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Novo radar de velocidade será testado no RS

O Rio Grande do Sul está entre os oito estados brasileiros autorizados a participar de um projeto-piloto para testar um novo sistema de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. No Estado, o experimento será realizado em um trecho da BR-386, na região do Vale do Taquari.

A autorização foi concedida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e tem caráter técnico, educativo e experimental. Nesta primeira etapa, o sistema não poderá gerar multas ou penalidades exclusivamente com base na velocidade média registrada.

Teste será realizado na BR-386

No Rio Grande do Sul, o projeto será implantado pela Concessionária das Rodovias Integradas do Sul (ViaSul) entre os quilômetros 304 e 308 da BR-386, em um trecho de aproximadamente 5 quilômetros.

A autorização prevê um período de 180 dias de testes, contado a partir da implantação efetiva e do início do monitoramento. O prazo poderá ser prorrogado ou encerrado antecipadamente conforme os resultados do experimento e critérios técnicos da ANTT.

A região do teste fica no Vale do Taquari, próximo ao município de Pouso Novo.

Como funciona o novo radar

Diferentemente dos radares convencionais, que verificam a velocidade do veículo em um ponto específico da rodovia, o novo sistema calcula a velocidade média durante determinado trecho.

Para isso, equipamentos instalados em pontos diferentes registram a passagem do veículo e o horário em que ele passa por cada local.

Com a distância conhecida entre os pontos e o tempo gasto no percurso, o sistema calcula a velocidade média desenvolvida pelo veículo.

Na prática, isso permite avaliar o comportamento do motorista durante todo o trecho monitorado, e não apenas no momento em que ele passa diante de um radar.

Testes não vão gerar multas

Um dos principais pontos do projeto-piloto é que não haverá autuação ou penalidade baseada exclusivamente na velocidade média registrada pelo sistema durante o período experimental.

Segundo a ANTT, os testes têm como objetivo avaliar a confiabilidade dos dados, o funcionamento dos equipamentos, o comportamento dos usuários e o desempenho operacional da tecnologia.

Os trechos monitorados deverão contar com sinalização adequada, informando os motoristas sobre a realização do experimento.

Isso significa que o motorista não receberá uma multa simplesmente porque o sistema calculou uma velocidade média acima do limite durante esta fase de testes.

Oito estados participam do projeto

Além do Rio Grande do Sul, os testes foram autorizados em outros sete estados:

  • Espírito Santo — BR-101;
  • Goiás — BR-414;
  • Mato Grosso do Sul — BR-163;
  • Minas Gerais — BR-040, BR-050, BR-116 e BR-381;
  • Paraná — BR-163, BR-277, BR-376, PR-151, PR-444 e PR-862;
  • Rio de Janeiro — BR-101 e BR-116;
  • Rio Grande do Sul — BR-386;
  • Santa Catarina — BR-101.

A autorização não significa que todos os equipamentos começarão a operar simultaneamente. O início efetivo depende da implantação da infraestrutura necessária pelas concessionárias responsáveis por cada trecho.

Tecnologia já foi testada no Brasil

Sistemas semelhantes já foram utilizados experimentalmente no país.

Um dos casos ocorre na BR-050, em Uberaba (MG), em que equipamentos instalados em pontos distintos permitem calcular o tempo necessário para percorrer o trecho monitorado.

A tecnologia também já foi utilizada em iniciativas de caráter educativo e está sendo avaliada para possíveis aplicações futuras em rodovias federais concedidas.

Objetivo é avaliar a tecnologia

A ANTT afirma que os resultados do projeto-piloto serão utilizados para avaliar a viabilidade da tecnologia em condições reais de operação.

Entre os aspectos analisados estarão o funcionamento dos equipamentos, a qualidade e confiabilidade dos dados coletados, o comportamento dos motoristas e os impactos operacionais do sistema.

Os resultados deverão ser encaminhados periodicamente à agência reguladora pelas concessionárias responsáveis pelos trechos monitorados.

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