Animais morreram no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Um dos bovinos teve diagnóstico preliminar de tristeza parasitária bovina, enquanto outros casos ainda passam por investigação veterinária.
Três touros da raça Angus e um cavalo morreram durante a 49ª Expointer, realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Os óbitos ocorreram no domingo (30), e mobilizaram as equipes responsáveis pelo atendimento e pela fiscalização sanitária dos animais que participam da maior feira agropecuária do Rio Grande do Sul.
Os três bovinos eram provenientes do Sul do Estado. Dois deles eram touros rústicos jovens, pertencentes à mesma cabanha, enquanto o terceiro era um touro de argola. O caso do cavalo, segundo as autoridades veterinárias que acompanham a situação, não teria relação, até o momento, com as mortes dos bovinos.
A ocorrência passou a ser investigada pelo Serviço Oficial de Veterinária, que atua dentro do Parque Assis Brasil, com participação de profissionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Os animais foram submetidos a procedimentos de investigação para determinar as causas dos óbitos.
Um dos touros teve causa preliminar identificada
Até o momento, um dos casos já apresenta uma indicação mais definida. Um laudo preliminar apontou que a morte de um dos bovinos foi provocada por uma enfermidade relacionada a parasita, com suspeita de tristeza parasitária bovina, doença conhecida na criação de bovinos e que pode estar associada à ação de carrapatos.
Segundo avaliação de profissionais que acompanham os casos, a enfermidade poderia estar incubada no animal antes mesmo da chegada à feira. A hipótese levantada é de que fatores como a redução da imunidade e o estresse provocado pela mudança de ambiente e pela participação em uma grande exposição possam ter contribuído para o agravamento do quadro.
A Associação Brasileira de Angus informou que o terceiro exemplar teve confirmada a morte por tristeza parasitária bovina, considerada uma doença comum entre bovinos.
Já em relação aos outros dois touros, a principal suspeita apresentada até o momento é de uma infecção alimentar pontual. A confirmação, porém, depende da conclusão dos exames veterinários.

Investigação também envolve a morte de um cavalo
Além dos três touros, um cavalo também morreu durante o período da Expointer. As autoridades veterinárias afirmam que, neste momento, não há indicação de que a morte do equino esteja relacionada aos óbitos dos bovinos.
A avaliação inicial dos especialistas também afasta a hipótese de uma doença contagiosa comum entre os casos.
Essa informação é considerada relevante para a continuidade da feira, que reúne milhares de animais de diferentes espécies e recebe visitantes, criadores, produtores rurais e profissionais do setor agropecuário durante sua programação.
Animais passaram por fiscalização antes da feira
Os animais que participam da Expointer passam por procedimentos de admissão e inspeção sanitária antes e durante a permanência no Parque de Exposições Assis Brasil.
De acordo com o serviço oficial, os bovinos que morreram haviam sido submetidos aos procedimentos previstos de fiscalização desde as cabanhas até a chegada ao local do evento. Não foram identificadas, nas avaliações realizadas anteriormente, doenças preexistentes que impedissem a participação dos animais na exposição.
Mesmo assim, a identificação de uma enfermidade após a chegada ao parque demonstra a importância do acompanhamento veterinário durante todo o período da feira, principalmente em razão da concentração de animais de diferentes propriedades e regiões.
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) informou que acompanha os casos e aguarda os resultados das necropsias realizadas pela UFRGS.

Não há indicação de risco para outros animais ou visitantes
Segundo os profissionais responsáveis pelo acompanhamento dos casos, não há, até o momento, indicação de que as mortes estejam relacionadas a uma doença contagiosa capaz de atingir os demais animais presentes na Expointer.
Também não foi identificado risco para as pessoas que circulam pelo parque.
A Associação Brasileira de Angus reforçou que os casos estão sendo acompanhados pelo veterinário de plantão no Parque Assis Brasil, André Dalto, da UFRGS. A avaliação técnica é de que os episódios devem ser tratados individualmente enquanto os exames não forem concluídos.
A investigação deverá esclarecer principalmente as circunstâncias que provocaram a morte dos dois primeiros touros e confirmar os diagnósticos apontados nos exames preliminares.
Expointer segue com acompanhamento sanitário
A Expointer 2026 continua sendo realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, com a presença de animais, expositores, produtores rurais e visitantes.
O trabalho de fiscalização sanitária permanece ativo durante o evento. A expectativa é que os resultados das necropsias realizadas pela UFRGS possam fornecer informações mais precisas sobre as causas dos óbitos.
Enquanto os exames não são concluídos, a orientação das equipes responsáveis é evitar conclusões precipitadas sobre uma possível relação entre os casos. Até o momento, os dados disponíveis apontam para ocorrências distintas, sem evidência de uma doença contagiosa que coloque em risco os demais animais ou o público da feira.










