Sistema do governo federal funciona como um “RG animal” e reúne informações de identificação, tutores, castração e microchipagem.
O Rio Grande do Sul já tem 91.800 cães e gatos cadastrados no SinPatinhas, Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos. Os dados, compilados até 10 de setembro de 2026, mostram que o Estado está entre os que mais utilizam a plataforma criada pelo governo federal para reunir informações sobre animais domésticos.
Do total registrado no Rio Grande do Sul, são 52.042 cães e 39.758 gatos. Com esse número, o Estado ocupa a quinta posição entre as unidades da Federação com mais animais cadastrados no sistema.
O SinPatinhas foi desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e integra o Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos, o ProPatinhas.
A proposta é criar uma base nacional de informações que permita identificar os animais e seus responsáveis, além de apoiar políticas públicas relacionadas ao bem-estar animal.
Sistema funciona como um RG para cães e gatos
O cadastro permite que cada animal tenha uma identificação própria e uma carteirinha digital com QR Code.
O documento pode ser colocado na coleira e facilita a identificação do animal caso ele desapareça. Ao encontrar um cão ou gato cadastrado, a identificação pode ajudar no contato com o tutor e na devolução do animal.
No cadastro podem constar informações como:
- Nome do animal;
- Espécie;
- Raça;
- Idade;
- Fotografia;
- Dados do tutor;
- Endereço e informações de contato;
- Vacinação;
- Castração;
- Microchipagem;
- Tratamentos e outras informações de saúde.
O sistema também permite registrar acontecimentos importantes na vida do animal, como mudança de tutor.

RS tem milhares de animais castrados e microchipados
Além do cadastro básico, os números mostram que uma parcela significativa dos animais registrados no Estado já possui informações relacionadas à identificação e ao controle populacional.
Entre os animais cadastrados no Rio Grande do Sul, 8.165 cães e 5.346 gatos possuem microchip.
O levantamento também registra 27.977 cães e 26.290 gatos castrados.
A concentração desses dados permite que órgãos públicos tenham uma visão mais ampla da população de animais domésticos e possam utilizar essas informações para planejar ações de proteção, castração, identificação e combate ao abandono.
Mais de 69 mil tutores cadastrados
O sistema também reúne informações sobre os responsáveis pelos animais.
No Rio Grande do Sul, são 69.182 tutores cadastrados como pessoas físicas, segundo os dados divulgados.
A criação de uma base nacional facilita a organização dessas informações e pode contribuir para políticas públicas mais direcionadas.
O objetivo não é apenas registrar o animal, mas também criar uma estrutura capaz de acompanhar diferentes ações realizadas ao longo da vida do cão ou gato.

Quase 1,8 milhão de animais cadastrados no Brasil
O movimento não ocorre apenas no Rio Grande do Sul.
Em todo o Brasil, o SinPatinhas já reúne aproximadamente 1,8 milhão de cães e gatos cadastrados.
São mais de 1 milhão de cães e 743 mil gatos registrados na plataforma.
O Rio Grande do Sul aparece atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais no ranking de Estados com maior quantidade de animais cadastrados.
Os números mostram a expansão de uma ferramenta que pretende centralizar informações sobre cães e gatos em uma única base nacional.
O que é o ProPatinhas?
O SinPatinhas está integrado ao ProPatinhas, programa federal criado para apoiar políticas de proteção e manejo populacional ético de cães e gatos.
O programa permite acompanhar procedimentos como castração e microchipagem, inclusive ações realizadas com recursos públicos.
Até setembro de 2026, o sistema registrava 245.860 animais atendidos pelo ProPatinhas com procedimentos de castração e microchipagem em todo o país.
Desse total, eram 131.632 cães e 114.228 gatos.
O sistema também possui mecanismos voltados ao acompanhamento e à fiscalização dos procedimentos registrados.

Cadastro é gratuito
Uma das principais características do SinPatinhas é que o cadastro é gratuito e voluntário.
Para fazer o registro, o tutor precisa acessar o sistema utilizando uma conta Gov.br.
Também é necessário fornecer uma fotografia legível do animal e preencher as informações solicitadas pela plataforma.
O cadastro pode ser realizado por responsáveis por animais, além de outros públicos habilitados, como médicos-veterinários, organizações de proteção animal, protetores independentes e órgãos públicos, conforme as regras do programa.
Como cadastrar o animal
O procedimento pode ser realizado pela internet.
O tutor deve acessar o sistema oficial do SinPatinhas, entrar utilizando sua conta Gov.br e informar os dados solicitados sobre o animal.
Depois do preenchimento, é gerada a carteirinha digital com QR Code.
A identificação pode ser utilizada na coleira e funciona como uma forma adicional de facilitar a localização do responsável caso o animal seja perdido.
O cadastro também pode ser atualizado posteriormente, quando houver mudanças nas informações do animal ou do tutor.

Veterinários podem registrar procedimentos
Algumas informações do sistema precisam ser registradas por profissionais habilitados.
Procedimentos como castração, microchipagem e vacinação podem ser inseridos no sistema por médicos-veterinários, permitindo que o histórico do animal fique mais completo.
Isso ajuda a transformar o cadastro em algo além de uma simples identificação.
A longo prazo, a concentração dessas informações pode contribuir para o planejamento de campanhas de vacinação, castração, identificação e outras ações de saúde e proteção animal.
Cadastro pode ajudar em casos de animais perdidos
Um dos usos mais práticos do sistema está relacionado aos animais que desaparecem.
Com a carteirinha digital e o QR Code associado ao cadastro, a identificação do animal pode facilitar o acesso às informações necessárias para localizar o responsável.
O sistema não substitui cuidados como microchipagem, identificação física e guarda responsável, mas acrescenta uma ferramenta digital de identificação.
Para tutores, manter os dados atualizados é importante, principalmente quando houver mudança de endereço, telefone ou responsável pelo animal.










