Vigilância patrimonial foi contratada pela Prefeitura para reforçar a segurança e proteger o patrimônio no Centro Histórico.
O Viaduto Otávio Rocha, na Avenida Borges de Medeiros, no Centro Histórico de Porto Alegre, passou a contar com vigilância patrimonial privada 24 horas por dia. O serviço começou a operar em 27 de agosto e foi contratado pela Prefeitura com o objetivo de reforçar a segurança em uma das estruturas históricas mais conhecidas da Capital.
A medida ocorre em um momento de retomada da movimentação no local após a conclusão das obras de recuperação do viaduto e a abertura gradual de novos estabelecimentos comerciais. Com o aumento da circulação de pessoas também durante a noite, a administração municipal decidiu manter uma equipe de segurança permanente no espaço.
Serviço terá 12 vigilantes
A vigilância é realizada pela empresa Lince, contratada pela Prefeitura de Porto Alegre pelo período de um ano.
Ao todo, 12 vigilantes trabalham no local, distribuídos em seis faixas de horário. Os profissionais não utilizam armas de fogo durante o serviço.
A equipe atua em toda a extensão do Viaduto Otávio Rocha, abrangendo tanto a parte inferior quanto a superior da estrutura.
O trecho monitorado compreende a área entre as ruas Fernando Machado e Jerônimo Coelho, incluindo também o segmento localizado na rua Duque de Caxias.

Vigilantes farão rondas e orientação ao público
Entre as atribuições da equipe estão a orientação aos frequentadores e a realização de rondas periódicas.
A intenção é atuar de maneira preventiva, reduzindo a possibilidade de ocorrências como furtos, arrombamentos, pichações, invasões e atos de depredação do patrimônio público.
A equipe também terá uma sala de apoio instalada em uma das lojas do próprio viaduto. O espaço foi cedido pelo Consórcio Confia no Centro, responsável pela exploração dos espaços comerciais por meio de permissionários.
GCM deixa de fazer a vigilância fixa
Antes da contratação da empresa privada, a área contava com uma equipe fixa da Guarda Civil Metropolitana (GCM).
Com a implantação da vigilância patrimonial privada, a segurança permanente passa a ser realizada pelos vigilantes contratados. A presença da equipe municipal fazia parte das ações de proteção do espaço enquanto o processo de revitalização e ocupação comercial avançava.
A mudança ocorre justamente durante uma nova fase do Viaduto Otávio Rocha, que começa a recuperar sua movimentação comercial e de convivência.

Viaduto foi restaurado após mais de três anos de obras
A implantação da segurança acontece poucos meses depois da conclusão da restauração estrutural e estética do Viaduto Otávio Rocha.
As obras começaram em dezembro de 2022 e foram concluídas em abril de 2026, após mais de três anos de trabalhos. O investimento chegou a aproximadamente R$ 18,7 milhões.
O projeto incluiu melhorias nas instalações elétricas, hidrossanitárias e pluviais, impermeabilização de paredes e escadarias, recuperação de revestimentos e tratamento antipichação.
Também foram restaurados elementos históricos da estrutura, como escadas, soleiras, calçadas, postes de iluminação, ladrilhos e esquadrias de ferro e madeira.
As áreas internas das 31 lojas existentes ao longo do viaduto também passaram por melhorias.
O projeto incluiu ainda novo paisagismo, ampliação da acessibilidade e implantação de iluminação cênica em LED, contribuindo para a revitalização do espaço.
Acessos que estavam fechados foram recuperados
Outro ponto da restauração foi a recuperação dos acessos verticais que conectam as partes inferior e superior do viaduto.
Esses acessos permaneceram interditados durante vários anos e voltaram a ser utilizados pela população após receberem novas estruturas.
As intervenções incluíram estruturas de alumínio, fechamento em vidro e cobertura de policarbonato.
A obra sofreu alterações no cronograma em razão de problemas estruturais encontrados durante a execução e dos impactos provocados pela enchente de 2024.

Mais comércio e circulação no local
A implantação da segurança privada ocorre paralelamente ao processo de ocupação das lojas do viaduto.
Novos estabelecimentos vêm sendo instalados no espaço, ampliando a circulação de moradores, trabalhadores e visitantes.
A proposta da Prefeitura é transformar o Viaduto Otávio Rocha novamente em um ponto de convivência, comércio, cultura e turismo no Centro Histórico de Porto Alegre.
A ocupação comercial é administrada pelo Consórcio Confia no Centro, responsável pela gestão dos espaços destinados aos novos negócios.
Com a retomada das atividades, a segurança passou a ser considerada uma parte importante da estratégia de ocupação do equipamento público.
Patrimônio histórico de Porto Alegre
O Viaduto Otávio Rocha é um dos principais símbolos arquitetônicos do Centro Histórico da Capital.
Sua construção começou em 1928, durante a implantação da avenida Borges de Medeiros, e foi concluída em 1932.
O projeto contou com a participação da companhia alemã Dyckerhoff & Widmann.
O viaduto foi posteriormente tombado pelo município em 1988, devido à sua importância histórica e arquitetônica.
Ao longo das décadas, a estrutura passou por diferentes intervenções, incluindo obras realizadas em 1997 e entre 2000 e 2001.
A degradação acumulada ao longo dos anos levou à realização do projeto de restauração iniciado em 2022.
Agora, além da recuperação física, o espaço passa por uma nova etapa de ocupação e utilização pela população.

Serviço de segurança
Local: Viaduto Otávio Rocha — avenida Borges de Medeiros, Centro Histórico de Porto Alegre
Vigilância: 24 horas por dia
Efetivo: 12 vigilantes
Escala: seis faixas de horário
Armas de fogo: não são utilizadas
Área monitorada: trecho entre as ruas Fernando Machado e Jerônimo Coelho, incluindo a parte superior junto à rua Duque de Caxias
Principais funções: rondas preventivas, orientação ao público e proteção contra furtos, arrombamentos, pichações, invasões e depredação.
A implantação da vigilância privada representa mais uma etapa do processo de recuperação do Viaduto Otávio Rocha, que busca combinar preservação do patrimônio histórico, ocupação comercial e maior circulação de pessoas no Centro Histórico de Porto Alegre.










