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Inflação cai em Porto Alegre no início de agosto

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) registrou nova queda em Porto Alegre na primeira semana de agosto. O indicador passou de -0,40% para -0,42%, mantendo a sequência de resultados negativos observada na Capital gaúcha. Os dados são da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O resultado significa que, na média dos preços acompanhados pelo índice, houve uma variação negativa no período. Na prática, isso representa deflação, embora o comportamento dos preços tenha sido diferente entre os grupos de produtos e serviços pesquisados.

A queda registrada em Porto Alegre ocorreu enquanto o IPC-S também apresentou recuo em outras cidades brasileiras na primeira quadrissemana de agosto.

IPC-S recua em Porto Alegre

Na Capital gaúcha, o IPC-S passou de -0,40% na quarta quadrissemana de julho para -0,42% na primeira quadrissemana de agosto.

O resultado mantém Porto Alegre entre as cidades pesquisadas pela FGV que apresentaram variação negativa dos preços no período.

O levantamento acompanha diferentes grupos de despesas das famílias e permite observar o comportamento dos preços no curto prazo.

A variação negativa não significa, entretanto, que todos os produtos ficaram mais baratos. O índice é resultado da combinação das altas e quedas registradas nos diferentes grupos que compõem a cesta de consumo.

Alimentação continua influenciando o índice

No resultado nacional do IPC-S, o grupo Alimentação teve a maior contribuição para a variação registrada na primeira quadrissemana de agosto.

A taxa do grupo passou de -0,87% na quarta quadrissemana de julho para -0,52% na primeira quadrissemana de agosto. Mesmo com a desaceleração da queda, a alimentação permaneceu apresentando variação negativa.

O comportamento dos alimentos tem peso importante na percepção da inflação pelas famílias, já que são produtos de compra frequente.

Por isso, uma redução nos preços de determinados alimentos pode contribuir para aliviar o custo das compras no curto prazo, ainda que outros itens estejam subindo.

Outros grupos também tiveram mudanças

O levantamento da FGV mostra que o comportamento dos preços foi diferente entre os oito grupos de despesas analisados.

Além da Alimentação, houve aceleração das taxas em Despesas Diversas, Comunicação e Habitação.

Em Despesas Diversas, a taxa passou de -0,03% para 0,70%.

Na Comunicação, o índice saiu de -0,06% para 0,05%, enquanto Habitação avançou de 0,39% para 0,41%.

Esses movimentos mostram que a queda do índice geral não ocorreu de maneira uniforme.

Vestuário e Transportes registraram quedas

Por outro lado, alguns grupos apresentaram redução em suas taxas de variação.

Vestuário passou de -1,22% para -1,49%, aprofundando a queda.

Transportes recuou de -0,29% para -0,39%, enquanto Saúde e Cuidados Pessoais passou de 0,22% para 0,13%.

Também houve desaceleração em Educação, Leitura e Recreação, cuja taxa caiu de 1,06% para 0,50%.

O resultado desses movimentos combinados foi a queda de 0,05% registrada pelo IPC-S no conjunto das sete capitais pesquisadas.

Porto Alegre teve um dos recuos entre as capitais

Além de Porto Alegre, outras duas das sete cidades pesquisadas pela FGV apresentaram desaceleração na primeira semana de agosto.

Em Brasília, o índice passou de 0,18% para 0,17%.

No Rio de Janeiro, houve mudança de -0,21% para -0,25%.

Já outras três capitais registraram aceleração: São Paulo, de 0,24% para 0,32%; Belo Horizonte, de -0,14% para -0,04%; e Salvador, de -0,35% para -0,28%.

Em Recife, a taxa permaneceu em -0,35%.

Resultado nacional também foi negativo

Considerando as sete capitais que fazem parte do levantamento, o IPC-S passou de -0,08% para -0,05% na primeira quadrissemana de agosto.

Apesar da queda no período, o indicador acumula alta de 4,27% nos últimos 12 meses.

Esse dado é importante porque mostra a diferença entre uma variação negativa pontual e o comportamento dos preços em um período mais longo.

Ou seja, o consumidor pode encontrar uma redução média nos preços no curto prazo, enquanto o custo de vida acumulado continua maior do que há um ano.

O que significa uma inflação negativa

Quando o índice de preços apresenta variação abaixo de zero, ocorre a chamada deflação.

Isso significa que, na média ponderada da cesta pesquisada, os preços registraram queda em relação ao período anterior.

Entretanto, deflação não significa necessariamente que todas as famílias estejam gastando menos.

O impacto depende dos produtos e serviços consumidos por cada pessoa. Uma família que gasta uma parcela maior do orçamento com alimentação, por exemplo, pode sentir um efeito diferente de outra que tenha despesas maiores com aluguel, transporte ou serviços.

Por isso, o IPC-S funciona como um indicador agregado do comportamento dos preços.

Queda não significa redução generalizada dos preços

O resultado de Porto Alegre exige uma leitura cuidadosa.

A taxa de -0,42% indica uma queda média no período analisado, mas alguns grupos continuaram registrando aumentos.

Habitação, por exemplo, passou de 0,39% para 0,41%, enquanto Despesas Diversas chegou a 0,70%. Comunicação também saiu de uma taxa negativa para uma pequena alta.

Ao mesmo tempo, Vestuário e Transportes apresentaram quedas mais intensas.

Portanto, o comportamento da inflação depende da composição da cesta de consumo e da participação de cada grupo no orçamento das famílias.

Indicador acompanha preços no curto prazo

O IPC-S é um indicador calculado pela FGV para acompanhar a evolução dos preços ao consumidor em intervalos semanais.

A divulgação permite identificar movimentos de aceleração ou desaceleração da inflação antes da divulgação de indicadores mensais.

No caso de agosto, o resultado da primeira quadrissemana mostra uma continuidade do movimento de queda observado no final de julho.

A evolução das próximas semanas será necessária para verificar se a deflação se mantém ou se o índice volta a apresentar alta.

Porto Alegre começa agosto com preços em queda

O resultado divulgado nesta semana coloca Porto Alegre em um cenário de leve deflação no início de agosto.

O IPC-S da Capital passou de -0,40% para -0,42%, enquanto o indicador nacional das sete capitais pesquisadas ficou em -0,05%.

Apesar do resultado negativo, a inflação acumulada em 12 meses no índice nacional permanece positiva, em 4,27%.

A composição do resultado também revela comportamentos diferentes entre os grupos de despesas, com destaque para as quedas em Vestuário e Transportes e para a contribuição da Alimentação no resultado geral.

Para o consumidor porto-alegrense, os próximos levantamentos serão importantes para verificar se a tendência de queda observada no início do mês terá continuidade.

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