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Dmae prevê fim dos alagamentos até 2031

O diretor-presidente do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), Vicente Perrone, afirmou que os alagamentos recorrentes em Porto Alegre deverão ser significativamente reduzidos até 2031, após a conclusão de um conjunto de obras de macrodrenagem, microdrenagem e construção de novas casas de bombas. A declaração foi feita durante entrevista concedida nesta terça-feira (28), após os temporais que voltaram a provocar acúmulo de água em diversos pontos da Capital.

Segundo Perrone, o sistema de bombeamento funcionou conforme o esperado durante a chuva intensa registrada na segunda-feira (27). Para ele, os alagamentos ocorreram principalmente porque a rede de drenagem urbana é antiga e não possui capacidade para escoar grandes volumes de água concentrados em poucos minutos. O diretor classificou como “satisfatória” a resposta do sistema diante da intensidade da precipitação.

A prefeitura prevê investir mais de R$ 2 bilhões em obras estruturantes para modernizar a drenagem da cidade. As primeiras licitações devem começar entre agosto de 2026 e abril de 2027, marcando o início de um cronograma que, segundo a administração municipal, poderá transformar a capacidade de resposta da Capital frente aos eventos climáticos extremos.

Chuva intensa superou a capacidade da drenagem

De acordo com o diretor do Dmae, algumas estações meteorológicas registraram aproximadamente 18 milímetros de chuva em apenas dez minutos, um volume considerado excepcional para o sistema de drenagem urbana.

Embora as casas de bombas tenham permanecido operando, a velocidade com que a água caiu sobre a cidade superou a capacidade das galerias pluviais de conduzir o escoamento, resultando em alagamentos temporários em diferentes bairros.

Perrone ressaltou que eventos dessa magnitude se tornam cada vez mais frequentes em razão das mudanças climáticas, exigindo uma infraestrutura preparada para cenários mais severos.

Obras prometem modernizar o sistema de drenagem

O plano apresentado pelo município prevê investimentos em diferentes frentes da infraestrutura hidráulica de Porto Alegre.

Entre as principais intervenções previstas estão:

  • construção de novas casas de bombas;
  • ampliação da macrodrenagem;
  • melhorias na microdrenagem;
  • modernização das galerias pluviais;
  • reforço do sistema de escoamento das águas da chuva.

Segundo a prefeitura, essas obras deverão aumentar significativamente a capacidade de drenagem da cidade e reduzir os impactos provocados por temporais de grande intensidade.

Meta é reduzir alagamentos até 2031

Conforme o cronograma apresentado pelo Dmae, os efeitos das obras deverão ser percebidos gradualmente ao longo dos próximos anos.

A expectativa é que, entre 2027 e 2031, a implantação dos novos projetos permita reduzir de forma expressiva os alagamentos provocados por chuvas intensas.

O diretor destacou que a solução não será imediata, pois envolve intervenções de grande porte distribuídas em diferentes regiões da Capital.

Sistema de drenagem enfrenta desafios históricos

Porto Alegre possui uma rede de drenagem construída ao longo de várias décadas, em um período em que os padrões de urbanização e de precipitação eram diferentes dos observados atualmente.

Além do envelhecimento da infraestrutura, a impermeabilização crescente do solo urbano reduz a absorção da água da chuva, aumentando o volume que precisa ser conduzido pelas galerias pluviais em um curto intervalo de tempo.

Especialistas apontam que a combinação entre eventos climáticos extremos e sistemas antigos amplia o risco de alagamentos nas grandes cidades.

Capital ainda convive com os reflexos das enchentes de 2024

O debate sobre a drenagem urbana ganhou ainda mais relevância após as enchentes históricas de 2024, quando falhas no sistema de proteção contra cheias e o volume excepcional de água provocaram uma das maiores tragédias da história de Porto Alegre.

Desde então, diferentes projetos vêm sendo anunciados para reforçar a infraestrutura hidráulica da cidade e aumentar a capacidade de resposta diante de novos eventos extremos.

População cobra soluções permanentes

Os alagamentos registrados durante o temporal desta semana voltaram a gerar críticas de moradores e comerciantes, especialmente em regiões onde o problema ocorre com frequência.

Embora a administração municipal afirme que as casas de bombas funcionaram normalmente, parte da população defende que as obras sejam executadas com rapidez para reduzir os transtornos enfrentados em períodos de chuva intensa.

Nos próximos meses, a expectativa será pelo início das licitações e pela execução dos investimentos anunciados, considerados fundamentais para ampliar a resiliência de Porto Alegre diante dos eventos climáticos cada vez mais frequentes.

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