Natacha Rodrigues Mendes foi encontrada morta em uma residência no bairro Aberta dos Morros. Polícia Civil investiga o caso e aguarda laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.
Uma mulher de 21 anos foi encontrada morta na manhã desta terça-feira (13), no bairro Aberta dos Morros, no Extremo Sul de Porto Alegre. A vítima foi identificada como Natacha Rodrigues Mendes. Um homem de 39 anos, com quem ela mantinha um relacionamento recente, foi preso em flagrante e é investigado por suspeita de feminicídio.
A ocorrência foi registrada em uma residência localizada na rua Jardim das Estrelas. O imóvel fica nos fundos de um terreno onde existem outras casas.
Conforme informações divulgadas pelo Correio do Povo, vizinhos teriam ouvido gritos vindos da residência entre a noite de segunda-feira (12) e a manhã de terça-feira. Durante a manhã, familiares da jovem receberam informações de que ela estaria no local e foram até o endereço, onde encontraram o corpo sobre uma cama.
A Brigada Militar (BM) foi acionada por volta das 9h20min para atender à ocorrência. Após a chegada dos policiais, o homem que estava no imóvel foi detido.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer o que aconteceu nas horas anteriores à morte da jovem.
Polícia investiga suspeita de feminicídio
A Polícia Civil confirmou a prisão em flagrante do homem pela suspeita de envolvimento na morte de Natacha. A investigação está sob responsabilidade da estrutura especializada no atendimento a mulheres vítimas de violência.
Os primeiros relatos colhidos no local levantaram a possibilidade de uma morte relacionada à ingestão de substâncias, considerando informações preliminares sobre o consumo de álcool, medicamentos controlados e possível uso de drogas.
Entretanto, os primeiros levantamentos periciais e as circunstâncias da ocorrência levaram as autoridades a investigar a hipótese de morte violenta.
O Instituto-Geral de Perícias (IGP) foi acionado para realizar os procedimentos técnicos na residência e recolher o corpo. Os exames deverão contribuir para determinar a causa da morte e esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
Até a divulgação das informações consultadas, não havia conclusão definitiva sobre a causa da morte. A hipótese de feminicídio permanece sob investigação e deverá ser esclarecida a partir dos laudos e das demais provas reunidas pela Polícia Civil.

Vítima mantinha relacionamento recente com o suspeito
Segundo as informações divulgadas, Natacha mantinha um relacionamento há pouco tempo com o homem de 39 anos.
A investigação deverá apurar o que aconteceu durante o encontro, as circunstâncias da morte e se houve violência praticada contra a jovem.
Os relatos de gritos ouvidos por vizinhos entre a noite de segunda-feira e a manhã de terça-feira também poderão contribuir para a reconstrução da sequência dos acontecimentos.
A polícia deverá considerar os depoimentos de testemunhas, os vestígios encontrados no imóvel e os resultados dos exames periciais para esclarecer a dinâmica do caso.
O nome do suspeito não havia sido divulgado nas informações consultadas. Até o momento, também não havia conclusão pericial definitiva sobre a causa da morte.
Homem também tinha mandado de prisão por dívida de pensão
Durante o atendimento da ocorrência, os policiais identificaram que o homem tinha um mandado de prisão em aberto por dívida de pensão alimentícia.
A ordem judicial foi expedida pela 2ª Vara da Família de Cariacica, no Espírito Santo. Conforme o levantamento divulgado pelo Correio do Povo, o mandado previa prisão por 60 dias, em razão de um débito que totalizava R$ 43,6 mil em 2024.
O homem foi detido tanto em razão do mandado judicial quanto pela suspeita de envolvimento na morte da jovem.
Após a prisão, ele foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento vinculada à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde deveria prestar depoimento.
O mandado relacionado à pensão alimentícia é uma questão judicial distinta da investigação sobre a morte de Natacha. A existência dessa ordem de prisão, por si só, não comprova responsabilidade pelo possível feminicídio.

Caso pode elevar número de feminicídios no Rio Grande do Sul
Se a investigação confirmar que a morte ocorreu em razão de violência de gênero, o caso poderá se tornar o 62º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul em 2026, conforme a contagem divulgada pelo Correio do Povo.
O número reforça a dimensão do problema da violência contra as mulheres no Estado. Na semana anterior, outras cinco mulheres também haviam sido mortas no Rio Grande do Sul, segundo a mesma publicação.
A classificação definitiva da ocorrência dependerá da apuração policial e dos elementos reunidos durante a investigação.
O feminicídio é caracterizado pela morte de uma mulher por razões da condição do sexo feminino, incluindo situações de violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação à condição de mulher.
A investigação precisa reunir elementos que permitam esclarecer não apenas a causa da morte, mas também as circunstâncias e a eventual motivação do crime.
Investigação aguarda resultados da perícia
A Polícia Civil deverá utilizar os laudos do Instituto-Geral de Perícias, os depoimentos e os demais elementos coletados para esclarecer o caso.
Os exames técnicos são importantes para determinar a causa da morte e verificar se os vestígios encontrados são compatíveis com as hipóteses investigadas.
Até a conclusão dessa etapa, não é possível afirmar de maneira definitiva como a jovem morreu ou qual foi a participação do suspeito.
O homem foi preso em flagrante, mas a responsabilidade criminal deverá ser apurada pelas autoridades competentes, com respeito ao devido processo legal.
O Jornal MPV acompanhará as atualizações da investigação e a divulgação de novas informações oficiais sobre a morte de Natacha Rodrigues Mendes.










