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Furto de fios deixa bairros sem água

O furto de cabos elétricos em uma unidade do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) provocou a interrupção do abastecimento de água em parte dos bairros Belém Velho e Vila Nova, na Zona Sul de Porto Alegre, neste sábado (22).

O problema começou durante a madrugada, quando equipes da Guarda Municipal que atuam junto ao Dmae foram acionadas para atender uma ocorrência de furto de fios na Estação de Bombeamento de Água Tratada (Ebat) Belém Velho 2.

A unidade é responsável pelo bombeamento de água para parte da região. Com os danos provocados na estrutura elétrica, o equipamento precisou ser desligado para que as equipes pudessem realizar os reparos necessários.

Cabos foram cortados próximos ao transformador

Ao chegarem à estação, os agentes encontraram dois cabos cortados em um poste localizado próximo ao transformador da unidade.

A situação exigiu também o atendimento de outras forças de segurança. A Brigada Militar foi acionada para atender a ocorrência, enquanto o Instituto-Geral de Perícias (IGP) realizou os procedimentos relacionados à investigação do local.

Um suspeito foi localizado desacordado nas proximidades do prédio da estação. A informação foi divulgada pelo Dmae, que não apresentou, na nota sobre o caso, detalhes sobre as circunstâncias em que o homem foi encontrado ou sobre eventual prisão.

Enquanto a situação é investigada, o principal efeito para os moradores da região é a interrupção do fornecimento de água.

Abastecimento deve retornar de forma gradual

A Ebat Belém Velho 2 permanece desligada neste sábado para permitir a execução dos reparos provocados pelo furto.

De acordo com o Dmae, a previsão é de que os trabalhos sejam concluídos no final da tarde. Depois da recuperação da estrutura e da retomada do bombeamento, o abastecimento deverá voltar gradualmente para os imóveis afetados.

Isso significa que a religação da estação não representa necessariamente o retorno imediato da água em todos os pontos da região. A normalização ocorre conforme o sistema volta a operar e a distribuição é restabelecida.

Moradores de Belém Velho e Vila Nova que dependem da estrutura afetada devem, portanto, enfrentar a interrupção ao longo do sábado até a conclusão dos trabalhos.

Furto de fios já afetou centenas de milhares de pessoas

O caso registrado neste sábado não é isolado dentro do sistema de abastecimento de Porto Alegre.

Dados apresentados pelo próprio Dmae mostram a dimensão do problema. Entre 1º de janeiro e 28 de junho de 2026, foram registradas 22 ocorrências de furto ou roubo de fios e cabos em unidades operacionais do sistema de abastecimento de água.

No período, aproximadamente 287,8 mil pessoas tiveram o fornecimento de água temporariamente afetado em razão desses crimes. O número considera moradores que podem ter sido atingidos em mais de uma ocorrência.

O impacto vai além do material furtado. Quando cabos são retirados ou danificados, unidades responsáveis pelo tratamento, bombeamento ou distribuição podem deixar de funcionar. O Dmae precisa então deslocar equipes, identificar o problema, substituir os componentes danificados e realizar os procedimentos necessários para colocar novamente o sistema em operação.

Na prática, um furto realizado em uma estrutura técnica pode provocar consequências para milhares de moradores que não têm qualquer relação com a ocorrência.

Problema atinge diretamente a população

A interrupção provocada pelo furto na Ebat Belém Velho 2 mostra como a infraestrutura elétrica das estações é essencial para o funcionamento da rede de abastecimento.

Enquanto a unidade permanece desligada, parte dos moradores de Belém Velho e Vila Nova fica sujeita à falta de água. A situação deve começar a ser revertida após a conclusão dos reparos e a retomada do bombeamento prevista pelo Dmae para o final da tarde.

O órgão orienta, na prática, que os moradores afetados considerem o período necessário para a recuperação do sistema e para a normalização gradual do abastecimento.

O caso também reforça um problema recorrente enfrentado pelos serviços públicos: o furto de cabos não representa apenas uma perda patrimonial. Em estruturas essenciais, o crime pode interromper serviços básicos e obrigar o poder público a mobilizar equipes e recursos para recuperar uma operação que deveria estar funcionando normalmente.

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