Adroaldo Guerra Filho morreu nesta quarta-feira (28), em Porto Alegre. Com 43 anos de atuação no Grupo RBS, jornalista marcou gerações com comentários irreverentes e análises sobre o futebol gaúcho.
O jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul perdeu, nesta quarta-feira (28), um de seus nomes mais conhecidos. O jornalista e comentarista Adroaldo Guerra Filho, popularmente conhecido como Guerrinha, morreu aos 70 anos, em Porto Alegre.
O comunicador estava internado no Instituto de Cardiologia, na capital gaúcha, após apresentar uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado. A morte foi confirmada pelo Grupo RBS, empresa na qual trabalhou durante 43 anos e construiu grande parte de sua trajetória profissional.
Conhecido pelo estilo direto, pelo humor e pelas frases marcantes, Guerrinha conquistou espaço no rádio, na televisão e nos jornais impressos. Sua atuação esteve especialmente ligada à cobertura do futebol gaúcho, com análises sobre Grêmio e Internacional e participação em debates que acompanhavam o cotidiano dos clubes.
A notícia representa uma perda para a imprensa esportiva regional, na qual o comentarista se tornou uma figura reconhecida por colegas de profissão, torcedores e ouvintes.
Carreira começou na cobertura do turfe
Formado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Guerrinha iniciou a carreira na década de 1970. Filho do comunicador Adroaldo Guerra, conhecido como Vovô Guerra, teve contato com o universo da comunicação desde cedo, mas começou sua trajetória profissional acompanhando corridas de cavalos.
Seus primeiros trabalhos foram publicados no Jornal Hoje, ligado ao Grupo RBS. Na sequência, passou a cobrir o cotidiano do Jockey Club para os jornais Folha da Manhã e Correio do Povo.
Em 1983, retornou ao Grupo RBS para trabalhar no jornal Zero Hora, inicialmente com reportagens sobre turfe. Anos depois, direcionou sua atuação para o futebol e assumiu a cobertura do Internacional, clube pelo qual declarava torcer.
A mudança de área ampliou sua presença no jornalismo esportivo gaúcho e abriu caminho para uma trajetória que passaria a combinar reportagem, análise, comentários e participação em programas de debate.

Guerrinha marcou época na Rádio Gaúcha
A partir de 1999, Guerrinha ampliou sua atuação no rádio ao participar do programa Falcão na Gaúcha. Em 2004, passou a integrar o Sala de Redação, um dos programas de debate esportivo mais tradicionais do Rio Grande do Sul.
Na bancada, tornou-se conhecido pelas opiniões contundentes, pelo raciocínio rápido e pelas tiradas bem-humoradas. Seu estilo ajudou a transformar análises sobre partidas, treinadores, jogadores e decisões dos clubes em momentos de debate e repercussão entre os torcedores.
Embora fosse identificado com o Internacional, Guerrinha também conquistou admiradores entre gremistas. A maneira irreverente de comentar o futebol e a disposição para questionar o desempenho das equipes contribuíram para consolidar sua presença no cenário esportivo gaúcho.
Atuação também passou pela televisão e pelos jornais
Além do trabalho no rádio, Guerrinha teve participação na televisão e manteve presença relevante na imprensa escrita. No jornal Diário Gaúcho, assinou a coluna Guerra Total, enquanto na televisão participou do programa Lance Final, da RBS TV.
Em 2014, lançou o Paredão do Guerrinha, atração de entrevistas que posteriormente também ganhou formato de podcast.
A diversidade de formatos demonstrava sua capacidade de transitar entre diferentes plataformas de comunicação, mantendo uma identidade profissional marcada pela opinião e pela proximidade com o público.

Família e legado profissional
Guerrinha deixa a esposa, Kathia, as filhas Michelle e Karine e os netos João Vitor, Manoela e Eduarda, conforme comunicado divulgado pelo Grupo RBS.
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, o jornalista construiu uma identidade própria na cobertura esportiva. Seu estilo de comunicação, suas análises e suas frases marcantes fizeram parte da rotina de leitores, ouvintes e telespectadores que acompanhavam o futebol no Rio Grande do Sul.
A trajetória de Guerrinha também se confunde com a história recente do debate esportivo gaúcho, especialmente pela participação no Sala de Redação, programa que reúne diferentes opiniões sobre os principais acontecimentos do esporte.
Sua morte encerra uma longa carreira na comunicação e deixa uma lacuna no jornalismo esportivo regional.
O Jornal MPV registra o falecimento de Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, e manifesta solidariedade aos familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores do comunicador.










