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Greve da educação protesta contra leilão de escolas no RS

Greve da educação protesta contra leilão de escolas no RS

RIO GRANDE DO SUL – Professores e funcionários da educação estadual realizaram uma greve no Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (26) em protesto contra o projeto do governo estadual que prevê a realização de uma Parceria Público-Privada (PPP) para a gestão da infraestrutura de 98 escolas estaduais. A mobilização foi convocada pelo CPERS Sindicato e teve ato em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre.

A categoria afirma que a proposta representa um processo de privatização da gestão da infraestrutura escolar e pede o cancelamento do leilão. Já o Governo do Rio Grande do Sul sustenta que a parceria envolve apenas serviços de infraestrutura, sem alterar a gestão pedagógica das escolas. O leilão, inicialmente previsto para junho, foi adiado para 23 de julho.

Categoria critica projeto de PPP

Segundo o CPERS, a greve foi aprovada por unanimidade em assembleia da categoria e busca pressionar o governo estadual a desistir da proposta de concessão da infraestrutura escolar à iniciativa privada.

O sindicato argumenta que o contrato prevê investimentos públicos superiores a R$ 4,5 bilhões ao longo de 25 anos e afirma que esses recursos poderiam ser destinados diretamente à manutenção e modernização das escolas públicas.

Leilão foi adiado para julho

O Governo do Rio Grande do Sul adiou o leilão da PPP para o dia 23 de julho, informando que a mudança ocorreu após solicitação de empresas interessadas em participar da disputa, conforme previsão do edital.

O projeto contempla 98 escolas estaduais distribuídas em 15 municípios gaúchos, incluindo Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Gravataí, Viamão, Caxias do Sul, Pelotas, Rio Grande e outras cidades.

Governo afirma que ensino não será privatizado

De acordo com o Executivo estadual, a PPP prevê apenas a transferência de serviços de apoio, como manutenção predial, limpeza, vigilância, jardinagem, conectividade, mobiliário e gestão da infraestrutura.

Segundo o governo, a administração pedagógica continuará sendo responsabilidade da Secretaria Estadual da Educação (Seduc), das direções das escolas e dos profissionais da educação.

Sindicato mantém mobilização

Mesmo com o adiamento do leilão, o CPERS informou que manterá a mobilização contra a proposta e pretende ampliar o debate com estudantes, pais e comunidade escolar sobre os impactos do projeto.

A entidade defende que a infraestrutura escolar deve permanecer sob gestão pública e afirma que continuará promovendo manifestações até que o projeto seja retirado.

Debate sobre o futuro da educação

A proposta de PPP das escolas estaduais segue dividindo opiniões no Rio Grande do Sul. Enquanto o governo afirma que o modelo permitirá melhorar a infraestrutura das unidades e acelerar investimentos, representantes dos trabalhadores da educação defendem que os recursos sejam aplicados diretamente na rede pública sem contratos de longo prazo com empresas privadas.

O tema deve continuar em discussão nas próximas semanas, especialmente com a proximidade da nova data prevista para o leilão das escolas estaduais.

Tags

Greve da Educação, Educação Estadual, Rio Grande do Sul, CPERS, Escolas Estaduais, PPP das Escolas, Leilão das Escolas, Porto Alegre, Eduardo Leite, Secretaria da Educação, Professores, Ensino Público, Educação RS

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