência e passou a realizar a lavagem da rede.

Nesta quarta-feira (12), a autarquia informou que continuava mobilizada para localizar pontos onde ainda havia turbidez excessiva.

Dmae monitora pontos ainda afetados

A autarquia afirma que mantém equipes trabalhando para identificar outros locais onde a água ainda apresente alteração.

O monitoramento é importante porque a ocorrência pode se manifestar de forma diferente ao longo da rede.

Enquanto determinados trechos já podem apresentar água normalizada, outros ainda podem receber água com partículas deslocadas durante o processo de intervenção.

Por esse motivo, o Dmae solicita que os moradores continuem registrando os casos pelo Sistema 156.

O que o morador deve fazer

Diante de uma alteração na cor ou no gosto da água, o morador deve registrar a ocorrência junto ao Dmae pelo Sistema 156, opção 2.

O registro deve informar, sempre que possível, o endereço e as características da alteração observada.

A orientação oficial do Dmae é que esses dados sejam utilizados para identificar com maior precisão os pontos ainda afetados e direcionar as equipes responsáveis pela normalização.

Em situações envolvendo condomínios, também é recomendável que o síndico ou responsável pelo imóvel registre protocolo, principalmente quando a alteração persiste por mais tempo.

Moradores da Zona Sul devem acompanhar a normalização

Os bairros da Zona Sul de Porto Alegre foram os principais pontos de concentração dos relatos.

Cristal e Tristeza estão entre os locais mais citados, enquanto Cavalhada também apresentou registros de água amarelada.

A área central e o Menino Deus também tiveram relatos de alteração.

O Dmae mantém as ações de lavagem e monitoramento da rede para que a situação seja normalizada nos pontos ainda afetados.

Problema deve ser acompanhado pelo Dmae

A alteração na cor da água provocou preocupação entre moradores de diferentes bairros de Porto Alegre, principalmente porque ocorreu após uma intervenção em uma adutora.

Segundo o Dmae, entretanto, a causa já foi identificada como um transiente hidráulico relacionado à alteração do fluxo da água na rede.

A autarquia afirma que a alteração temporária de cor ou gosto provocada pelo arraste de micropartículas não representa risco à saúde.

Enquanto as equipes continuam realizando a lavagem da rede, moradores que ainda identificarem água com coloração diferente devem registrar protocolo pelo 156, opção 2.

A medida permite que o departamento localize os pontos ainda afetados e acompanhe a normalização do abastecimento.

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